quinta-feira, 27 de março de 2014

O FIM DA UNIÃO EUROPEIA E O FIM DA HISTÓRIA


Lenine e Estaline e os seus sucessores excepto Gorbatchov pensavam que a União Soviética seria eterna. Esta é uma ideia de «fim da História», ideia que prejudicou a actual República da Rússia e os povos de língua russa.
Depois vieram os neoliberais com a ideia de «fim da História».
Os chamados «europeístas» estão convencidos de que a União Europeia será eterna. É outra ideia de «fim da História».

No entanto, a União Europeia, enquanto conjunto de países que se ajudam uns aos outros, já não existe!!!!! Que o digam os portugueses esmagados pela má-fé e pela ganância de Berlim.
A Ditadura de Berlim na União Europeia não é apenas vergonhosa, é uma humilhação para os outros países, especialmente para a França e para o PSF de François Hollande que disse que não assinaria a capitulação perante Berlim, mas assinou mesmo a rendição ao assinar o Pacto Orçamental.
Estou agora a ouvir na TVI 24 que o «prémio Nobel da Economia»… apoia o empobrecimento de Portugal, a que chamam «austeridade». Ora, não existe o prémio Nobel da Economia, existe sim publicidade enganosa do Banco Central da Suécia que dá um chorudo cheque anual, que nada tem a ver com Nobel. Mas, o empobrecimento da França, por ordem de Berlim, também está em marcha e chamam a esse empobrecimento «austeridade».


«Depois queixem-se

O péssimo resultado da esquerda francesa e a confirmação do cada vez mais forte enraizamento da Frente Nacional nas eleições municipais são outros tantos pretextos para voltar a perguntar ainda antes das europeias: como é que se diz depois queixem-se em francês? A maioria da esquerda francesa prefere continuar a pertencer ao “partido único do euro”, na apta expressão de Jacques Sapir, que só garante austeridade e neoliberalização no “poder” e inconsequência programática na oposição, abandonando em larga medida o plástico terreno do nacional que é popular à Frente Nacional. 

Hoje é claro o paradoxo, digamos assim, na base de uma parte das derrotas passadas, presentes e futuras: uma parte da esquerda converteu-se de forma aparentemente irremediável à “Europa” no preciso momento em que o neoliberalismo aí ficou seguramente inscrito, nos anos oitenta e noventa, em clara ruptura com o eurocepticismo muito generalizado à esquerda em tempos anteriores que até eram de integração menos intrusiva e menos claramente neoliberal. É um país muito distante aquele em que Olof Palme, referido pelo historiador Bernard H. Moss, só para dar um exemplo, se referia à CEE pelos quatro C: conservadora, capitalista, clerical e colonialista...» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

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