A
família Espírito Santo, com vastos negócios em Portugal está numa situação de
falência parcial, por má gestão. Afinal, os gestores privados nem sempre são
bons.
Embora
os negócios desta família estejam separados por sectores, o Banco Espírito
Santo tem tido as acções em queda livre.
Esta
derrapagem da família Espírito Santo até abalou a bolsa de Nova Iorque.
A
crise do grupo Espírito Santo é uma crise grave do capitalismo português, com
acentuadas repercussões externas.
Numa
atitude de compadrio suicidário a Portugal Telecom emprestou mais de 900
milhões de euros ao grupo Espírito Santo.
«Moody's
e DBRS cortam ratings do Grupo Espírito Santo
BES e Espírito Santo
Financial Group foram penalizados pelas agências de rating internacionais.
BES perde mais 5,5% e acumula queda de 36%
na pior semana da sua história.
(…)
Crise no BES alastra-se à PT: vice de
Granadeiro demite-se
A
agência de rating Moody's anunciou esta sexta-feira que baixou o rating que
atribui ao BES, uma acção que se segue a uma decisão semelhante da agência
canadiana DBRS em relação ao Espírito Santo Financial Group (ESFG).
A
decisão da Moody's de passar o rating da dívida do BES de Ba3 para B3 e o
rating de depósitos de Ba3 para B2 é justificada com "as preocupações com
a credibilidade do BES, que são acentuadas com a falta de transparência no
estabelecimento de protecções (ring-fencing) no BES contra quaisquer problemas
que surjam na sua empresa holding ESFG ou em qualquer outra entidade do
grupo".
A
Moody's já tinha na quarta-feira procedido a uma redução do rating atribuído ao
ESFG de B2 para Caa2.
À
mesma hora da decisão da Moody's, a DBRS também anunciou o corte do rating do
ESFG de BBB- para B. A descida de cinco níveis é explicada em comunicado pela
agência com a existência de “preocupações significativas acerca da deterioração
da situação financeira do grupo, com um elevado nível de incerteza em torno da
extensão das exposições entre as empresas e as ligações a outras entidades do
Grupo Espírito Santo”. A DBRS diz que mantém o ESFG sob vigilância apertada, o
que significa que novas descidas de rating são possíveis.
Os
responsáveis da agência destacam que “os mercados têm preocupações evidentes em
relação às entidades do Grupo Espírito Santo” e assinalam que “o ritmo dos
acontecimentos está a ser muito rápido”. Neste cenário, considera-se que “o acesso
[do ESFG] aos mercados está sob pressão”, o que torna eventuais futuras
emissões de dívida do grupo mais caras e potenciais aumentos de capital mais
difíceis.
Além
disso, a DBRS recorda que a conjuntura económica em que o BES (uma das
principais subsidiárias do ESFG) opera continua a ser difícil, o que pressiona
a sua capacidade para distribuir dividendos aos seus accionistas. Assim, o ESFG
fica com perspectivas mais negativas de obter rendimentos num futuro próximo.
A
agência avisa ainda que quaisquer sinais de enfraquecimento do BES ou de outras
empresas do Grupo Espírito Santo poderiam ter como consequência uma nova
revisão em baixa do rating do ESFG.» (In jornal «Público» net)
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