Desde o triunfo da revolução
inglesa de 1688-89, que o poder, de facto,
pertence ao Parlamento e os ingleses não conhecem uma ditadura desde então. Apesar
da liberdade de expressão e das eleições livres para a Câmara dos Comuns, a
Irlanda era uma colónia inglesa e foi pelas armas que conquistou a sua
independência e só em 1921. Também a liberdade de expressão e as eleições
livres para a Câmara dos Comuns conviveram bem com a escravatura até 1833.
O voto inglês foi censitário até 1918
para os homens, isto é, só podiam votar antes de 1918 os homens que
tivessem um determinado rendimento.
Em Portugal o voto universal
existiu após a revolução de 1820 que deu origem à Constituição de 1822, mas
durou pouco tempo (em 1823 foi restaurado o absolutismo). A 2ª Constituição de
Portugal, a de 1826 (Carta Constitucional
de 1826, outorgada pelo rei D. Pedro IV, que para ser rei de Portugal abdicou de chefe de Estado do Brasil, onde tinha o título de imperador D. Pedro I), estabelecia como mínimo para poder votar um rendimento anual de 100 mil
réis (o real foi a moeda portuguesa de 1430 até 1911, um ano depois da
implantação da República, em que foi substituída pelo escudo, e no plural em
vez de reais passou a escrever-se réis). A desvalorização da moeda é que foi
alargando o direito de voto.
O voto das mulheres só se
generalizou no século XX (começou em 1893
na Nova Zelândia).
Mesmo depois do voto das mulheres
continuou o colonialismo, que recusava aos colonizados direitos fundamentais. O
império colonial português foi o mais resistente, e terminou em 1975, como
consequência da revolução de 25 de Abril de 1974.
Em 2014, ao povo palestiniano é
recusado, na prática, por Israel e pelos Estados Unidos e pelos seus países
vassalos mais fanáticos da subserviência, como Portugal, o direito à
independência. Os países inimigos dos palestinianos estão a cinzento no mapa
que se segue.
Muitas democracias recusam aos palestinianos
um dos Direitos Humanos mais elementares que é o direito a viver num Estado
independente.
A opressão dos palestinianos pelo
Estado de Israel é uma aberração do século XXI.
A actual guerra dos judeus contra o Hamas tem a sua verdadeira causa no facto de os israelitas e os países
inimigos dos palestinianos recusarem a estes o direito fundamental que é
viverem num Estado independente.
Sem a independência da Palestina
não pode haver paz com Israel.
É preciso acabar com o chamado
processo de guerra patrocinado por Washington e pelos seus lacaios e iniciar um
processo de paz, que começa, com o reconhecimento do direito à independência do
Estado da Palestina.
O facto de muitos países da União
Europeia e alguns Estados federados dos Estados Unidos consagrarem muitos
direitos e liberdades individuais aos seus cidadãos não os impede de desprezarem o
elementar direito individual de cada palestiniano, que é o direito de viver num
Estado independente.

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