quarta-feira, 30 de julho de 2014

UMA OPINIÃO CONTRA O FASCISMO DE KIEV APOIADO POR TODAS AS TROIKAS

«As notícias que chegam da Ucrânia confirmam o acerto da avaliação do PCP sobre os acontecimentos que conduziram ao golpe de Estado de 21-22 de Fevereiro e evidenciam um quadro de constante e crescente repressão e violação das liberdades e direitos civis fundamentais, resultante desse golpe, fomentado e patrocinado pelos EUA, UE e NATO, com a participação determinante de forças ucranianas de assumido cariz fascista e neonazi.
Neste plano, assinala-se a extraordinária gravidade da campanha protagonizada pelo poder ilegítimo contra as forças democráticas, em particular contra o Partido Comunista da Ucrânia (PCU). Registando inúmeros actos de intimidação e violência – incluindo agressões físicas e o assassinato brutal de dirigentes e militantes comunistas – esta campanha tem como objectivo declarado a ilegalização do PCU.
Simultaneamente, deve sublinhar-se que o lançamento pelo governo de Kiev da criminosa operação militar que há mais de três meses assola a região ucraniana do Donbass – operação em que participam activamente batalhões neofascistas enquadrados no comando militar e operacional de Kiev - tem já um saldo de muitos milhares de vítimas civis e refugiados. Esta campanha militar é expressão da natureza anti-democrática e profundamente reaccionária do actual poder golpista e fantoche de Kiev. É igualmente reveladora das ameaças e sérios perigos para a paz e a segurança internacionais que advêm da aposta dos círculos mais agressivos do imperialismo na política do intervencionismo e da guerra. Ganham acrescido fundamento as inquietações quanto ao caminhar para um conflito militar de grandes proporções, envolvendo as principais potências nucleares do planeta, com evidentes consequências dramáticas para a Humanidade.
Nestas circunstâncias, o PCP:
1 - Manifesta a mais viva indignação perante a alteração pelo Parlamento da Ucrânia do seu Regulamento, concretizada a 24 de Julho, com o objectivo de dissolver o Grupo Parlamentar de um partido que recebeu 13,2% dos votos nas últimas eleições antes do golpe, e denuncia o vergonhoso processo de ilegalização do PCU, aberto pelo governo no Tribunal Administrativo de Kiev, em violação da própria Constituição. Reafirma a sua firme condenação da campanha repressiva e persecutória contra os comunistas ucranianos e as tentativas inaceitáveis de ilegalizar ou restringir a actividade do PCU, assim como de criminalizar a ideologia comunista.
2 - Condena o clima de histeria xenófoba, intimidação e intolerância vigente na Ucrânia (animada pelas potências imperialistas e com quem o governo português tem feito coro) e a multiplicação das ameaças e violência exercidas sobre todos aqueles que se opõem ao poder ilegítimo, reiterando a solidariedade com os comunistas e as forças democráticas ucranianas que resistem e se erguem em defesa dos seus direitos, contra a ameaça neofascista e a opressão dos oligarcas e do grande capital.» (Ref. in blog «O TEMPO DAS CEREJAS 2»)

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