sábado, 15 de fevereiro de 2014

AS INJUSTIÇAS CRUÉIS DA DUPLA PASSOS COELHO - PAULO PORTAS


Já aqui falámos da viragem à direita da «Internacional Socialista», mas o PSD de Passos Coelho e o CDS/PP de Paulo Portas são muito piores do que o PS, seja quem for o líder.
A mais perigosa viragem à direita da «Internacional Socialista» manifestou-se no PSF, porque a França é o país mais poderoso para enfrentar a Alemanha.
Convém recordar que a iniciativa da criação da moeda euro partiu da França e a Alemanha mostrou-se mesmo muito pouco interessada. Para ultrapassarem o desinteresse da Alemanha os franceses cometerem o erro de deixarem a Alemanha criar a arquitectura legislativa da moeda euro e do falso «Banco Central Europeu». Ora os alemães criaram uma Zona Euro como lhes convinha, pelo que têm vindo a ganhar muito dinheiro com a crise da Zona Euro.
A Zona Euro não tem um Banco Central verdadeiro. Se tivesse, emprestava dinheiro directamente aos Estados da Zona Euro e parte da dívida da Zona Euro seria mutualizada, haveria os chamados «eurobonds».
Passos Coelho e Vítor Gaspar e Paulo Portas são mais que fundamentalistas do neoliberalismo, são traidores. Governaram a favor dos interesses da Alemanha contra os interesses de Portugal.
Vítor Gaspar já saiu do governo, mas enquanto lá esteve, tentou anular os direitos do factor Trabalho e aumentar os privilégios do Capital.
Vítor Gaspar considerou a Constituição portuguesa um estorvo e governou, frontalmente, contra ela, com todo o apoio de Passos Coelho.
Passos Coelho ganhou as eleições a mentir. Uma das mentiras usadas mais marcantes foi ter afirmado que não cortaria os subsídios de férias e de Natal. Paulo Portas é um irrevogável mentiroso. A palavra destes dois indivíduos não vale nada. Mentir, para eles, é uma estratégia.
O programa de governo de Passos Coelho e do irrevogável Portas é empobrecer a maioria dos portugueses.
Ao abolirem 4 feriados criaram 4 dias de trabalho escravo, porque trabalho não pago é trabalho escravo.
A Constituição portuguesa diz que para rendimentos iguais impostos iguais. Os impostos são sobre o rendimento e não sobre a cor da pele ou outra discriminação parecida. Passos Coelho e Portas criaram um imposto só para reformados e pensionistas o que vai contra a norma constitucional de impostos iguais para rendimentos iguais. Se um português se reforma vai pagar um imposto extra que outro no activo com rendimento igual não paga.
Os funcionários públicos ficaram com o salário reduzido e ainda têm que trabalhar mais horas.
Os patrões passaram a pagar menos IRC. Houve uma transferência directa de riqueza do Trabalho para o Capital.
Uma das obsessões de Coelho e Portas é facilitar os despedimentos, para aumentarem a insegurança dos assalariados.
A baixa dos salários dos funcionários públicos levou a uma baixa, por contágio, dos salários do sector privado.
O retrocesso civilizacional operado por Coelho e Portas visa oprimir o factor trabalho e  enriquecer ainda mais os capitalistas.
Depois, a gestão dos dinheiros públicos é escandalosa. Sacam dinheiro aos funcionários públicos e aos reformados para darem, a fundo perdido, 155 milhões de euros a empresas privadas de ensino, de compadres seus. Deram ainda dinheiro extra ao Mota da Mota-Engil e ao «Pingo doce», que ainda por cima paga os impostos na Holanda.
As contas da ADSE são secretas, são ‘segredo de Estado’. O que ocultarão eles?
Em última análise a política do Coelho e do Portas fabricou falências de empresas, desemprego em larga escala (24,2% o desemprego real), empobrecimento da maioria dos portugueses, pobreza, miséria, fome e morte por ausência de cuidados médicos.
A precarização do trabalho é também uma bandeira deste governo.
A baixa de salários na função pública + o desemprego tiveram uma grande influência na baixa de salários no sector privado. O mercado interno empobreceu imenso aumentando as falências de empresas que viviam desse mercado interno.
Depois empresas lucrativas foram privatizadas só por serem lucrativas, embora algumas fossem estratégicas e monopolistas como a REN e os CTT.

Este retrocesso civilizacional que está a ser operado em Portugal é a aplicação do neoliberalismo.

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