quarta-feira, 25 de junho de 2014

FUTEBOLISTAS E DINHEIRO


Há pessoas que reivindicam o seu direito à imbecilidade, como uma universitária portuguesa defensoras das praxes ditas académicas, que disse a uma televisão que tinha o direito a ser humilhada.
Já tem havido mortos nestes rituais de imbecilidade dos universitários, das universitárias e dos respectivos pais e mães. Esses mortos morreram no seu exercício do seu direito a serem humilhados. Se recusassem pura e simplesmente esses rituais de imbecilidade os e as que morreram estariam vivos. Diziam não a esses rituais de imbecilidade, mas disseram sim.
Os jornalistas e comentadores, especialmente os das televisões, não só defendem o direito à imbecilidade como a obrigação de as pessoas serem imbecis. Os que recusam ser imbecis são apelidados de «iluminados». Ser estúpido e ignorante; eu não penso que sejam boas coisas. Eu acho melhor ser instruído e ter espírito crítico, em relação aos mitos da nossa época, do que aceitar o discurso mentiroso do poder económico e dos eus lacaios do poder político.
Relativamente ao Mundial de futebol do Brasil 2014 acho importante analisar as classes sociais dos jogadores. Os jogadores europeus, quase todos, enriqueceram, quase todos ascenderam à burguesia, e por isso, já têm o que mais desejaram, contratos milionários. Esta derrocada das equipas europeias tem muito a ver com o estatuto social-financeiro dos jogadores. Os ricos, os europeus, já têm bons contratos já não precisam de mostrar empenho, já não precisam de correr para recuperar as chamadas segundas bolas, uma grande chatice. Os da Costa Rica não são milionários, aproveitaram a presença das televisões para mostrarem o seu valor, porque querem contratos milionários que não têm. Os jogadores dos Estados Unidos praticam uma modalidade inventada pelos ingleses, que os colonizaram e lhes impuseram a língua inglesa como língua principal, os ingleses, na língua inglesa obviamente, chamaram-lhe football, que nos Estados Unidos nem sequer tem direito ao nome original na língua inglesa. Esses atletas do football nos Estados Unidos sentem-se altamente discriminados em relação aos atletas de outras modalidades, porque nem sequer têm o direito de usar o nome original da língua inglesa para designarem o desporto que praticam. Os atletas da América (do Norte, Central e do Sul) sentem necessidade de afirmação, sentem necessidade de mostrarem valor competitivo.

No Mundial do Brasil 2014 há também uma luta de classes sociais entre os jogadores. Os burgueses europeus jogaram contra os proletários da Costa Rica.

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