quarta-feira, 19 de março de 2014

CONTRA O MANIFESTO DOS 70


Paulo Rangel um arrivista sem escrúpulos, para o qual o PSD é um trampolim, como foi para muitos outros, tem agora a seu lado um comunista «arrependido», Vital Moreira, que também virou arrivista. É curioso como ambos estão do lado do Capital contra o Trabalho e do lado da Alemanha contra Portugal.

Muitos reformados da Função Pública não foram à falência familiar, porque o Tribunal Constitucional não permitiu. Paulo Rangel e Vital Moreira lamentam que esses reformados da Função Pública não tivessem ficado a passar fome. O que eles dizem, traduzido para português corrente é isto.
Quem quiser analisar a crueldade dos defensores do retrocesso civilizacional em curso na Zona Euro (entre os quais estão Paulo Rangel e Vital Moreira) deve ler a «Bíblia» da Direita Europeia, que é o «Mein Kampf» de Adolf Hitler. No «Mein Kampf» está bem clara a crueldade da Direita Europeia, está bem clara a insensibilidade total e absoluita da Direita Europeia relativamente ao sofrimento que causa a terceiros. A insensibilidade manifestada por Adolf Hitler era baseada nas suas convicções, a insensibilidade dos defensores do retroceso civilizacional na Zona Euro é baseada nas suas convicções.
As posições de Paulo Rangel e de Vital Moreira inserem-se na humilhação financeira (que dói muito) e intelectual que os defensores do retrocesso civilizacional na Zona Euro estão a impor aos portugueses.

«Como vimos, Paulo Rangel defende que já existe uma constituição europeia informal, enquanto Vital Moreira defende que esta já está escrita e tudo. Rangel defende que o manifesto sobre a reestruturação da dívida é “inoportuno”, enquanto Vital defende que é “infundado e intempestivo”. Isto está tudo ligado.

Como disse ontem o banqueiro, “líder do Finantia”, António Guerreiro ao Negócios, com toda a confiança dos que se vêem estruturalmente no poder cá dentro, graças às forças lá de fora: “Qualquer governante no poder seja ele socialista ou da força existente, rapidamente, com duas ou três viagens a Bruxelas, a Frankfurt ou a Berlim será relembrado do que tem de ser feito.” Passos foi ontem a Berlim receber a enésima consideração pelo que está a fazer a Portugal. Tudo mesmo ligado.

A questão é clara (e as ideias e os interesses que respondem de uma forma ou de outra também): obedecer ou desobedecer? No fundo, as futuras eleições serão só sobre isto. Apesar de toda a ofuscação, as respostas começam, lentamente, demasiado lentamente, a clarificar-se. E as suas implicações também.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

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