sexta-feira, 21 de março de 2014

FASCISTAS, TROTSQUISTAS, EX-MAOISTAS E SIMPATIZANTES TODOS DO MESMO LADO NA QUESTÃO DA CRIMEIA


Sociologicamente, o Bloco de Esquerda é a expressão de uma classe média endinheirada (também chamada de classe média alta), que tem ideias de Esquerda. Não tendo uma matriz ideológica coerente, resvala, por vezes, para posições que indignam parte da Esquerda.
O BE é abertamente racista, não pode com os negros e era apoiante do regime do Apartheid da África do Sul, e da prisão de Nelson Mandela. Recusou cumprimentar o presidente da República de Angola, por ser negro. Era apoiante do representante do Apartheid sul-africano em Angola Jonas Savimbi. O trotsquista Francisco Louçã, à boa maneira do Far-West, no programa «Tabu» às 22 horas na SIC Notícias, utiliza o ideia do «PROCURA-SE VIVO OU MORTO» do Far-West, apresentando as fotografias de uns quantos negros, só lhe faltando dizer, explicitamente, «PROCURA-SE VIVO OU MORTO».

Quanto à questão da Crimeia o Bloco de Esquerda tem uma posição igual à de Berlim, à da União Europeia, à de Durão Barroso, à da NATO e à dos fascistas ucranianos.

«Crimeia: anexação ou decisão democrática?

A melhor forma de combater os ministros fascistas do governo ucraniano não é, seguramente, através de um ato imperial.

OPINIAO | 19 MARÇO, 2014 - 21:25 | POR LUÍS LEIRIA

Putin anunciou o retorno da Crimeia à Grande Mãe Rússia em plena Praça Vermelha, numa cerimónia de exaltação patriótica: "A Crimeia será sempre uma parte inseparável da Rússia", afirmou. Ponto Final.

Difícil seria imaginar um cenário mais apropriado para aquilo que ficou consumado naquela cerimónia: a anexação da Crimeia à Rússia, num ato imperial de Moscovo contra a Ucrânia. Os interesses vitais da Federação Russa – leia-se a base naval russa de Sebastopol e o acesso ao Mar Negro – foram garantidos à bruta e com uma rapidez assinalável. Sem aquele porto, o poder naval da Rússia ficaria comprometido, por isso o Kremlin decidiu resolver a questão de uma vez por todas.

Referendo democrático?

No mesmo discurso, o presidente russo afirmou que o referendo de domingo decorreu "em total acordo com os procedimentos democráticos e com as normas legais internacionais", invocando o único facto que pode disfarçar a anexação pura e dura. Mas vejamos: é democrático um referendo que bateu todos os recordes de rapidez? Recordemos: Ianukovitch foi destituído em 22 de fevereiro, o Parlamento da Crimeia convocou o referendo cinco dias depois; inicialmente marcado para dia 25 de maio, foi sucessivamente antecipado para 30 de março e finalmente para 16 de março. E ainda antes da sua realização, no dia 11 de março, o mesmo Parlamento proclamou a independência da Crimeia. Que condições de debate teria quem quisesse se opor a este rolo compressor?

Por outro lado, que condições de democracia pode ter um referendo que se realizou sob ocupação militar da Rússia? Ah, sim: oficialmente, as tropas russas que policiaram a capital no dia do referendo não eram tal – eram “forças de autodefesa”. Também não eram tropas russas as bem armadas forças que cercam ainda, com um arsenal bélico de tanques e veículos de matrícula russa, todos os quartéis do exército ucraniano. Isto é o que diz Moscovo. Alguém pode levar a sério esta afirmação?

O precedente Kosovo

O governo russo alega que o referendo e a proclamação da independência da Crimeia são tão legítimos quanto a proclamação da independência do Kosovo, em fevereiro de 2008, legitimada por Washington e muitos países da União Europeia, entre os quais Portugal. Nisso tem razão. Depois de dar cobertura à independência do Kosovo em relação à Sérvia, Washington não tem autoridade para criticar agora a proclamação de independência da Crimeia.


Mas Putin também não tem autoridade para invocar o precedente do Kosovo, porque foi ele mesmo, na época, declarou que "o reconhecimento da independência do Kosovo seria ilegal e imoral". Ora se a independência do Kosovo era ilegal e imoral, a da Crimeia também o é -- que se saiba, Putin não mudou de posição. Por isso, invocar esse precedente agora é mostra do mais rematado cinismo.» (In «Esquerda net»)

(Nikita Krutchov)
Aparentando ignorar a História do marxismo-leninismo o jornal oficial do BE ignora ou faz de conta que ignora, o golpe de Estado do ucraniano Nikita Krutchov na URRS, através do qual retirou a Crimeia à RSS da Rússia e a entregou à RSS da Ucrânia, em 1954. E também ignora a posição de Gorbatchov.


«Gorbachov diz que referendo na Crimeia "corrigiu erro histórico"
por Lusa, texto publicado por Paula Mourato
O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, apoiou hoje o referendo de domingo na Crimeia, onde uma ampla maioria da população se manifestou a favor da união com a Rússia, ao considerar que corrige um erro histórico.
"Se antes a Crimeia foi incorporada na Ucrânia em conformidade com as leis soviéticas, isto é, segundo as leis do Partido [Comunista da URSS], sem consultar a população, desta vez o povo corrigiu aquele erro", disse Gorbachov à agência noticiosa russa Interfax.
O último líder soviético, com 83 anos, acrescentou que "esse ato tem de ser saudado e não devem ser aplicadas sanções", numa referência às pressões que os países ocidentais pretendem exercer sobre Moscovo, e ao não reconhecimento da legitimidade da consulta popular na república autónoma ucraniana.
A estratégica península, banhada pelo Mar Negro, foi cedida à Ucrânia em 1954 pelo então líder soviético Nikita Khrushchev, quando a Ucrânia e a Rússia integravam a URSS.» (In «Diário de Notícias» net)

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