sábado, 15 de março de 2014

A POLÍTICA DE EMPOBRECIMENTO DA MAIORIA DOS PORTUGUESES, DITADA POR BERLIM


Cavaco Silva vetou o aumento da contribuição dos funcionários públicos, no activo e reformados, para a ADSE. Passos Coelho enviou o diploma para o Parlamento sem qualquer alteração, afrontando, frontalmente Cavaco Silva.
Enquanto presidente da República Cavaco Silva, colou-se demasiado ao governo de Passos Coelho, salvo algumas excepções, como a atrás referida, e assim a ideia que passa é a de que quem tem o máximo poder em Portugal é Passos Coelho e não Cavaco Silva, porque Passos Coelho já não o respeita. Cavaco Silva até tinha demitido ou pressionado a demitirem-se os seus dois conselheiros que assinaram o Manifesto contra a austeridade, conhecido por Manifesto dos 70 (por ter 70 subscritores) no próprio dia em que o referido Manifesto foi, oficialmente tornado público.
Os autores do blog «Ladrões de Bicicletas», um conjunto de economistas, admiram-se com o alinhamento, claríssimo, do «Jornal de Negócios» com Passos Coelho.
«A história de como o ‘manifesto anti-70’ pôs o Ritz a aplaudir o primeiro-ministro. Apetece-me voltar ao Ritz, sendo que o Pedro Santos já disse o essencial sobre a irresponsabilidade de uma linha editorial que, sejamos optimistas, transformou temporariamente o Negócios num instrumento de combate ideológico. Mas mais importante do que o alinhamento de grande parte da imprensa é a enésima confirmação de que parte da força deste governo ao serviço das fracções mais financeirizadas do capital está hoje lá fora, nos representantes políticos dos credores, os que não querem ouvir falar de reestruturação por iniciativa dos países devedores. É por esta e por outras que a desobediência nacional é essencial. O resto é a tropa-fandanga de sempre – de Teodora Cardoso do grupo do façam força que eu gemo, agora num Conselho das Finanças Públicas absolutamente desnecessário, estando para lá de toda a realidade dos efeitos recessivos da austeridade e dos efeitos positivos pelo menos da sua contenção, “Portugal precisa de fazer mais do que a Europa pede”, a Catroga, à sua sinecura na EDP e às suas boçalidades económicas. As forças sociais e ideológicas, com várias escalas, que suportam o governo são transparentes e têm ainda demasiada força política. É preciso insistir: esta alquimia entre força interna e dependência externa é o melhor que esta gente alguma vez arranjou.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»

Vivemos uma época trágica para a maioria dos portugueses oprimidos, saqueados e humilhados intelectualmente por um poder injusto e boçal, às ordens de Berlim.
Até a Esquerda aderiu ao vocabulário dos germanófilos, ao usar a palavra austeridade (como Berlim quer) em vez de empobrecimento.
Em Portugal está a haver uma transferência de riqueza da maioria da população para a pequena minoria da alta burguesia e dos seus lacaios.
Na Zona Euro está a haver uma escandalosa transferência de riqueza da maioria dos países para a Alemanha. Berlim está a ganhar muito dinheiro com a crise da Zona Euro. É muito difícil aceitar que todos os traidores que governam os países da Zona Euro se tenham submetido à Ditadura de Berlim, que ditou a regra do défice dos 3%.

A Direita anuncia mais 20 anos de política de empobrecimento, de maneira profética. A Direita, às ordens, de Berlim resolveu adivinhar o futuro. Será que na França e na Itália a classe política do poder será sempre composta por traidores nos próximos 20 anos? Será que o Reich dos Vencidos com capital em Berlim irá durar mais vinte anos? Berlim falha muito as previsões, em 1914 Berlim achava que ganharia a I guerra Mundial e em 1918 capitulou, em 1939 Berlim achava que ganharia a II Guerra Mundial e menos de seis anos depois capitulava sem condições.


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