quarta-feira, 19 de março de 2014

VÍTOR DIAS DO PCP CONTRA A ADMIRADORA DE TROTSKY RAQUEL VARELA

«18 Março 2014

A violência dos rios e a violência das margens


Aguardando que Raquel Varela
descubra que foi o PCP que,
em aliança com o PS e o PSD,
afundou o Titanic


Esta parte devidamente sublinhada de um post de Raquel Varela no «cinco dias» devia dar-me todo o direito a uma saraivada de violências verbais e até mesmo de impropérios mas não quero ir por aí até porque sei que, citando Brecht,  quase sempre se repara na violência das águas dos rios e ninguém fala da violência das margens que o oprimem. Por isso me limito a dizer que 40 anos depois do 25 de Abril deveria haver já a serenidade e isenção suficientes para que um historiadora não cultivasse a calúnia grotesca e a infâmia desavergonhada.» (In blog «O TEMPO DAS CEREJAS»)

«Vitor Dias e a manipulação da história ao serviço da política


Caro Vitor Dias,
Li o seu “post” de militante exaltado do PCP a procurar estigmatizar um trabalho cujas teses dismistificam a verdade oficial do Partido, que é sempre uma grande mentira, ainda que só oficiosamente os militantes o reconheçam.
Não faço história por encomenda, nem para o PCP nem para o Grupo dos 9 nem para ninguém.
Tenho aliás escolhido temas que de antemão sei que vão provocar a raiva dos vivos, mas em nada me demoveu essa “ameaça”. Escolho estudar a história que acho importante e é muito importante perceber que o PCP queria manter Portugal na esfera da NATO em 1975 porque a sua fidelidade ao aparato soviético era determinante na política do Partido.
Álvaro Cunhal a seguir ao 25 de Novembro diz-se descansado por os oficiais revolucionários – a quem Cunhal chama irresponsáveis e aventureiros –  terem sido controlados, o que permitira ao PCP refazer o acordo com o PS e o Grupo dos 9. Diz mesmo que é altura de refazer o Quadro Permanente das Forças Armadas e diz que os oficiais revolucionários fugiram ao controlo do PCP.A minha afirmação foi retirada dos discursos de Álvaro Cunhal, do comício do PCP no Campo Pequeno a 7 de Dezembro, do livro A Revolução Portuguesa de Álvaro Cunhal e da reunião do comité central do PCP de 13 de Dezembro de 1975.  Não escrevo sobre o passado pressionada pelo presente, embora confesse que me incomoda a sua má educação, de que o seu post é prova evidente. A história não é um instrumento da burocracia partidária, faz-se com fontes, provas e contra provas, definição clara da metodologia, objecto de estudo e teoria.
Os documentos todos que cito estão em acesso livre aqui e fazem parte do meu livro História do PCP na Revolução dos Cravos (Bertrand, 2011) que corresponde à minha tese de doutoramento.
Em vez de escrever com tanta raiva porque não sugere ao PCP abrirem o arquivo?
Cumprimentos
Raquel Varela» (In blog «5 dias net»)

Relativamente ao blog «5 Dias net», eu, na qualidade de livre-pensador de Esquerda, estou proibido de escrever comentários no blog «5 Dias net», os meus comentários nunca passam na Censura do blog «5 Dias net».
Os argumentos da Raquel Varela contra o Vítor Dias não revelam muita inteligência, parecem-me, dogmaticamente, infantis, simplesmente a Raquel Varela que sabe muitíssimo menos do que o Vítor Dias sobre o assunto em causa nem sequer refere isso, a sua ignorância confrangedora, perante o Vítor Dias que domina 100% a matéria, sabe tudo sobre um assunto sobre o qual a Raquel Varela mostra que sabe pouco mais que quase nada. Sobre o conhecimento do assunto em causa eu, numa escala de zero a vinte, atribuo 20 (vinte) valores a Vítor Dias, porque sabe tudo sobre o referido assunto, e 1 (um) valor a Raquel Varela que não sabe praticamente nada de substantivo sobre o mesmo assunto. A Raquel Varela face a Vítor Dias, neste assunto em causa, revela analfabetismo funcional. A Raquel Varela especula, desconhece as fontes mais importantes.
Vítor Dias sabe tudo sobre o assunto, mas não revela fontes às quais só ele tem acesso. Ainda é, para ele, demasiado cedo para as divulgar.

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