quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O DESCALABRO DAS PRIVATIZAÇÕES EM PORTUGAL OU A FRAUDE QUE É O NEOLIBERALISMO


Bem, o caso BES-GES representa o descalabro total do neoliberalismo e das privatizações, impostas pela CIA, pela Internacional Socialista e por toda a Direita portuguesa e pela União Europeia. A privatização do BES representou uma «reforma estrutura modernizadora», o melhor exemplo de que tudo que é do Estado não presta e privatizado passa a ser mesmo muitíssimo bom.

A Portugal Telecom é outro caso de colapso de uma privatização imposta pelos neoliberais de Bruxelas OU MELHOR DE BERLIM, que proibiram a colónia Portugal de ter na posse do Estado qualquer empresa lucrativa. Não é só a Zona Euro que é uma FRAUDE MUNUMENTAL E ÉPICA, toda a União Europeia, em 2014 é uma FRAUDE ÉPICA.


«Durante 14 anos (1988–2002), os jornalistas do Wall Street Journal fizeram esta comparação, divertindo-se com um jogo a que chamaram o “teste do macaco”, inspirado por uma alegoria de um professor de Princeton. De olhos vendados, atiravam dardos para a folha do seu jornal com as listas da Bolsa e escolhiam assim as ações que iam simular comprar, como um macaco talvez fizesse se lhe dessem a oportunidade de brilhar no mundo das finanças. Verificavam depois a evolução do valor dessa carteira virtual e comparavam os seus resultados com os das sociedades de gestão de investimentos e fortunas.
Feitas as contas, em cada 100 comparações os gestores profissionais ganharam 61 vezes. A má notícia é que os “macacos” ainda ganharam 39 vezes. E é só o que se sabe: os resultados detalhados não foram divulgados e o teste foi encerrado.
A Forbes publicou depois um estudo mas completo com o mesmo tipo de simulações e os resultados são mesmo assustadores: considerando os anos de 1964 a 2010, incluindo portanto mais tempo, mais crises financeiras e muito mais turbulência, os “macacos” ficam à frente (em média, por 1,7%). Talvez por isso valha a pena seguir os seus conselhos, sobretudo em tempos de vacas magras.

Saberão estes macacos simbólicos mais sobre os mercados do que os gurus e administradores pagos a peso de ouro, e mais vale pedir-lhes que tomem conta disto, ou, simplesmente, a orgulhosa ciência financeira é ela própria uma macacada?» (Francisco Louçã in jornal «Público»)


«A importância de se chamar Marcelo




A noite em que Marcelo Rebelo de Sousa andou feito pardal pelos telhados de Beja

O comício que o PPD se preparava para fazer no cine-teatro Pax Julia em Beja a 9 de Abril de 1975 acabou mal. Marcelo ainda conseguiu falar, mas a intervenção de Francisco Vaz Ramos sobre as consequências funestas da ditadura do proletariado foram o rastilho da desordem. Travou-se uma verdadeira batalha campal. O professor e comentador, então jornalista do Expresso de 27 anos, fugiu pelas traseiras e patinou pelos telhados naquela que foi considerada a "épica e a mais turbulenta noite do PPS/PSD em Beja".
Público de hoje dedica hoje duas generosas páginas e um chamada de 1^página \à temível, arriscada e espectacular aventura de Marcelo Rebelo de Sousa durante e após um comício do PSD em Beja em Abril de 1975 e que foi alvo de acções hostis de grupos esquerdistas. O Público não o anuncia mas «o tempo das cerejas» soube de fonte segura que se seguirão outras duas páginas sobre a resistência corajosa dos comunistas aos assaltos reaccionários aos centros de trabalho de Ponte de Lima, Famalicão e tantas outras localidades do Norte e Centro, à forma como os democratas de esquerda viveram a noite de 27 para 28 de Setembro em 1974 e, entre mais umas dezenas de casos e episódios alguns com perda de vidas, como homens e mulheres de esquerda tiveram de fugir da Madeira e dos Açores em 1975. A não perder.» (In blog «O TEMPO DAS CEREJAS»)


Observação: Em Ponte de Lima foi assassinado um activista sindical a tiros de metralhadora, por ordem do oficial do quartel de Viana do Castelo, enviado para matar tudo o que fosse à esquerda do PS, ao comando de uma força militar controlada pela extrema-direita. O atrás referido oficial do exército tem fotografia e tem nome, mas em 2014, continua a ser perigo de vida documentar o caso.

Não é só o califado, conhecido por ISIS, que tem feito e faz execuções da mais alta barbárie. A extrema-direita portuguesa política, militar e da sociedade civil que liderou os focos de guerra civil contra sedes de partidos de Esquerda em Portugal, em 1975, tem o mesmo nível ético do ISIS e das Waffen SS de Hitler, tem o mesmo nível ético das SS hitlerianas que controlavam a fábrica alemã de matar pessoas de Auschwitz.





«18 de Agosto de 1975 – A sede do PCP em Ponte de Lima é atacada e incendiada (durante a tarde) por uma multidão de 5.000 pessoas, causando um morto e dezenas de feridos.

18 de Agosto de 1975 – Um grupo de «energúmenos e exaltados» destrói as sedes do PCP, do MDP/CDE, do MES e do jornal O TRABALHADOR em Angra do Heroísmo, registando-se numerosos feridos, operação anticomunista reivindicada pela FLA.» (In blog «ABRIL DE NOVO»)

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