domingo, 25 de maio de 2014

A DESUNIÃO EUROPEIA E A FOME

+Europa, Crónicas de uma Ruptura

Em dia de reflexão deixo aqui alguma matéria para reflexão…
EuropaCronicasRuptura
(é só clicar na imagem para aceder ao ficheiro PDF com os textos)
Esta é uma colectânea de textos acerca da Europa, ou para ser mais preciso, da União Europeia. Um dos mais graves equívocos na esmagadora maioria das análises e debates acerca da “Europa” é a confusão destes dois termos, que de resto, não é nada inocente.
O primeiro texto aqui apresentado data de 2007, ou seja, ainda antes da Grande Crise de 2008-2009. O último foi escrito em Fevereiro de 2014. Ao longo deste período de 7 anos a opinião das massas face a esta “União da Tanga” (como dizia a canção dos Xutos…) sofreu uma profunda alteração. Há 7 anos a maioria esmagadora da população por essa Europa fora associava a União à paz, prosperidade e até a ideias de justiça e solidariedade… neste momento largos sectores das massas sentem um profundo desprezo, para não dizer ódio, a essa instituição. Outra coisa não seria de esperar, este período de grave crise expôs a verdadeira natureza da União e de um dos seus mais importantes instrumentos, o Euro.
Diz-se que a União Europeia tem problemas de “legitimidade democrática”, mas a verdade é bem mais grave, a União é activamente anti-democrática. Aliás, tinha mesmo de assim ser pois a União é o bastião máximo do regime Capitalista na Europa, um regime que na aurora do século XXI é ultra neo-liberal na economia, liberal nos costumes e crescentemente autoritário politicamente.
As “Crónicas de uma Ruptura” que recheiam estas páginas dão uma ideia de como a União foi reagindo ao agudizar da crise e fazem registo de vários importantes momentos de resistência popular. As “Rupturas” que são relatadas dizem respeito à própria evolução politico-economico-social do continente, mas também da posição do autor face a esta realidade. Enquanto em 2007 ainda alimentava ilusões no chamado “europeísmo de esquerda”, a sucessão de crises foi abrindo os meus olhos e endurecendo as minhas posições.
Esta União é e sempre foi o bastião do Capital na Europa, se na sua fundação operava de forma algo diferente é porque o próprio Capital na altura atuava de forma diferente e tinha outras restrições aos seus movimentos… A União neste momento fomenta a miséria e a desigualdade, a União é a principal responsável pela re-emergência do fascismo como alternativa de poder no continente. Perante esta União nenhum democrata progressista pode ter qualquer ilusão. Só em luta contra esta instituição se poderá alguma vez superar a atual crise.
 E as eleições?
Estas eleições são uma oportunidade para poder agitar as àguas e criar alguma dinâmica que, infelizmente, nos últimos tempos parece ter abandonado as ruas… O seu resultado poderá vir a abrir espaço, ou ajudar a criar condições, para o recrudescer da luta social… independentemente até, de ser essa ou não, a vontade dos partidos que polarizarem o voto de descontentamento.
Destas eleições podem sair dois importantes resultados:
  1. Uma derrota histórica do governo e dos seus partidos PSD+CDS. Tudo indica que o seu resultado poderá ser o mais baixo de toda a história, podendo nem chegar aos 30%.
  2. O reforço da Esquerda mais crítica do Euro e da União Europeia.
  3. A nível Europeu incluindo as “eleições”/boicote na Ucrânia, tudo indica que este será um dia que ficará registado na História. A União não será destruída num único dia, mas as suas fundações poderão vir a sofrer um fortíssimo abalo.» (In blog «5 Dias net»)

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