quarta-feira, 18 de junho de 2014

GUERRAS IMPERIAIS-COLONIAIS COM BOMBARDEIROS NUCLEARES



"O «fogo amigo» do bombardeiro nuclear
por Manlio Dinucci

O erro que acaba de custar a vida a 5 militares estadunidenses no Afeganistão revelou à opinião pública internacional que os Estados Unidos estão utilizando bombardeiros nucleares com fins convencionais... e também evidencia os perigos que isso implica. Manlio Dinucci aborda o tema.

  
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A notícia de que 5 militares estadunidenses morreram sob «fogo amigo» no Afeganistão é muito mais importante do que os mídia. Com efeito esses mídia evitaram mencionar o facto de que os 5 militares não eram simples soldados, mas sim membros da forças especiais (as que estão participando activamente na guerra secreta que actualmente ocorre no Afeganistão)  morreram como resultado de um erro cometido por um bombardeiro estadunidense B-1 que eles mesmos tinham solicitado para destruir uma posição inimiga.

B-1 Lancer  de que foram produzidos 100 exemplares durante a década de 1980 é um bombardeiro furtivo para ataque nuclear capaz de voar 12 mil quilómetros sem reabastecimento. Ao terminar a guerra fria 68 desses aparelhos foram adaptados para uso de diferentes tipos de armamentos não nucleares, fundamentalmente bombas de fragmentação, bombas teleguiadas através de localização GPS e mísseis de cruzeiro. Depois de ter sido utilizados para bombardear o Iraque em 1998 e a Jugoslávia em 1999 o B-1 foi utilizado novamente no Afeganistão a partir de 2001 e no Iraque desde 2003. Neste vídeo pode ver-se um B-1  a bombardear uma localidade afegã com bombas de fragmentação.
Como os bombardeiros B-1 Lancer podem também transportar bombas e mísseis nucleares o seu uso numa acção de guerra real deixa aberta a porta para uma rápida melhoria qualitativa do dispositivo militar graças ao uso eventual dos referidos bombardeiros num ataque nuclear.
O mesmo sucede com os bombardeiros estratégicos estadunidenses B-2 Spirit, concebidos para o seu uso em ataques nucleares e que também  foram utilizados com armas não nucleares nas guerras contra a Jugoslávia, Iraque e Líbia. Dois B-2 Spirit chegaram no domingo dos Estados Unidos à base inglesa de Fairford, donde se integram a um grupo de 3 fortalezas voadoras B-52. «O posicionamento na Europa de bombardeiros estratégicos estadunidenses reforçará a interacção com os nossos aliados»,  declarou o almirante Haney, chefe do Comando Estratégico dos Estados Unidos.
Por conseguinte, isso inclui a Itália, diligente guardiã das bombas nucleares estadunidenses.
                                                                                                          Manlio Dinucci
Fonte
Il Manifesto"

Tradução por mim da versão em castelhano (In «Red Voltaire»)


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