quarta-feira, 23 de abril de 2014

O 25 DE ABRIL DE 1974 E A III REPÚBLICA – IV


Timor Leste era uma colónia portuguesa, o que restava, juntamente com Macau, do Império Português do Oriente.
A Revolução de 25 de Abril de 1974 deu origem à proclamação da independência de Timor-Leste em 28 de Novembro de 1975 pela FRETILIN, então uma organização marxista. A Revolução portuguesa tinha acabado no dia 25 de Novembro de 1975 e o novo poder emergente deste golpe de Estado, representado por Melo Antunes, Vasco Lourenço, Ramalho Eanes e Mário Soares mostrou todo o seu desprezo pela FRETILIN, e recusou-se a reconhecer a independência de Timor-Leste, abrindo caminho à invasão e ocupação de Timor-Leste pela Indonésia, depois de ter pedido autorização ao Reich norte-americano, que deu o sim a mais um genocídio. Nada de admirar, a ética do Reich norte-americano é a ética do Far-West. E também por aqui podemos ver a ética do poder que realizou golpe Estado de 25 de Novembro de 1975 em Portugal, para o chamado «grupo dos nove» do MFA e para Mário Soares o poder marxista da FRETILIN devia ser aniquilado com um genocídio, se fosse necessário. O poder que tomou conta de Portugal com o golpe de Estado de 25 de Novembro de 1975 foi cúmplice da invasão indonésia de Timor-Leste e do genocídio a ela associado.
Graças à resistência da FRETILIN e à mudança de regime na Indonésia Timor-Leste tornou-se independente. Em 22 de Setembro de 1999 a ONU ocupou Timor-Leste e em 20 de Maio de 2002 Timor-Leste tornou-se efectivamente independente, sendo Xanana Gusmão o presidente eleito desta nova República.

Macau foi doado pelo governo da China a Portugal, como recompensa pela ajuda dos portugueses aos chineses na guerra contra os piratas. Com o tempo Macau foi definido como um território chinês sob administração portuguesa. Depois de retomar a posse de Hong-Kong, a China fez um acordo com Portugal para a devolução de Macau.

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