sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O DIREITO COMO ARMA DE GUERRA AO SERVIÇO DAS FORÇAS IMPERIAIS-COLONIAIS E DA ALTA BURGUESIA PREDADORA

Tenho neste blog falado nos tribunais fantoches da Holanda, pomposamente chamados de «Tribunais Internacionais», geridos por criminosos e criminosas de delito comum, ao serviço do Reich estadunidense e dos seus súbditos da União Europeia. Convém lembrar que a quadrilha que gere o chamado «TPI», ordenou o rapto de Milosevic e comprou-o no mercado de escravos, rapto e compra de escravos dois crimes de delito comum cometidos pelos palhaços e palhaças do dito «TPI». Os nazis da Croácia foram incomodados, a começar pelo chefe de Estado, que iniciou a guerra? É claro que não.

A seguir mais um caso da manipulação do dito Direito pelas forças imperiais-coloniais.

«Uma breve olhadela à história recente da Argentina permite-nos recordar que depois dos desastrosos governos de Menem, o país caiu em falência no ano 2001 – corralito incluído – e uma grande quantidade de títulos da dívida pública argentina foram comprados pela NLM Capital Aurelius, uma das grandes firmas especuladoras especializadas em fundos abutre, que agora pretende cobrar 100% dos títulos comprados a 6% do seu valor real. Esta compra, realizada em Nova York, faz com que seja a justiça norte-americana a principal avalista e defensora dos especuladores. Assim, a NLM Capital Aurelius comprou em 2008 outro lote de fundos da dívida pública argentina por um custo de 48 milhões de dólares, e agora pretende cobrar 832 milhões de dólares, aos quais há que juntar outros 1500 milhões de dólares dos títulos comprados entre 2005 e 2010.

E essa breve olhadela à história recente da Argentina permite-nos recordar que o presidente Néstor Kirchner renegociou a dívida pública do país valendo-se de um argumento muito capitalista mas que os especuladores entenderam: "se a Argentina deve um milhão de dólares tem um problema, mas se Argentina deve mil milhões de dólares o problema têm-no vocês". O FMI, o Banco Mundial, a Justiça norte-americana anunciaram o fim da Argentina como Nação, como Estado, seria apagada do mapa, mas o presidente Kirchner manteve-se firme e a maioria, 93 % dos detentores de títulos da dívida pública, aceitaram ter um problema, e que era melhor aceitar o pagamento oferecido pela Argentina do que perder tudo. Mas uma minoria, entre eles a NLM Capital Aurelius, levaram a questão à Justiça norte-americana, que indubitavelmente decidiria a seu favor.

Kirchner podia ceder aos especuladores, tratava-se de dívida pública, muito fácil de pagar fazendo cortes na educação, na saúde, na cultura, nas infraestruturas, em tudo o que dá razão de ser ao Estado a serviço dos cidadãos. Por sorte para a Argentina, Néstor Kirchner era um presidente leal ao seu povo.
Kirchner podia ceder aos especuladores, tratava-se de dívida pública, muito fácil de pagar fazendo cortes na educação, na saúde, na cultura, nas infraestruturas, em tudo o que dá razão de ser ao Estado a serviço dos cidadãos. Por sorte para a Argentina, Néstor Kirchner era um presidente leal ao seu povo e não um miserável fantoche ao serviço dos especuladores.

O que as manchetes da imprensa ao serviço do capitalismo mais feroz deveriam ter dito é: "Argentina suspende o pagamento dos fundos abutres", mas a chantagem a que se quer submeter a nação Argentina inclui também o descrédito e a calúnia, a ofensa à dignidade de um país.

A presidenta Cristina Fernández falou com contundência, o povo argentino não vai satisfazer a criminosa ânsia de lucro de uns miseráveis especuladores.


Força Argentina! Isto deve ser um exemplo a seguir para muitos países cujas economias estão em mãos de especuladores. Essa dívida não é para pagar.» (Luís Sepúlveda, citado in «Esquerda.net»)

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