«(…) TUDO COMEÇOU EM 1910 NA ILHA
JEKLL
Soa ao título de um filme de
terror, mas os acontecimentos reais que se desenrolaram nesta ilha privada à
beira da costa da Geórgia em 1910 teriam desafiado a imaginação da fábrica de
pesadelos de Hollywood.
Foi aí que sete ricos e poderosos
homens se reuniram em segredo durante nove dias para criar o Sistema da Reserva
Federal que veio a nascer três anos mais tarde a 23 de Dezembro de 1913 através
de um decreto do Congresso norte-americano. Desde essa altura os EUA e o mundo
jamais seriam os mesmos, mas só os ricos e os poderosos foram os beneficiados.
A ideia no entanto era precisamente essa e o plano resultou na perfeição.
O Decreto da Reserva Federal que
deu início a tudo isto deve seguramente estar cotado entre as legislações mais
escandalosas e desastrosas para o interesse público alguma vez emitidas por
qualquer órgão legislativo. É também, e até talvez já o fosse na
altura, ilegal ao abrigo do Artigo 1º, Secção 8 da Constituição dos EUA que não
é senão a lei inviolável do Território. O artigo em questão decreta que o
Congresso dos EUA tem o direito de cunhar (criar) dinheiro e regular o seu
valor. Em adição o Supremo Tribunal dos EUA decretou em 1935 que o Congresso dos EUA não
pode constitucionalmente delegar esse poder a outro grupo ou entidade. Portanto
o Congresso agiu em 1913 em violação da constituição que jurou proteger e
praticar, e ao fazê-lo criou o Sistema da Reserva Federal que, como será
explicado de seguida, é uma corporação privada com fins lucrativos a funcionar
às custas do interesse público. Com este decreto os legisladores cometeram
fraude contra o povo, e até agora têm saído ilesos sem que o público saiba
sequer do mal provocado.
O resultado vergonhoso é que
aquela que nunca deveria ter nascido é hoje a instituição mais poderosa do
mundo, e tudo devido ao que se passou naquela ilha privada com um nome
arrepiante. Se o Congresso tivesse agido de forma responsável talvez o decreto
que criou o Fed nunca tivesse acontecido. A legislação que lhe deu azo era tão
prejudicial para o interesse público que nunca teria sido aprovada, não tivesse
sido ela conduzida através de uma reunião do Comité de Conferência do
Congresso, cuidadosamente preparada e agendada entre a 1h30 e 4h30 da manhã
(altura em que a maioria dos membros do Congresso se encontravam a dormir) de
22 de Dezembro de 1913. O decreto foi então votado no dia seguinte e aprovado
apesar de muitos membros do Congresso se terem ausentado para as férias do
Natal e muitos outros que tinham ficado não terem tido tempo de ler e
compreender os seus conteúdos. Soa familiar? Pois mesmo assim passou (como um
ladrão na noite) e foi assinado rumo à lei por um descuidado ou cúmplice
Woodrow Wilson, que mais tarde chegou a admitir ter cometido um terrível erro
dizendo "Eu inadvertidamente arruinei o meu país." Mas era
tarde demais para lamentações, e o povo norte-americano pagou caro desde então.
Já é altura de o público perceber isso e começar a reivindicar um fim aos já
mais de 90 anos de danos provocados.
Isso quase aconteceu há 43 anos,
quando um presidente decidiu agir em favor do povo que o elegeu. Esse
homem era John Kennedy, que antes da sua morte planeara acabar com o Sistema da
Reserva Federal de forma a eliminar a dívida nacional que um banco cria ao ser
ele a imprimir o dinheiro para o transmitir ao governo sob a forma de
empréstimo. Essa dívida monta hoje a mais de 8.400.000.000.000 de dólares (6,57
milhões de milhões de euros) que os contribuintes têm de pagar, tendo pago já
uma parte no valor de 174.000.000.000 dólares (136 mil milhões de euros) apenas
nos primeiros três meses de 2006. Este serviço de dívida traduz-se agora numa
quantia anual que ronda os 530 mil milhões de euros. Fez dos banqueiros homens
extremamente ricos (sendo precisamente essa a ideia) e do público homens mais
pobres porque é a eles que a dívida é taxada. Não é exagero chamar a isto a
maior falcatrua financeira de sempre, que perdura e cresce a cada dia
que passa.
