quarta-feira, 28 de maio de 2014

O COLAPSO IDEOLÓGICO DA INTERNACIONAL SOCIALISTA DEU ORIGEM AO COLAPSO NOS VOTOS


A traição da Internacional Socialista aos seus ideais deu origem ao seu colapso nos votos.
A invasão do Iraque atrás das mentiras dos neoconservadores, a tortura em Guantánamo, pelo trabalhista Blair…!!!! François Hollande traiu o seu eleitorado, frontalmente. O apoio à Junta Fascista-Nazi de Kiev da Internacional Socialista é aberrante. Assim para que serve a Internacional Socialista? Os partidos da IS não querem saber dos Direitos Humanos para nada, nem dos direitos sociais dos trabalhadores. Agora os eleitores não querem os partidos da Internacional Socialista, porque a Internacional Socialista se suicidou ideologicamente.

«Por Ana Sá Lopes
publicado em 27 Maio 2014 - 05:00
A social-democracia em coma induzido

Zapatero ofereceu o corpinho socialista à gestão alemã da crise. O resultado está aí
É natural que Seguro e Alegre se tenham agarrado ao argumento de que, face ao devastador resultado dos socialistas e dos sociais-democratas na Europa, o PS até não tinha feito má figura. Depende de onde se olha: visto da Europa, o resultado de Seguro é genericamente bom. Os magríssimos 31% do PS nacional são de longe melhores do que o trabalhista Ed Milliband na oposição conseguiu arranjar no Reino Unido. O Labour arrastou-se para um segundo lugar, com o UKIP, o partido anti-Europa e anti-imigrantes, a vencer as eleições, rompendo com 110 anos de alternância entre conservadores e trabalhistas. Na Grécia, o PASOK – o primeiro partido socialista a implantar uma política de austeridade – finou-se. Em Espanha, o socialista Rulbalcaba demitiu-se perante a derrota nas urnas e em França os eleitores que tinham dado a vitória a Hollande empenharam--se agora no discurso anti-austeritário (e anti-imigrantes também) de Marine Le Pen, atirando os socialistas para terceiro lugar. Assim, de repente, em dois países fundadores da União Europeia do pós--guerra – Inglaterra e França –, a extrema-direita vence. Na Bélgica está bem encaminhada, na Holande idem e entre os fundadores só o minúsculo Luxemburgo está livre do perigo. Só Itália, o sexto país dos sonhadores de 1957, dá alguma esperança aos socialistas, mas o palhaço Beppe Grillo tem mais de 20 e a Forza Italia 16.

O que é válido genericamente por toda a Europa também serve de lição em Portugal. A social-democracia não serviu para nada durante a grande recessão, não se constituiu como alternativa a nada e o falhanço de Hollande é só o mais espectacular de todos. Zapatero, o anterior primeiro-ministro socialista espanhol, foi o primeiro a gabar-se de ter enfiado o famoso défice zero na Constituição, dando alegremente o corpinho socialista ao manifesto da gestão alemã da crise. Se os socialistas não têm nenhuma alternativa a não ser o famoso slogan Tiririca – “pior do que está não fica” –, é natural que o eleitorado lhes vire as costas, prefira a direita original, estagne na abstenção ou deixe engordar os partidos anti-sistema.


O resultado de Seguro é mais um sintoma do coma induzido em que estão os socialistas europeus, que não têm alternativa rigorosamente nenhuma ao directório da austeridade e são co-responsáveis pelas erradas soluções da crise.» (In jornal «i» net)

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