sexta-feira, 20 de junho de 2014

CRÍTICA AO POPULISMO DE DIREITA

A seguir vai um texto do populismo de Direita  de que vou fazer uma análise crítica.
«Maldito Mundial


João Quadros, no Negócios:

«Era forçoso fazer uma crónica sobre o mundial de futebol – e urgente, se ainda quiser ir a tempo de abordar a temática da participação da nossa selecção – mas a vontade é muito pouca.

Comecemos por um esclarecimento: eu acho errado misturar política e desporto. Já disse ao meu filho que, mesmo que ganhemos ao FMI no domingo, não ficamos melhor do que estávamos. Mas a verdade é que, para mim, a nossa participação, no que valia a pena, acabou na passada segunda-feira. Não é uma taça com 6,17 quilos em ouro que me vai fazer esquecer os noventa quilos da Merkel a rir. A não ser que os defrontemos outra vez. Mas, se me derem a escolher, prefiro fazê-lo quando eles voltarem a ser "uma de Leste e outra de cá". Foi muito penoso ver a alegria da Merkel. Uma coisa é ela rir-se de nós, outra é nós darmos-lhe alegrias. São duas coisas muito diferentes, e eu detesto a segunda. No Tratado Orçamental, devia vir uma cláusula que impedisse os líderes dos países do Euro de festejar golos acima dos 2-0. Há níveis de felicidade que deviam ser passíveis de multa. Não é justo ser-se bom nos números e no desporto. Ou se é choninhas ou evoluído muscularmente. Não é justo ter-se tudo. Se nem com o melhor do mundo lhes fazemos frente, e somos esmagados, esqueçam isso de trocar o Seguro pelo Costa, que é andar a perder tempo. A nossa Selecção foi um Hollande de chuteiras. (...)

Tem sido um mundial horrível. É como se nós, os países do sul, tivéssemos andado a viver futebolisticamente acima das nossas possibilidades. A selecção espanhola exibiu-se a níveis de antes da entrada para a União Europeia. Nós sofremos a maior derrota de sempre nas participações em fases finais. Só agora é que os norte-coreanos se sentiram vingados de 66; até têm esperança que a seguir venha a luz eléctrica.»  (Cit. in blog «Entre as brumas da memória»)

Ora, António Costa tem muito mais hipóteses de derrotar a Direita do que António José Seguro. Este governo de traidores, em permanente guerra contra o Estado de Direito, em permanente guerra contra a Constituição, em permanente guerra contra o Tribunal Constitucional, é muito perigoso. António Costa é quem tem mais hipótese de derrotar estes traidores do governo PSD-CDS, que fizeram no século XXI  o que o traidor Miguel de Vasconcelos fez no século XVII.

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