quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

MIRÓ E A QUADRILHA DO PASSOS COELHO


A quadrilha do BPN apreciava as pinturas surrealistas de Miró e a quadrilha do Passos Coelho não. É curioso, porque ambas as quadrilhas pertencem ao mesmo partido.
Antes da invenção da fotografia, para avaliar a qualidade de um pintor eram muito importantes o realismo do desenho e o realismo das cores.
A primeira fotografia conhecida e comprovada é de 1826, do inventor francês Joseph Nicéphore Niépce, apresentada a seguir:



A partir dos finais da década de 1880 a fotografia popularizou-se, a preto e branco, e era considerada uma arte autónoma.
A primeira fotografia a cores foi tirada em 1861 por James Maxwell e é apresentada a seguir:


Aos artistas da pintura coloca-se um novo desafio, que era criarem algo, que fosse diferente das fotografias.
A primeira exposição impressionista em 1874, em Paris, representa uma ruptura com a pintura dita de fotográfica. O conceito impressionismo deriva do quadro do atrista francês Claude Monet  «Impressão Sol Nascente», relevante na atrás referida exposição de 1874, apresentado a seguir:



Em 1924 o intelectual francês André Breton publicou o «Manifesto do Surrealismo», que teve grande impacto na literatura, na escultura e na pintura.
O surrealismo pretende fugir à realidade e exprimir os sonhos, nomeadamente na pintura.
Joan MIRÓ i Ferrà (Barcelona, 1893 – Palma, 1983) foi um pintor, escultor, gravador e ceramista dos mais conceituados do surrealismo.


(Joan MIRÓ, escultura em bronze pintado «A Carícia de Um Pássaro», 1967, Barcelona)


               (Joan MIRÓ, pintura «Carnaval de Arlequim», 1924 – 1925)


A quadrilha do Passos Coelho não percebe nada de arte, nem sequer percebe que as pinturas de um artista consagrado valorizam com a passagem do tempo e que há turistas instruídos no ramo da pintura, que podem visitar cidades portuguesas para poderem ver obras de Miró.

A quadrilha do Passos Coelho tentou sem êxito vender, em Londres, uma colecção de pinturas de Miró.

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