domingo, 15 de junho de 2014

A EXPLICAÇÃO DA ACTUAL CRISE PORTUGUESA




«Nicolau Santos, no Expresso diário de 13 de Junho de 2014:»

Cit. In blog «Entre as brumas da memória»)

Primeiro traduzi para português o texto, porque ajustamento naquele texto significa empobrecimento. Ajustamento pertence à chamada «novilíngua», com que o poder e os seus apoiantes e simpatizantes, procuram enganar as pessoas
«O ajustamento (empobrecimento) a que o país foi sujeito era necessário? Era. Partiu de uma análise correta das especificidades da economia e da sociedade portuguesas? Obviamente que não. E assim, depois de três anos a aumentar impostos, temos a quarta maior carga fiscal da União Europeia, com os piores rendimentos médios per capita dessa mesma União. Os cortes nos salários dos funcionários públicos e os que se reformaram colocaram a despesa pública salarial claramente abaixo da média europeia. E temos hoje uma administração pública mais eficiente e amiga dos cidadãos? Temos menos Estado mas melhor Estado? Qualquer pessoa vê que não. (...)

Em matéria de desemprego, há um aforismo criado pelos americanos. Quando é despedido alguém que não conhecemos trata-se de um abrandamento económico. Quando é despedido alguém que conhecemos é uma recessão. E quando somos nós os despedidos estamos perante uma depressão. Não há nenhuma família portuguesa que não tenha hoje algum familiar muito próximo que não esteja no desemprego. (...)

O ajustamento (empobrecimento) económico devastou a organização da nossa vida em sociedade e devastou a nossa população activa. Há quem tenha esperança e diga que vai levar anos a recuperar. Mas há quem se lembre bem das palavras do primeiro-ministro – só saímos daqui empobrecendo – para concluir que todas estas tendências vieram para ficar. Por décadas. E só poderá haver algum alívio se a Europa mudar de direcção e perceber que por este caminho está a condenar toda a periferia da zona euro ao inferno de Dante.»

Ora, Nicolau Santos tem um poder muito grande no jornal «Expresso», que é um jornal oficioso do PSD.
Quando o próprio PSD tem elementos de peso contra Passos Coelho, como Manuela Ferreira Leite e Pacheco Pereira é porque as coisas estão mesmo muito mal.
Os oligarcas portugueses (alta burguesia) são cerca de 100 mil, 1% de uma população de 10 milhões de pessoas. Para a maior parte destes oligarcas não há crise, alguns como Alexandre Soares dos Santos do «Pingo doce» e Belmiro Azevedo da «Sonae» pagam os impostos na Holanda. Este pormenor mostra a aberração que são leis da chamada União Europeia (nome errado porque os países desta imaginária União roubam-se uns aos outros e os respectivos povos odeiam-se uns aos outros).
Os trados da União Europeia estão errados, porque impõem o neoliberalismo como Religião Oficial e a maior aberração da UE é a Zona Euro, sem Banco Central, o «BCE» não é um Banco Central verdadeiro, é um falso Banco Central.
Em 15 de Junho de 2014 a chamada «União Europeia» é o IV Império Alemão, porque as ordens vêm de Berlim. O chamado «Tratado Orçamental» é uma aberração contra a lógica, porque impõe o empobrecimento «eterno» para alguns países.

A crise actual começou nos Estados Unidos e foi importada pela Alemanha para a Zona Euro para dela extrair grandes ganhos, para realizar o chamado saque germânico. A crise de Portugal foi-nos imposta pelas aberrações legislativas da União Europeia, especialmente da Zona Euro, e pelo saque germânico daí decorrente. Das duas uma, ou as leis da Zona Euro mudam, ou Portugal terá que abandonar a moeda euro e regressar ao escudo.


Pessoalmente, acho repugnante o jornal «Expresso», jornal oficioso do PSD, e o facto do blog «Entre as brumas da memória», afecto ao Bloco de Esquerda, o citar muito, acriticamente, mostra por que os eleitores do BE estão a deixar de votar neste partido. Num artigo corrupto e de alta indigência intelectual, o «Expresso», agora desgraçadamente diário, (mostra que além de desonestos os tipos do «Expresso» são ignorantes e burros, quando se armam em «intelectuais») reproduz o discurso do regime fascista-nazi da Ucrânia, sobre o avião militar do regime fascista-nazi de Kiev abatido pelos antifascistas (a quem o «Expresso chama «terroristas») e omite, numa Censura muito suja, as atrocidades cometidas pelo regime fascista-nazi de Kiev, nomeadamente sobre mulheres e crianças.

Este jornal «Expresso» é um verdadeiro atentado à inteligência e à instrução das pessoas. Estes gajos e estas gajas do «Expresso» nem sabem o que é a Ucrânia.

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