sábado, 21 de junho de 2014

A DIREITA REPRESENTA OS INTERESSES DOS OLIGARCAS (ALTA BURGUESIA)


«OPINIÃO
A nova direita
ANTÓNIO GUERREIRO
20/06/2014 - 06:43
Os Intelectuais de Direita Estão a Sair do Armário é o título de uma reportagem de Paulo Moura publicada na revista 2, do PÚBLICO, no passado domingo. Tal título veicula a suposição de que o pensamento de direita foi reprimido ou levado a um regime de auto-limitação, tendo finalmente chegado o momento da sua libertação e afirmação pública. Pensar assim é um equívoco. A direita apresentada na reportagem não coincide com a direita dura, tradicional, que se sucedeu sob várias formas ao longo do século XX (essa nem precisou de se esconder no armário porque morreu de morte natural). Trata-se de uma nova direita, que emergiu publicamente em Portugal apenas um pouco mais tarde do que noutros sítios, como acontece geralmente com muitas outras coisas, mas sem ter de transpor quaisquer obstáculos. A sua emergência dá-se sobre as ruínas da esquerda, quando todo o Ocidente virou à direita e se tornou óbvio que a maior parte dos objetivos da esquerda não se conseguiram impor e muitas das suas laboriosas conquistas recuam a grande velocidade, como mostrou um dos primeiros analisadores desta Neodestra, o italiano Raffaele Simone, num livro que teve um enorme eco, mesmo fora de Itália: Il mostro mite. Perché l’Occidente non va a sinistra (“O monstro brando. Porque é que o Ocidente não segue para a esquerda”). A tese de Raffaele Simone — retomando, aliás, ideias que vêm de longe — é a de que o mundo é naturalmente de direita e, por isso, esta, para existir, só precisa de preservar uma posição “naturalista”, enquanto a esquerda é um artifício, uma construção abstracta. As esperanças que ela anuncia representam um resultado contra natura, por isso têm de ser objeto de laboriosa construção política e teórica, projectando-se num horizonte utópico. A esquerda está sempre do lado do devir, da criação de um direito; a direita naturalista preserva direitos constituídos e responde a determinações realistas. Esta nova direita é, pura e simplesmente, um realismo. Por isso é que não precisa de grandes elaborações teóricas e a sua afirmação, como mostra muito bem a reportagem de Paulo Moura e os depoimentos que recolhe (nomeadamente, os de António Araújo), faz-se privilegiadamente nos media. Esse é o seu ambiente “natural”: o da comunicação, o do divertimento, o da burguesia como classe universal. Ela não precisa de construir um pensamento, só precisa de seguir uma cultura difusa e dispersa, de não interromper o entretenimento, de alimentar o conformismo dos media, de seguir com eficácia a estratégia da sedução, de aproveitar a onda de desculturalização da política que a esquerda superlight decidiu surfar. Em suma, esta nova direita é a subjectividade desse “monstro brando” (como lhe chama Simone), tal como a soberania era, para Hobbes, a alma do Leviathan. Esta nova direita confunde-se de tal modo com um realismo que um dos seus representantes com grande destaque na reportagem de Paulo Moura é alguém como Henrique Raposo. Ele é mais do que realista, é hiperrealista; é mais do que naturalista, é a ausência de qualquer pensamento para não impedir o naturalismo; não precisa de ter um discurso, basta-lhe exibir um estilo, uma caricatura. Hoje, a questão verdadeiramente pertinente não é verificar, com algum equívoco, que os intelectuais de direita saíram do armário; é perceber que muito dos intelectuais que se afirmam de esquerda e falam em nome dela se converteram a essa cultura difusa da nova direita e aceitaram preencher as quotas de mediatização que esta lhe concede, aceitando um papel protocolar de “representação”. Também eles glorificam o novo realismo.»

Ora, a sociedade é dividida em classes, e como disse o oligarca estadunidense Warren Buffett, há mesmo luta de classes e a classe dele, que é a alta burguesia, está ao ataque e está a vencer. («Warren Edward Buffett (Omaha, 30 de agosto de 1930) é um investidor (…) norte-americano. É o principal accionista, presidente do conselho e director executivo da Berkshire Hathaway. Constantemente citado na lista das pessoas mais ricas do mundo, ocupou o primeiro lugar em 2008.» Fonte - «Wikipedia»)
O ministro nazi Joseph Goebbels dizia que «uma mentira de tantas vezes ser repetida acaba por se tornar verdade» e que os factos omitidos nas notícias «nunca aconteceram».
O documentário «Inside Job» mostra como a alta burguesia comprou muitos catedráticos de Economia, para viciarem o ensino desta disciplina e para darem pareceres favoráveis à alta burguesia.
Em Portugal, as televisões dão muitíssimo tempo à Direita, Marcelo Rebelo de Sousa, aos domingos no horário nobre da TVI, sem contraditório, Marques Mendes na SIC, Medina Carreira na TVI 24 em horário nobre, e outros do género.
É curioso que quem faz uma boa crítica ao governo Passos Coelho – Paulo Portas é Manuela Ferreira Leite, por exemplo explicou que a ADSE dava lucro, e que as respectivas contas são secretas, e que por isso não se percebe  o novo imposto pago para a ADSE, que está a dar lucro.

Francisco Louçã tem tempo de antena na SIC Notícias às sextas-feiras, mas aproveita o tempo de antena para a caça aos negros, estilo Far-West «Procura-se vivo ou morto», com fotografias e tudo. Não esconde o seu racismo contra os negros, que segundo ele deviam viver todos na pobreza e na miséria, se tal não acontece, então uma foto e «Procura-se Vivo ou morto», porque é um negro suspeito, porque não cumpre a “obrigação dos negros de viverem na pobreza e na miséria”. Os alemães são todos boa gente… Depois para Louçã o chamado Ocidente respeita os Direitos Humanos (nomeadamente na instituição de caridade de Guantánamo, digo eu), os negros é que não.

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