sábado, 15 de março de 2014

AS SS DO REGIME FASCISTA DA UCRÂNIA ESTÃO A SER RECRUTADAS E TREINADAS


«Junta fascista de Kiev censura canais russos, prende inimigos políticos e tenta criar uma guarda pretoriana. Batalha campal em Donetsk. Referendo na Crimeia e protestos por todo o Sudoeste no fim de semana.


Manobras Fascistas

A junta fascista de Kiev (para quem ainda tem dúvidas ver aquiaqui, aqui aqui) na tentativa de controlar o sudoeste do país ordenou a prisão de vários adversários políticos:
  • Pavel Gubarev, o “governador do povo” de Donetsk (aqui e aqui).
  • Mykhaylo Dobkin, ex-governador da região de Kharkov que iria ser candidato às eleições presidenciais previstas para 25 de Maio (aqui).
  • Hennadiy Kernes, presidente do município de Kharkov, apesar de ter “virado a casaca” o novo regime colocou-o sob “night-house arrest”, presumo que seja prisão domiciliária durante o período nocturno (aquiaquiaqui e aqui).
  • Oleksandr Kharytonov, o “governador do povo” de Lugansk (aquiaqui, aqui aqui).
  • Alexander Mamaya, presidente da Câmara de Poltava (aqui e aqui)
  • Aqui está uma lista das operações que os serviços secretos da Ucrânia têm levado acabo (relembro que neste momento quem dirige estes serviços são neo-nazis).
Para além destas acções com uma pseudo cobertura “legal”, têm ocorrido uma série de outros incidentes violentos dirigidos aos inimigos do novo regime fascista:
Na junta de Kiev todas as posições que têm a ver com a defesa, segurança e serviços secretos (incluindo a procuradoria) estão nas mãos de nazi-fascistas. A recente decisão de formar uma nova “Guarda Nacional” não é nada inocente (aquiaquiaquiaqui e aqui). Ou seja, os nazis estão a preparar-se para fazer uma limpeza geral no exército (que não controlam) e transformá-lo numa eficaz guarda pretoriana do novo regime.
Mais, a junta fascista decidiu também cancelar as emissões de vários canais russos na Ucrânia (aqui e aqui). Para além disso, jornalistas Russos foram impedidos de assistir à conferência de imprensa do pseudo primeiro ministro Ucraniano e de Obama em Washington (aqui).

A resistência anti-fascista

Apesar de tudo isto a resistência anti-fascista continua. Em Kharkov, na terça dia 12, o comício do Klitschko foi interrompido por anti-fascistas (aqui e aqui) que atiraram ovos e petardos a esse agente do imperialismo Alemão (aqui e aqui). Quinta-feira dia 13, uma grande manifestação teve lugar contra a junta fascista de Kiev e contra a prisão de Kernes e Dobkin (aqui aqui).
Em Lugansk, apesar das tentativas de intimidação, na sequência da grande manifestação de Domingo passado, os anti-fascistas ocuparam a praça central da cidade, onde o “governo popular” operou a partir de uma tenda (ver reportagem da BBC). Existe um vídeo que dá uma fantástica perspectiva de como os manifestantes filo-fascistas pró-UE foram varridos em Lugansk (ver aqui).
Em Donetsk a prisão de um dos líderes do movimento parece não ter arrefecido os ânimos (reportagens após as grandes manifestações anti-fascistas do fim de semana passado aqui eaqui). Aliás, quinta-feira à noite (dia 13) houve uma manifestação fascista que foi rapidamente posta em cheque por uma contra-manifestação anti-fascista mais numerosa (aqui). Apesar do forte contingente policial que separava ambas as manifestações, após algumas provocações houve uma batalha de rua, há vários feridos de ambos os lados e houve um ou mais mortos, consta que um dos mortos era um nazi militante do Svoboda (aquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaqui,aquiaquiaqui e aqui). É a primeira vítima mortal dos confrontos que estão a ter lugar a leste e a sul, nada que não fosse previsível dada a escalada do conflito (ver artigos anteriores aquiaquiaquiaqui e aqui).
Nazis do "sector de direita" corridos à porrada de Donetsk
Nazis do “sector de direita” corridos à porrada de Donetsk, quinta dia 13 à noite
Como em qualquer situação deste género é difícil saber exactamente o que aconteceu e cada lado “puxa a brasa à sua sardinha”. De qualquer das formas, do cruzamento das várias fontes, da análise das fotografias e baseado em eventos semelhantes ocorridos anteriormente é possível concluir o seguinte: vários “manifestantes” do lado da junta de Kiev vieram de autocarro; os fascistas estavam equipados com gás pimenta e preparados para a porrada (inclusive com algo parecido a espingardas de paint ball e/ou shotguns para atirar gás lacrimogéneo); tinham uma braçadeira geralmente utilizada pelo sector de direita;  um dos manifestante que morreu era militante do Svoboda (partido nazi); os nazis levaram uma arraial de porrada e eram em número inferior aos anti-fascistas; os oligarcas colocam-se decididamente ao serviço da junta fascista, ou vice versa (aqui).
Sobre a situação na Crimeia este documentário dá uma ideia de como o referendo que irá ter lugar no próximo fim de semana e de como o movimento pró-russo/anti-fascista tem as suas raízes na vontade de grande parte da população local. Ou seja, o movimento anti-junta fascista de Kiev não é uma mera manobra de Putin ou do “imperialismo Russo”. Claro que a Rússia irá aproveitar ao máximo a desestabilização na Ucrânia para marcar pontos. Claro que à Rússia não interessa uma Ucrânia com bases da NATO e economicamente dominada pelo FMI e a UE. No entanto, quer a intervenção na Crimeia, quer uma potencial intervenção no leste e do sul por forças Russas, não será uma manobra imposta às populações locais, não será uma ocupação… Antes pelo contrário, por uma grande parte da população tais movimentações serão vistas como uma libertação.
Devo acrescentar que se as forças Russas não tivessem actuado na Crimeia a situação nessa península seria muitíssimo mais caótica. Em Sevastopol e na Crimeia só não começou uma guerra civil aberta entre milícias anti-fascistas e gangs nazis, porque as forças russas entraram em força e desencorajaram qualquer tentativa de acção fascista.

A Rússia

É sob este pano de fundo que surgem relatos que tropas Russas estão a concentrar-se junto a várias regiões do leste que estão em rebelião contra a junta fascistade Kiev (aquiaqui e aqui).
Uma intervenção de tropas Russas no leste e sul da Ucrânia teria consequências muito mais imprevisíveis do que a intervenção na Crimeia. Enquanto na Crimeia a intervenção Russa impediu uma escalada na violência, uma intervenção no leste e no sul irá desencadear uma guerra civil, com a Rússia e a NATO à mistura.» (In blog «5 Dias net»)

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