quinta-feira, 29 de maio de 2014

TURBULÊNCIA PÓS-ELEITORAL NO PS PORTUGUÊS


Considerando a derrocada de muitos partidos da Internacional Socialista nas eleições para o Parlamento da chamada «União Europeia» no passado domingo os resultados do PS em Portugal até não foram maus, porque ganhou as eleições. Muita gente do PS pensava que o voto de protesto contra a coligação de traidores PSD+CDS seria através do PS, essencialmente. No entanto, os votos brancos e nulos foram 7,5%. Se um novo partido tivesse estes votos elegeria dois deputados.
O caso Marinho Pinto é muito marcante. Muita gente que o ouviu ficou a pensar que ele estava próximo do PS. A CDU teve uma boa votação. O BE é que perdeu dois deputados, porque tinha três e só elegeu uma deputada. Tudo isto mostra que o voto de protesto contra os traidores PSD-CDS foi muito diversificado.
António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, aproveitou esta dispersão dos votos contra os traidores PSD-CDS para atacar o líder do PS António José Seguro, candidatando-se ele próprio a líder do PS.
Acho bastante lógico tudo isto, porque vivemos tempos de incertezas.
Relativamente a António Costa, o importante é o seu programa de eventual governação.
Para mim o que me desagradou mais em António José Seguro foi ele ter assinado o Tratado Orçamental, que provoca austeridade «eterna».

Espero que haja um congresso extraordinário do PS, para que sejam debatidas ideias de governação.

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