sábado, 19 de julho de 2014

A EXPANSÃO PARA LESTE DA NATO E A GUERRA NA UCRÂNIA


«Fazemos parar a eterna corrente (...) em direcção ao sul  e ao ocidente e lançamos a vista para as terras de leste.» [Adolf Hitler, in «Mein Kampf» («A Minha Luta»), Edição Pensamento, p. 504, Lisboa, 1987]

E lançam as vistas para as terras de leste Washington e os seus vassalos da NATO (na grande maioria da União Europeia). Lançam as vistas e agem. O estabelecimento do regime fascista-nazi em Kiev por Washington e pela União Europeia é a continuação do desígnio de Adolf Hitler de expansão para leste.


Os Senhores da Guerra de Washington e seus súbditos puseram a arder o Iraque, o Afeganistão, a Síria, a Palestina e a Ucrânia. As matanças realizadas sob os desígnios imperiais-coloniais são esquecidas, muitas delas quase não são noticiadas, referidas levemente. Os palestinianos podem e devem ser chacinados pelos israelitas, com o apoio de Washington e da União Europeia.

A revista francesa «Marianne» trazia um texto interessante sobre o massacre de ucranianos de etnia russa em Odessa e, ironicamente, explicava o festival mediático que teria existido se tivessem sido os do regime de Kiev a serem chacinados. Esse festival mediático imaginado pela revista «Marianne» está agora a ser posto em prática, a propósito da queda do avião de passageiros no leste da Ucrânia.
Os mesmos que desprezaram os mortos no massacre de Odessa são aqueles que fazem um grande festival mediático à volta da queda de um avião no leste da Ucrânia. Têm dois pesos e duas medidas. São também os mesmos que desprezam as mulheres e as crianças palestinanas massacradas pelos israelitas.

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