sábado, 16 de agosto de 2014

A INCOMPETÊNCIA DE GORBATCHOV, AS BEBEDEIRAS DE IELTSIN, O MEDO DE PUTIN E OS AVANÇOS DO REICH ESTADUNIDENSE EM DIRECÇÃO A MOSCOVO


Estudei a implosão do marxismo-leninismo na Rússia tendo consultado os livros base de Marx, de Engels e de Lenine.
Sublinhei o que me pareceu serem os pontos mais fracos do marxismo, em primeiro lugar o conceito ditadura do proletariado publicado com a assinatura de Marx e Engels no «Manifesto do Partido Comunista» e em segundo lugar a nacionalização e colectivização de toda a economia, aspecto não aplicado por Lenine, por pragmatismo, o qual acabou por preferir a chamada NEP [Nova Política Económica, seguindo a ordem da tradução para inglês e a tradução à letra do russo, «The New Economic Policy (NEP) (Russian: Новая экономическая политика, НЭП, Novaya Ekonomicheskaya Politika)»] em que o grande capital estava nacionalizado e que convivia com o capital privado em negócios de menor dimensão. Foi Estaline que aplicou à letra as sugestões de Marx na última parte de «O Capital». Estaline foi bem-sucedido na chamada indústria pesada, o que lhe permitiu vencer Hitler na II Guerra Mundial.
Mas, paralelamente, estudei a questão das nacionalidades na Rússia, que levou Lenine a transformar a Rússia em URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) em 1922. Estaline, esteve de acordo com a ideia base de Lenine, mas não com os critérios para desenhar os mapas das Repúblicas. A grande contradição de Estaline, que corrigiu os mapas de Lenine, foi na questão das fronteiras da República Socialista Soviética da Ucrânia. A Ucrânia pertencia à Rússia monárquica desde o século XVII.
Hoje, em 2014, a República da Federação da Rússia é um regime capitalista, por outras palavras de economia de mercado. A questão que está em causa, em 2014, é a questão das nacionalidades, nos territórios que formaram a URSS. Objectivamente, Lenine e Estaline prejudicaram mesmo muito a República Socialista Soviética da Rússia, cujo mapa redesenhado por Estaline em 1945 deu origem à actual República da Federação da Rússia (incluindo a Crimeia).
Gorbatchov era um burocrata de topo do Partido Comunista da URSS, mas a obra a que se propôs era demasiado complexa para a sua competência. Teve a clara consciência da possibilidade de implosão da URSS, mas nem sequer se deu ao trabalho de anular a retirada ilegal (face às leis da URSS) de Krutchov da Crimeia à RSS da Rússia, em 1954. Em 2014, reformado, apoiou a reanexação da Crimeia pela Rússia «corrigindo um erro histórico» afirmou, mas esqueceu-se de dizer de um erro histórico de Brejnev que dirigiu a deposição de Krutchov (e de outro erro histórico dele próprio), que ele podia ter corrigido em poucos minutos no seu gabinete, quando tinha poder, sem levantar nenhuns problemas. Ieltsin era um burocrata intermédio do PC da URSS, intelectualmente pouco evoluído e por isso facilmente manipulável.
Adolf Hitler achava que o III Reich da Alemanha ia durar mil anos, enganou-se e a derrota do III Reich deu origem a uma Alemanha, que no plano Mundial é um país relativamente pequeno, mais pequeno do que a França (sem as colónias) e do que a Espanha (também sem as colónias).
Os neoconservadores estadunidenses com a implosão do marxismo-leninismo na União Soviética e da própria União Soviética, acharam que o Reich estadunidense criado em 1945 duraria mil anos x 10 (= 10 mil anos) e que teria um poder unipolar em todo o planeta Terra.
A União Europeia em 2014 é, politicamente, uma colónia dos Estados Unidos, sub-dirigida por Berlim.
No entanto, o Reich estadunidense tem pouco poder efectivo, porque é contraditório, diz apoiar a Democracia e instaurou em Kiev, com a ajuda da União Europeia, um regime fascista-nazi que assassina em massa a oposição (de que fazem parte crianças também assassinadas pelo regime fascista-nazi de Kiev), e apoia o Estado de Israel a todo custo, cujo programa político é o extermínio, por etapas, dos palestinianos.

Os mesmos argumentos que o Reich estadunidense usou para dar a independência ao Kosovo, servem para que os ucranianos de etnia russa criem as suas próprias repúblicas, estilo Kosovo (e economicamente viáveis).

Eu já disse aqui que os mídia portugueses dominantes são porta-vozes de Washington. Mas o mesmo se passa por essa Europa fora. Dou dois exemplos: L’Humanité do PCF e o Libération têm o mesmo ponto de vista da direita tradicional, de subserviência a Washington.
Se quisermos uma posição contra o Reich estadunidense, em Portugal só no jornal Avante do PCP, nada mais.
Em castelhano tem interesse ATTAC MALLORCA, mais La Mancha Obrera.
Na língua francesa a Red Voltaire (Rede Voltaire), com rápida tradução para castelhano, mas com tradução demorada para português.
Em inglês The Guardian, às vezes tem textos de opinião, demolidores, contra o Reich de Washington, mas tardam em aparecer textos sobre a Ucrânia contra o Reich estadunidense.
Quem quiser ler propaganda do Reich estadunidense nada melhor que a revista que existe para fazer essa propaganda que é a revista Time. Em vez de se perder tempo a ler L’Humanité, o melhor é ler logo a revista Time.
Um ritual típico do fascismo é a proibição do Partido Comunista, ritual de proibição do Partido Comunista da Ucrânia já iniciado pelo regime fascista-nazi de Kiev.
A operação Barbarossa 2, em curso na Ucrânia, foi organizada e financiada por Washington e Berlim. Os súbditos de Washington e de Berlim apoiam. Nesta operação Barbarossa 2 Washington e a União Europeia estão a pagar a mercenários que apoiam as tropas de Kiev. O Canadá já considera Kiev território conquistado pelos seus patrões de Washington, já esteve um avião de guerra do Canadá C-130 no aeroporto de Kiev com meios militares para a operação Barbarossa 2.
O objectivo da operação Barbarossa 2 é ameaçar directamente e intimidar permanentemente Moscovo e visa a colocação de armas nucleares de Washington na Ucrânia. (É bom não esquecer que os comunistas arrependidos são perigosos, estão no poder na Itália e apoiam a escabrosa situação de a Itália ser e continuar a ser um armazém-lixeira de bombas atómicas de Washington).
A covardia de Putin tem ajudado muito Washington, porque Putin não se importa com o que pensa o povo russo do massacre de civis de etnia russa pela operação Barbarossa 2, Putin, tal como Gorbatchov e Ieltsin, está mais preocupado em agradar aos inimigos mortais da Rússia que são Berlim e Washington (e todos os respectivos lacaios).

Washington, a prazo, quer fazer a Moscovo o que Hitler tentou fazer sem conseguir.

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