domingo, 23 de novembro de 2014

A PRISÃO DE JOSÉ SÓCRATES FOI ILEGAL, FOI POR MOTIVOS POLÍTICOS, COMO ERAM AS DETENÇÕES FEITAS PELA PIDE/DGS ILEGAIS E POR MOTIVOS POLÍTICOS

A prisão de José Sócrates ilegal e por claros motivos políticos significou, de facto, um golpe de estado da Direita Portuguesa e o fim do regime saído da Revolução de 25 de Abril de 1974. Voltámos, de facto, às detenções de 24 de Abril de 1974, voltámos às detenções fascistas, realizadas por motivos políticos pela PIDE/DGS.
O Ballet Rose da elite fascista ficou impune por ordem de Salazar. O ‘Ballet Rose’ de Cavaco Silva e dos seus compadres do BPN ficou impune. O ‘Ballet Rose’ de Passos Coelho e Miguel Relvas ficou impune. O ‘Ballet Rose’ de Paulo Portas ficou impune.
Os crimes muito graves dos procuradores e juízes dos Tribunais Plenários fascistas ficaram impunes. Esses acusadores e esses juízes dos Tribunais Plenários fascistas nunca foram julgados pelos seus crimes, nuns julgamentos que seriam semelhantes aos julgamentos de Nuremberga de 1946 – 1947.
Os polícias da PIDE/DGS que assassinaram o general Humberto Delgado e a sua secretária ficaram impunes. Os polícias da PIDE/DGS que fuzilaram civis na rua António Maria Cardoso, no dia 25 de Abril de 1974, não foram devidamente julgados e condenados. Os crimes de rapto, prisão arbitrária, tortura e assassinato, praticados pelos polícias da PIDE/DGS, foram objecto de penas irrisórias.
Cavaco Silva chegou a condecorar um torturador da PIDE/DGS.
Os antifascistas foram, parcialmente, responsáveis pela ausência de processos e julgamentos do fascismo português semelhantes aos Julgamentos de Nuremberga de 1946-47 em que foram julgados os crimes do fascismo alemão, mais conhecido por nazismo.
Mário Soares e o chamado «Grupo dos Nove» tiveram grandes responsabilidades na ausência do julgamento do fascismo português, de modo semelhante aos Julgamentos de Nuremberga de 1946 – 1947.
A sede da PIDE/DGS em Lisboa, na rua António Maria Cardoso, em vez de ser transformada num museu dos crimes do fascismo português tornou-se um condomínio privado de luxo.
Em Novembro de 2014, houve um golpe de Estado da Direita portuguesa, que pôs fim, sejamos claros, de facto, à III República portuguesa.
A ausência da dúvida metódica cartesiana aplicada ao poder judicial foi o suicídio da III República portuguesa.

A questão de fundo não é o facto de José Sócrates ser ou não ser culpado de ilícitos criminais. E os outros da Direita? A questão de fundo foi a selecção de José Sócrates, enquanto políticos da Direita semelhantes ficam impunes.

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