domingo, 6 de abril de 2014

O 25 DE ABRIL DE 1974


No século XIX, os constitucionalistas derrubaram a ditadura do rei absoluto D. Miguel I, matando, matando muito na guerra-civil de 1832-34. Os elementos dos serviços de polícia política de D. Miguel, o equivalente à PIDE/DGS de Salazar/Marcelo Caetano foram mortos sem julgamento, foram quase todos degolados, sim degolados, cortaram-lhes as cabeças com espadas.
Há uma ingenuidade nos textos que leio sobre a Revolução dos Cravos, sem sangue dos elementos da Ditadura, mas com sangue de elementos do povo, que foram assassinados com rajadas de metralhadora pela PIDE/DGS.
Não sabem nem querem saber da guerra civil de 1832-34, nela mataram-se uns aos outros portugueses, combateram portugueses contra portugueses.

Os vencedores de 1834 mataram e fizeram justiça matando. Os vencedores de 25 de Abril de 1974 não fizeram justiça.
A Revolução de 25 de Abril de 1974 foi mais para destruir um regime, sem o mínimo sentido de justiça, sentido de justiça, que se impôs em 1832-1834. Os chamados antifascistas, vítimas da PIDE/DGS, não mostraram auto-estima, não se vingaram como se vingaram os constitucionalistas na guerra-civil de 1832-34.
Este sentimento de impunidade é que fez com que o governo de Passos Coelho tivesse cometido injustiças brutais, porque a Esquerda na Revolução de 25 de Abril de 1974 mostrou desconhecer o significado de justiça.


Mas nem todas as revoluções antifascistas foram com flores.

Aqui podemos ver a vingança dos antifascistas italianos, aqui podemos ver Mussolini, a amante Clara Petacci e a restante elite fascista italiana.

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