domingo, 23 de março de 2014

UM RITUAL REPUGNANTE


Nos Estados Unidos, a pena de morte constitui, no século XXI, um ritual bárbaro.
Já não falo nos crimes cometidos pelos governos mais ou menos secretamente. Falo na pena de morte legal, no ritual do julgamento com a condenação à morte e no ritual da sua aplicação.



É bom não esquecer que pode ser executado um inocente. Só este argumento seria suficiente para proibir a pena de morte. Mas, o Estado quer ser assassino, quer colocar-se ao nível de uma qualquer quadrilha da Máfia. O Estado devia ter uma moral e uma ética superiores aos assassinos, mas não, coloca-se ao nível deles, considera-se um Estado assassino.
O ritual do julgamento com as testemunhas, muitas delas falsas, o ritual do corredor da morte, o ritual do governador que recusa proibir o assassinato, o ritual dos funcionários públicos contratados para serem assassinos, a enfermeira que coloca a agulha na veia, os polícias que cometem um assassinato, os espectadores, que são testemunhas de um assassinato cometido pelo Estado, que devia ser transmitido em directo pela televisão e colocado no Youtube. E trata-se de um Estado que quer ser um exemplo para o Mundo, um exemplo de selvajaria.
Nos Estados Unidos, como em qualquer outro país, a pena de morte é um ritual bárbaro de uma sociedade bárbara.

Sem comentários:

Enviar um comentário