sábado, 2 de agosto de 2014

DEMOCRACIA E DIREITOS HUMANOS


Desde o triunfo da revolução inglesa de 1688-89, que o poder, de facto, pertence ao Parlamento e os ingleses não conhecem uma ditadura desde então. Apesar da liberdade de expressão e das eleições livres para a Câmara dos Comuns, a Irlanda era uma colónia inglesa e foi pelas armas que conquistou a sua independência e só em 1921. Também a liberdade de expressão e as eleições livres para a Câmara dos Comuns conviveram bem com a escravatura até 1833. O voto inglês foi censitário até 1918 para os homens, isto é, só podiam votar antes de 1918 os homens que tivessem um determinado rendimento.
Em Portugal o voto universal existiu após a revolução de 1820 que deu origem à Constituição de 1822, mas durou pouco tempo (em 1823 foi restaurado o absolutismo). A 2ª Constituição de Portugal, a de 1826 (Carta Constitucional de 1826, outorgada pelo rei D. Pedro IV, que para ser rei de Portugal abdicou de chefe de Estado do Brasil, onde tinha o título de imperador D. Pedro I), estabelecia como mínimo para poder votar um rendimento anual de 100 mil réis (o real foi a moeda portuguesa de 1430 até 1911, um ano depois da implantação da República, em que foi substituída pelo escudo, e no plural em vez de reais passou a escrever-se réis). A desvalorização da moeda é que foi alargando o direito de voto.
O voto das mulheres só se generalizou no século XX (começou em 1893 na Nova Zelândia).
Mesmo depois do voto das mulheres continuou o colonialismo, que recusava aos colonizados direitos fundamentais. O império colonial português foi o mais resistente, e terminou em 1975, como consequência da revolução de 25 de Abril de 1974.
Em 2014, ao povo palestiniano é recusado, na prática, por Israel e pelos Estados Unidos e pelos seus países vassalos mais fanáticos da subserviência, como Portugal, o direito à independência. Os países inimigos dos palestinianos estão a cinzento no mapa que se segue.

Muitas democracias recusam aos palestinianos um dos Direitos Humanos mais elementares que é o direito a viver num Estado independente.

A opressão dos palestinianos pelo Estado de Israel é uma aberração do século XXI.

A actual guerra dos judeus contra o Hamas tem a sua verdadeira causa no facto de os israelitas e os países inimigos dos palestinianos recusarem a estes o direito fundamental que é viverem num Estado independente.
Sem a independência da Palestina não pode haver paz com Israel.
É preciso acabar com o chamado processo de guerra patrocinado por Washington e pelos seus lacaios e iniciar um processo de paz, que começa, com o reconhecimento do direito à independência do Estado da Palestina.

O facto de muitos países da União Europeia e alguns Estados federados dos Estados Unidos consagrarem muitos direitos e liberdades individuais aos seus cidadãos não os impede de desprezarem o elementar direito individual de cada palestiniano, que é o direito de viver num Estado independente.

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