Estudei
a implosão do marxismo-leninismo na Rússia tendo consultado os livros base de
Marx, de Engels e de Lenine.
Sublinhei
o que me pareceu serem os pontos mais fracos do marxismo, em primeiro lugar o conceito ditadura do proletariado publicado
com a assinatura de Marx e Engels no «Manifesto do Partido Comunista» e em segundo lugar a nacionalização e
colectivização de toda a economia, aspecto não aplicado por Lenine, por
pragmatismo, o qual acabou por preferir a chamada NEP [Nova Política Económica, seguindo a ordem da tradução para
inglês e a tradução à letra do russo, «The New Economic Policy (NEP) (Russian:
Новая экономическая политика, НЭП, Novaya Ekonomicheskaya Politika)»] em que o
grande capital estava nacionalizado e que convivia com o capital privado em
negócios de menor dimensão. Foi Estaline que aplicou à letra as sugestões de
Marx na última parte de «O Capital». Estaline foi bem-sucedido na chamada
indústria pesada, o que lhe permitiu vencer Hitler na II Guerra Mundial.
Mas,
paralelamente, estudei a questão das nacionalidades na Rússia, que levou Lenine
a transformar a Rússia em URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) em
1922. Estaline, esteve de acordo com a ideia base de Lenine, mas não com os
critérios para desenhar os mapas das Repúblicas. A grande contradição de
Estaline, que corrigiu os mapas de Lenine, foi na questão das fronteiras da
República Socialista Soviética da Ucrânia. A Ucrânia pertencia à Rússia
monárquica desde o século XVII.
Hoje,
em 2014, a República da Federação da
Rússia é um regime capitalista, por outras palavras de economia de mercado.
A questão que está em causa, em 2014, é a questão das nacionalidades, nos
territórios que formaram a URSS. Objectivamente,
Lenine e Estaline prejudicaram mesmo muito a República Socialista Soviética da
Rússia, cujo mapa redesenhado por Estaline em 1945 deu origem à actual
República da Federação da Rússia (incluindo a Crimeia).
Gorbatchov
era um burocrata de topo do Partido Comunista da URSS, mas a obra a que se
propôs era demasiado complexa para a sua competência. Teve a clara consciência da
possibilidade de implosão da URSS, mas nem sequer se deu ao trabalho de anular a
retirada ilegal (face às leis da URSS) de Krutchov da Crimeia à RSS da Rússia,
em 1954. Em 2014, reformado,
apoiou a reanexação da Crimeia pela Rússia «corrigindo um erro histórico»
afirmou, mas esqueceu-se de dizer de um erro histórico de Brejnev que dirigiu a deposição de Krutchov (e de outro erro histórico dele próprio), que ele podia ter corrigido em poucos minutos no seu gabinete,
quando tinha poder, sem levantar nenhuns problemas. Ieltsin era um burocrata
intermédio do PC da URSS, intelectualmente pouco evoluído e por isso facilmente
manipulável.
Adolf
Hitler achava que o III Reich da Alemanha ia durar mil anos, enganou-se e a
derrota do III Reich deu origem a uma Alemanha, que no plano Mundial é um país
relativamente pequeno, mais pequeno do que a França (sem as colónias) e do que
a Espanha (também sem as colónias).
Os neoconservadores
estadunidenses com a implosão do marxismo-leninismo na União Soviética e da
própria União Soviética, acharam que o Reich estadunidense criado em 1945
duraria mil anos x 10
(= 10 mil anos) e que teria um poder unipolar em todo o planeta Terra.
A União Europeia em
2014 é, politicamente, uma colónia dos Estados Unidos, sub-dirigida por Berlim.
No
entanto, o Reich estadunidense tem pouco poder efectivo, porque é
contraditório, diz apoiar a Democracia e instaurou em Kiev, com a ajuda da
União Europeia, um regime fascista-nazi que assassina em massa a oposição (de que
fazem parte crianças também assassinadas pelo regime fascista-nazi de Kiev), e
apoia o Estado de Israel a todo custo, cujo programa político é o extermínio, por
etapas, dos palestinianos.
Os mesmos argumentos que o Reich estadunidense usou para dar a independência ao Kosovo, servem para que os ucranianos de etnia russa criem as suas próprias repúblicas, estilo Kosovo (e economicamente viáveis).
Os mesmos argumentos que o Reich estadunidense usou para dar a independência ao Kosovo, servem para que os ucranianos de etnia russa criem as suas próprias repúblicas, estilo Kosovo (e economicamente viáveis).
Eu
já disse aqui que os mídia
portugueses dominantes são porta-vozes de Washington. Mas o mesmo se passa por
essa Europa fora. Dou dois exemplos: L’Humanité
do PCF e o Libération têm o mesmo
ponto de vista da direita tradicional, de subserviência a Washington.
Se
quisermos uma posição contra o Reich estadunidense, em Portugal só no jornal Avante do PCP, nada mais.
Em
castelhano tem interesse ATTAC MALLORCA, mais La Mancha Obrera.
Na
língua francesa a Red Voltaire (Rede Voltaire), com rápida tradução para castelhano,
mas com tradução demorada para português.
Em
inglês The Guardian, às vezes tem
textos de opinião, demolidores, contra o Reich de Washington, mas tardam em
aparecer textos sobre a Ucrânia contra o Reich estadunidense.
Quem
quiser ler propaganda do Reich estadunidense nada melhor que a revista que
existe para fazer essa propaganda que é a revista Time. Em vez de se perder tempo a ler L’Humanité,
o melhor é ler logo a revista Time.
Um
ritual típico do fascismo é a proibição do Partido Comunista, ritual de proibição do Partido Comunista da Ucrânia já iniciado pelo regime fascista-nazi
de Kiev.
A
operação Barbarossa 2, em curso na Ucrânia, foi organizada e financiada por
Washington e Berlim. Os súbditos de Washington e de Berlim apoiam. Nesta
operação Barbarossa 2 Washington e a União Europeia estão a pagar a mercenários
que apoiam as tropas de Kiev. O Canadá já considera Kiev território conquistado
pelos seus patrões de Washington, já esteve um avião de guerra do Canadá C-130
no aeroporto de Kiev com meios militares para a operação Barbarossa 2.
O objectivo da
operação Barbarossa 2 é ameaçar directamente e intimidar permanentemente
Moscovo e visa a
colocação de armas nucleares de Washington na Ucrânia. (É bom não esquecer que os
comunistas arrependidos são perigosos, estão no poder na Itália e apoiam a
escabrosa situação de a Itália ser e continuar a ser um armazém-lixeira de
bombas atómicas de Washington).
A
covardia de Putin tem ajudado muito Washington, porque Putin não se importa com
o que pensa o povo russo do massacre de civis de etnia russa pela operação
Barbarossa 2, Putin, tal como Gorbatchov e Ieltsin, está mais preocupado em
agradar aos inimigos mortais da Rússia que são Berlim e Washington (e todos os
respectivos lacaios).
Washington, a prazo,
quer fazer a Moscovo o que Hitler tentou fazer sem conseguir.
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