quinta-feira, 27 de março de 2014

GOVERNO PSD-CDS E DEPUTADOS E DEPUTADAS QUE O SUSTENTAM EM LISBOA E NO «PARLAMENTO EUROPEU» - LADRÕES E LADRAS E MENTIROSOS, HIPÓCRITAS, INJUSTOS E PORNOGRAFICAMENTE IMORAIS

Em princípio um mentiros mente e uma mentirosa mente, excepcionalmente é que falam verdade.
Este governo de traidores e de traidoras prepara-se para fazer mais um corte nas reformas, para ver se os reformados morrem mais cedo. Se morrerem mais cedo isso será bom para o défice.
É pornograficamente obsceno os bancos pagarem menos impostos que as outras empresas, é profundamente injustos. O que não pagam os banqueiros, gera um buraco nas contas do Estado e quem o paga são os funcionários públicos e os reformados.

O governo deu mais mil milhões de euros aos grandes capitalistas, com a pornográfica redução do IRC (com o sinistro apoio do PS). Um desses capitalistas a quem foi dado dinheiro pelo governo (com o apoio do PS), Belmiro Azevedo, ainda teve o descaramento de dizer que os salários deviam ser miseráveis, miserável foi o aumento dos seus lucros com a redução do IRC.

«O novo corte nas pensões, que no próximo ano irá substituir a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), será definido com base em indicadores económicos e demográficos. O Governo tem em cima da mesa vários cenários e simulações para decidir quais os critérios que devem determinar os "ajustamentos" a fazer nas pensões da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações, tendo por base a experiência levada a cabo noutros países. A intenção é convencer o Tribunal Constitucional (TC) de que não se trata de mais uma medida puramente orçamental e dar o primeiro passo de uma reforma mais profunda, remetida para depois de 2015.


Os resultados desta ponderação, assim como a revisão dos suplementos salariais pagos aos funcionários públicos, vão constar no Documento de Estratégia Orçamental (DEO), que na segunda-feira será discutido em Conselho de Ministros extraordinário.» (In jornal «Público» net)

Por este caminho algumas reformas, diminuindo todos os anos, ao fim de alguns anos estarão em metade.


«Números de terror

Por Eduardo Oliveira Silva

Os que se conhecem são assustadores e os que aí vêm podem ser piores
A realidade manda concluir, como neste espaço se fez muito antes do congresso do PSD, que o país até pode estar melhor em termos de contas gerais mas as pessoas estão a viver muito pior, o que é um drama enorme.

A catadupa de números e estudos que vão surgindo dá conta do inexorável caminho de empobrecimento que Portugal vem seguindo, fazendo com que declarações como as de Luís Montenegro assegurando que não haverá mais cortes nos salários sejam uma triste mentira, pois existe a intenção de reduzir a massa salarial da função pública, indo agora aos chamados suplementos. Aguardemos para ver quem são os profissionais afectados.

Escaldados como estão, os portugueses ouvem estas coisas e distanciam-se ainda mais da política e dos seus protagonistas. E por isso não se pode estranhar que já haja sondagens a indicar que a abstenção nas europeias deve ir a 60 por cento, o que desvirtua a representação democrática.

Mas há mais números de arrepiar. Um deles diz que os juros que estamos a pagar e que integram a célebre dívida de 130% do PIB atingiram 761 milhões só em Janeiro e Fevereiro, havendo, apesar disso, quem ache irresponsável que se aponte para a reestruturação dessa dívida.

Para que o país não rebente, vai valendo uma execução orçamental razoável assente no facto de os portugueses terem levado em cima com um aumento de 36% de IRS, não contando todos os outros aumentos de impostos e os que foram inventados, como a CES dos reformados.

Lentamente, há um clima recessivo que volta a tomar conta do país, como se pode notar pelo arrefecimento do discurso optimista que há um mês ainda caracterizava o governo. Nessa altura, até o circunspecto Pires de Lima se entusiasmou e invocou um milagre económico de que ele era o único vidente, já que o próprio Passos Coelho não tinha fé nele. Perante este quadro, não admira que todos os portugueses que possam continuem a debandar e que até os alunos do terceiro ciclo já pensem maioritariamente em emigrar.

Voltando aos números, importa não esquecer que muitas das contas do Orçamento que está em execução dependem de medidas sobre as quais o Tribunal Constitucional ainda vai ter de se pronunciar antes do fim do programa de ajustamento e da saída da troika. Estão em causa cortes salariais, complementos de reforma em empresas públicas e o agravamento da CES, aos quais haverá que juntar no ano que vem outros 2 mil milhões rumo aos 2,5% de défice acordados com a troika e que estão plasmados no Documento de Estratégia Orçamental (DEO) que vai voltar a ser analisado pelo governo na segunda-feira que vem.


Em Portugal tudo se tem resumido a austeridade reforçada, e não se vê como inverter este ciclo infernal. Sobra o optimismo do Banco de Portugal, que antevê um crescimento de 1,2%, contra os 0,8% que tinha anunciado. Com revisões desta dimensão, talvez a instituição tenha também passado a acreditar em milagres, o que não é manifestamente o caso. A explicação é mais simples e mais grave: a previsão ignora os efeitos dos cortes reforçados que o DEO comporta. Não há realmente maior cego que o que não quer ver.» (In jornal «i» net)

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