sábado, 29 de março de 2014

UNIÃO EUROPEIA OU A CAPITULAÇÃO DOS VENCEDORES E A DITADURA DOS VENCIDOS POR RENDIÇÃO INCONDICIONAL



O «Tratado Orçamental» de 2013 formalizou a Ditadura de Berlim sobre a União Europeia, com efeitos mais danosos na Zona Euro.
A moeda euro é a arma mais letal da Ditadura da Alemanha na chamada «União Europeia», que é uma desunião de facto, que é na realidade real uma zona de guerra financeira e social.
Mas, há cada vez mais pessoas informadas a proporem o fim da moeda euro.


«No Portugal das expectativas pequenitas


No Portugal das expectativas cada vez mais pequenitas, o nosso país no Euro, qualquer recuperação, por mais tímida que seja, é sempre mais valorizada do que a mais forte destruição anterior. Esta assimetria só significa que o declínio e o desemprego de massas fazem parte do regime económico nacional, sobredeterminado pela arquitectura europeia, com que corremos o risco de nos conformar politicamente, sobretudo na ausência de alternativas reais com força.

A recuperação actual assenta exclusivamente na procura interna, até porque o crescimento do consumo privado tende a fazer aumentar as importações e a procura externa liquida deixa assim de funcionar como motor do que quer que seja. Lá se vai o pensamento mágico da transformação estrutural por via da desvalorização interna.

Vários economistas europeus, de resto conservadores, com excepção de João Ferreira do Amaral, assinaram um artigo a defender o desmantelamento do Euro, identificando precisamente o dilema que marca o nosso destino nesta Zona: “ou as economias mais fracas da Zona Euro expandem em linha com o potencial produtivo e incorrem em défices externos ou aplicam a austeridade, eliminando os défices”, mas com custos elevados em termos de potencial produtivo.

A proposta de desmantelamento organizado da Zona Euro já antes formulada, entre outros, por Lafontaine, parece-me generosa. Neste contexto, noto que João Ferreira do Amaral afirmou ao Negócios o seguinte: “O que me parece importante é que Portugal saia da Zona Euro de forma unilateral se for necessário, ou em conjunto se isso for possível”. A disponibilidade intelectual e política para fazer o que é necessário pode bem aumentar o campo do que é possível.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

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