sábado, 7 de junho de 2014

EM 1944 ERAM CONTRA O FASCISMO-NAZISMO E EM 2014 JÁ SÃO A FAVOR

Ontem os Estados Unidos e os outros Aliados na II Guerra Mundial comemoraram a vitória sobre o nazismo de Hitler. Em 2014 os Estados Unidos e a União Europeia colocaram no poder em Kiev um regime fascista-nazi. A hipocrisia não tem limites. A NATO tem uma ideologia imperial-colonial, em política externa muito semelhante à do III Reich de Hitler.
O fascismo de Portugal, de Salazar também teve eleições directas para presidente da República fascista. Na Ucrânia o regime foi buscar este aspecto ao fascismo salazarista. Eleições sim, mas condicionadas e fraudulentas.
«Como a votação decorreu sob o “olhar atento” dos nacionalistas, muitos analistas políticos ucranianos duvidam que Poroshenko possa ter vencido com tanta facilidade logo no primeiro turno. Analistas independentes afirmam que os resultados das eleições foram fraudulentos porque Poroshenko era o homem dos EUA e da União Europeia e também porque o país empobrecido não aguentaria mais um turno de eleições.
Em vez de democracia, do fim do poder dos oligarcas e da corrupção, a Ucrânia recebeu para ocupar a cadeira presidencial não um simples oligarca, mas um oligarca que foi ministro em quase todas as administrações presidenciais desde o ano 2000. Piotr Poroshenko, além disso, deixou atrás de si um rasto de acusações de corrupção, incluindo suspeitas de ter eliminado opositores. Como disse acertadamente um jornal francês, foi quase o mesmo que se, na França revolucionária depois da tomada da Bastilha e da execução do rei, tivesse subido ao poder o seu sobrinho.
A primeira coisa que Poroshenko fez, ainda antes da tomada de posse, foi viajar até à Polônia, onde se encontrou com o presidente dos EUA Barack Obama a 4 de junho. Apesar de ele ter prometido que a primeira coisa a fazer seria viajar para as regiões rebeldes de Donetsk e de Lugansk para regularizar a grave crise.
Segundo declarou a deputada da Rada Suprema pelo partido das Regiões Elena Bondarenko, “apenas isso já revela quem comanda Poroshenko”. Washington foi o principal organizador do golpe de Estado violento em Kiev a 22 de fevereiro, e a delegação norte-americana, chefiada pelo vice-presidente Joe Biden, será nas cerimônias a mais representativa.
Seja como for, Poroshenko foi eleito, foi reconhecido pelo Ocidente e pela União Europeia e, sobretudo, a Rússia terá de lidar com ele. Não é uma tarefa fácil.
O presidente russo, Vladimir Putin, já tinha declarado que Poroshenko “pode se encontrar sob influência de quem quer que seja”, mas que o principal é que ele acabe com as operações punitivas no Leste do país contra seu próprio povo e se sente à mesa das negociações com os representantes de Donetsk e de Lugansk. A Rússia gostaria que a Ucrânia fosse realmente soberana, disse Vladimir Putin numa entrevista ao canal francês TF1.
Tendo em conta a grande atividade diplomática à margem das celebrações de 6 de junho na Normandia, aumentam as esperanças de uma regulação da situação na Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, por exemplo, se encontrou em Paris, um dia antes da tomada de posse, com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e disse que os EUA e a Rússia estão convictos que se deve acabar com a violência de ambos os lados e que esse confronto não pode durar eternamente.
Como irá agir Piotr Poroshenko, o que irá ele fazer concretamente e estará ele está realmente em condições de dirigir a Ucrânia sozinho – é a grande questão. Ele foi eleito ainda antes da reforma da constituição que limita substancialmente seus poderes. Na Rada Suprema ele não tem qualquer apoio de peso. O partido Batkivschina de Yulia Tymoshenko já se encontra em oposição não-declarada ao presidente. Não está claro quais serão os resultados das futuras eleições de setembro para o parlamento.
O próprio Piotr Poroshenko, porém, já demonstrou ao longo da sua carreira empresarial e política verdadeiros milagres de mimetismo político. Eles ajudaram-no a subir sustentadamente atá ao topo do poder, enquanto seus aliados e adversários caiam uns após outros. Poroshenko trocava de roupagem política com tanta facilidade que era difícil definir sua orientação política em qualquer momento em particular.
O lado empresarial da sua vida também é bastante nebuloso. O seu “reino do chocolate”, a companhia Roshen, é apenas a ponta do iceberg. Na realidade a força principal de Poroshenko é o consórcio Ukrinvest. Através dele, Poroshenko controla empresas de construção naval, de reparação e comercialização automóvel, de metalomecânicas, químicas, agrícolas e muitas outras. A revista Forbes de junho de 2014 coloca-o no 6º lugar da lista dos oligarcas mais ricos da Ucrânia com uma fortuna avaliada em cerca de 1,7 bilhões de dólares.
Só que o problema reside na impossibilidade, segundo os economistas ucranianos, de alguém poder calcular a fortuna exata de Poroshenko: é enorme a quantidade de médias, pequenas e pequeníssimas empresas e atividades que fazem parte da sua estrutura empresarial.

Há poucos dias se soube que o recém-eleito presidente da Ucrânia e bilionário Piotr Poroshenko vai adquirir a Fábrica de Artigos Experimentais de Kiev, apesar de suas promessas de vender todos seus ativos em caso de vencer as eleições. Assim, a verdadeira história do presidente-oligarca está apenas começando.» 

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