A dívida não era tão onerosa há
40 anos, mas o presidente Kennedy percebeu que constituía um perigo para o país e um
fardo para o público. Assim, no dia 4 de Junho de 1963, ele emitiu a ordem
presidencial EO 11110 que conferia ao presidente a autoridade de emitir o
dinheiro. Seguidamente ordenou à Tesouraria dos EUA que imprimisse mais de 4
mil milhões de "Notas dos Estados Unidos" para substituir as Notas da
Reserva Federal. Ele queria substituir as notas todas assim que houvesse em
circulação uma quantidade suficiente da nova moeda, para depois poder acabar
com o Sistema da Reserva Federal e o controlo que ela cedia aos banqueiros
internacionais sobre o governo dos EUA e o seu povo. Escassos meses depois do
plano do presidente Kennedy entrar em vigor, ele foi assassinado em Dallas no
que foi seguramente um golpe de estado dissimulado, e que pode bem ter sido
levado a cabo em parte para salvar o Sistema da Reserva Federal e a consequente
concentração de poder que estabelecia e que era tão lucrativa aos banqueiros
mais poderosos do país. Aqueles que daí colhiam benefícios tinham boas razões
para se envolverem numa trama que lhes salvasse os seus privilégios especiais,
de que não estavam dispostos a abrir mão sem ripostar. É uma explicação
plausível que pode bem esclarecer quem teria estado por detrás do assassinato e
por que razão. Onde quer que esteja a verdade, a coligação bancária só esteve
em apuros por um escasso período. Assim que Lyndon Johnson assumiu a
presidência, revogou a ordem presidencial de Kennedy e restabeleceu o anterior
poderio da coligação. Desde então tem sido mantido, estando hoje em dia
mais forte que nunca. Nem mesmo os presidentes conseguem travá-los, e aqueles
que tentassem têm a lição da História recente para os dissuadir.
Os antecessores da possível
conspiração para golpe Kennedy foram os homens que se reuniram na Ilha Jekyll
em 1910. Eles representavam alguns dos mais ricos e poderosos do mundo — os
Morgans, Rockefellers, Rothschilds da Europa (que já dominavam toda a banca
europeia em meados do séc. XIX e se tornaram e podem bem ser ainda a mais rica
e mais poderosa de todas as famílias) e outros de grande influência e poder.
Incluídos estavam um senador dos EUA, um alto dignatário da Tesouraria dos EUA,
o presidente do maior banco norte-americano da altura, uma figura de renome de
Wall Street e o homem que mais tarde veio a ser o dirigente máximo da Reserva
Federal. Era um grupo e pêras e o seu propósito era um só. Eles queriam alterar
a ideologia e rumo dos negócios nos EUA, substituindo a até então vigente
concorrência de mercado livre por monopólio. Eles também percebiam bem aquilo
que o Barão M.A. Rothschild compreendera um dia ao dizer "dêem-me o
controle sobre a moeda de um país e não me interessará mais quem faz as suas
leis". Eles também compreendiam a sabedoria do que está inscrito em
Provérbios 22:7: "Os ricos reinam sobre os pobres, e o que pede emprestado
é o servo de quem empresta."
Foi a aurora da era da coligação
dos poderosos, quando os sete titãs financeiros que se reuniram em segredo no
edifício recreativo da ilha decidiram deixar de competir uns com os outros e
quiseram o poder para o conseguir. Eles já estavam em conluio informal uns com
os outros, mas sabiam que tudo correria melhor sob a égide de um cartel
legalmente sancionado. Eles queriam um cartel bancário e criaram um que ainda
hoje floresce sem qualquer observação pública com a ferramenta que mais
desejavam — a capacidade de controlar a oferta monetária da nação — o que lhes
confere poder quase ilimitado. O cartel trabalha em cooperação com o governo e
com todas as outras poderosas corporações internacionais, numa aliança global
dominante que lhes permite controlar os mercados mundiais, os recursos, o
trabalho barato e as nossas vidas.
O SISTEMA DA RESERVA FEDERAL NÃO
É UMA AGÊNCIA DO GOVERNO — É UMA COLIGAÇÃO PRIVADA DE BANCOS PODEROSOS
PROTEGIDA PELA LEI DOS EUA
(…)
O decreto da Reserva Federal de 1913 (a lei do território) estipula que
os bancos da Reserva Federal de cada região são posse dos bancos membros dessa
mesma região. Estes bancos Federais são corporações privadas que se esforçam por
esconder o facto de que na verdade são donas daquilo que o público pensa ser
propriedade do governo e tesouraria nacional. É fácil ser-se induzido em erro
quando os dirigentes do Fed e sete dos seus Governadores são nomeados pelo
Presidente e aprovados pelo Senado. Assim, o Fed é uma espécie de entidade
semi-governamental, mas a verdade não deixa de ser que o Sistema é uma empresa
privada com fins lucrativos semelhante a qualquer outro negócio. Tem accionistas
como outras corporações públicas que recebem anualmente juros sem risco de 6%
sobre as suas acções ordinárias. O público não sabe disto e não
seria uma boa manobra de relações públicas se viesse a saber. (…)» (Stephen
Lendman, in «resistir.info»)
Sem comentários:
Enviar um comentário