quinta-feira, 29 de maio de 2014

AS DEMOCRACIAS OCIDENTAIS APOIARAM O FASCISMO EM PORTUGAL, NA ESPANHA, NA GRÉCIA E NA AMÉRICA LATINA - O CASO ESPANHOL

Franco chegou ao poder através de um golpe de Estado contra a República e a Democracia em 1936. A Resistência a esse golpe de Estado só terminou em 1939, depois de mais de um milhão de mortos. O fascismo franquista, a nível de quantidade de mortos para chegar ao poder foi pior que o nazismo de Hitler e que o fascismo de Mussolini.
Para esmagar a resistência Franco teve o apoio de Salazar, de Hitler, de Mussolini e do Reino Unido.
Hitler apoiou oficialmente Franco com a elite da força aérea da Alemanha e Mussolini também o apoiou oficialmente, enviando tropas terrestres. Salazar apoiou discretamente. O Reino Unido forneceu material de guerra a Franco, mais ou menos secretamente. A França recusou agir contra Franco. A Resistência antifascista aguentou uma guerra-civil de 1936 a 1939.

O caso do fascismo franquista mostra que as democracias ocidentais só eram contra o fascismo que as ameaçava directamente. A França e o Reino Unido lutaram contra o fascismo alemão, mais conhecido por nazismo, porque Hitler era uma ameaça para estes países.

Guilhotina.info


«A Ascensão do #Fascismo em #Espanha

O fascismo espanhol, conhecido como Franquismo, chega ao poder após a guerra civil espanhola, em 1939. Conta com o apoio dos fascismos italiano e português e do nazismo alemão e a benevolência das potências ocidentais que não impediram os crimes alemães óbvios. Pelo tratado de Versalhes a Alemanha estava proibida de exportar armas (artigo 170) e de enviar tropas para qualquer país estrangeiro (artigo 179). Perante tais violações as potências ocidentais “defensoras” da democracia nada fizeram.

Imediatamente a seguir à Guerra Civil existe fome e pobreza generalizada em Espanha. Esta situação continua ao longo da II Guerra Mundial, até aos anos 50. Nos anos 50 dá-se uma ainda maior aproximação aos aliados ocidentais (que em menos de 5 anos passaram de combater o fascismo, para serem seus aliados), com entradas na OTAN, ONU e o apoio económico dos EUA. Este apoio ocidental melhora o nível de vida em Espanha e existe crescimento económico na década de 60 através das parcerias com as democracias ocidentais.

Tal como em #Portugal debaixo de Salazar a propaganda assume um papel fundamental na manutenção do regime. Esta propaganda está presente desde a escola, aos media, passando pela fiel apoiante, a Igreja Católica. O enaltecimento constante do trabalho, da passividade, da concordância, do império, da fé, do nacionalismo, da tradição (o flamenco e as touradas) e dos valores (a família, a violência doméstica). A igreja católica é apoiante de Franco desde o início, criando a imagem do salvador/ cruzado que “salvou” Espanha dos perigosos ateus e bárbaros. Os tecnocratas da Opus Dei, que chegam ao regime em 1959, são a fusão entre a igreja e o estado fascista. Também os monárquicos são o apoio deste regime, que mantém os privilégios desta classe.

Mas a desigualdade económica, a pobreza, o desemprego, o trabalho infantil, o analfabetismo, a emigração, a imobilidade social imperam e são constantes durante todo o regime. Tal como em Portugal, apenas o “sindicato” corporativista do regime era permitido e toda a atividade sindical restante foi proibida. Mesmo o capitalismo liberal dos anos 60 e 70 não impedem esta miséria, bem pelo contrário fazem-na proliferar. Os oligarcas da construção e da industria prosperam e apoiam a ditadura franquista economicamente. » (In «Guilhotina.Info»)

Sem comentários:

Enviar um comentário