sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O ELOGIO DO SADISMO E DO MASOQUISMO

«Não fale do que não sabe! A única vergonha que existe aqui é existirem pessoas como você que pensam que nós sabemos o que aconteceu! Faço parte da praxe e com muito orgulho e não não sabemos porque razão foram para a praia isso só o rapaz que sobreviveu sabe! se não consegue perceber isso então ao menos pense naquilo que diz e no quanto isso magoa a familia e amigos que perderam aqueles que amavam. Pense bem nisso porque se realmente soubesse-mos o que aconteceu eramos os PRIMEIROS a falar, a querer justiça! Mas não gostamos de especular coisa que você e as pessoas ignorantes que fazem comentários como você andam a fazer.» (Comentário de uma tal Clara no blog «Aventar»)

A tal Clara também podia aprender a colocar vírgulas e acentos.  A «nova “normalidade”» dos neoliberais, em parte, é isto, chamam praxes «académicas» aos rituais de submissão do fascismo e do nazismo.

CRÍTICAS À QUADRILHA QUE GOVERNA PORTUGAL

"Leituras


«Cortes tão acima da média reflectem uma escolha. Uma decisão política. Uma prioridade negativa. (...) Esta decisão define claramente uma linha estratégica de desenvolvimento. Uma linha em que em vez de se apontar para um reforço da competitividade pelo reforço da capacidade de inovação do país, se despreza este factor chave para a evolução da produtividade, deixando o país entregue à triste alternativa de ser competitivo apenas com base no controlo dos custos salariais. Esta opção é assim consistente com a política de baixos salários, já não como um dos pilares, mas como o pilar único de competitividade do país. (...) A opção pela redução do investimento em ciência a níveis muito superiores aos da redução geral da despesa é também uma opção ideológica. Parte da ideia de que o Estado não tem nenhum papel a desempenhar no desenvolvimento económico, assente numa visão de que o crescimento é apenas feito pelas empresas.»

Manuel Caldeira CabralDesinvestimento na ciência: uma prioridade do actual Governo

«Nuno Crato incentiva a mediocridade. O título da entrevista do presidente da FCT, que o ministro da Educação tutela, é toda uma tese de doutoramento. Diz ele: "Queremos que a ciência esteja cada vez menos dependente do Orçamento do Estado." Cá está o liberalismo de pacotilha: tudo o que é Estado é horrível, tudo o que é privado é o nirvana. Não importa ao dr. Seabra que os grandes avanços científicos que abriram caminho a coisas tão prosaicas como a internet, o GPS, a nanotecnologia - isto é, o iPhone, o iPad, medicamentos espantosos e outras maravilhas da economia privada - tenham na sua origem investigação paga e dirigida por dinheiro público. (...) Silicon Valley e os míticos empreendedores de garagem existem, sim, mas em regra beneficiam do esforço incremental que foi (é) desenvolvido por universidades e laboratórios financiados pelos impostos.»"
(Cit. in blog «Ladrões de Bicicletas»)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

AS PRAXES ACADÉMICAS TÊM UMA IDEOLOGIA, SÃO IDEOLOGICAMENTE DE DIREITA E REVELAM O DOMÍNIO DO PENSAMENTO DE DIREITA NAS UNIVERSIDADES


«Há mar e mar mas a praxe é sempre a mesma

Não alimento a ideia de que o trauma de um acidente, mesmo que se venha a confirmar que tenha ocorrido durante uma praxe, seja o melhor para combater a praxe. Lembra-me sempre a propaganda contra o consumo de droga, que insistia que os aliciadores à porta da escola a impingiam e que a prova dos charros só se acabava no esgoto da heroína. É uma faca de dois gumes, como já terá concluído quem viu a turba de praxistas que aproveitaram para vir a terreiro dizer que a praxe a sério é outra coisa mais linda. A praxe que sempre combati é a praxe exercida no quotidiano, sobre alunos recém-chegados à universidade e a que arregimenta para a obediência do primeiro ao último dia do percurso académico.
Combater a praxe com os seus exemplos mais extremos, ou com acidentes que podem ocorrer até em actos de celebração sem qualquer hierarquia, mais não faz do que legitimar a praxe alegadamente inócua, a praxe de todos os dias e, na boca de quem a defende, a praxe romântica, tradicional e inofensiva. É a pior delas todas. O jantar do primeiro dia com os dedos, a gritaria, a recuperação sexualizada das brincadeiras da pré-adolescência, as infindáveis reuniões para angariação de fundos, os peditórios, o recreio repetitivo e disparatado, a bênção das pastas, a ida à lida do touro, a queima do grelo e a degustação do nabo, enfim, toda a rotina nauseabunda que alimenta o espectáculo de circo é o garante fundamental do papel social do fenómeno. Contrapor a isto o acaso, a tragédia eventual, o incidente, é a melhor receita para desvalorizar o que me parece central no assunto, que é a pulsão, sempre inquietante, para a servidão voluntária.

Nos tempos de Coimbra, entre as lutas contra a guerra e as propinas, lá se caçavam umas trupes para se salvar pelo menos uma parte da caça fascista. Algumas, poucas, agradeciam, e aproveitavam o salvo conduto para ir mais cedo rever a matéria dada. Outros, absolutamente maioritários, dispunham-se fisicamente a lutar pelo direito a serem humilhados. Não raras vezes virei costas, desejando, explicita ou implicitamente, que o sujeito fosse praxado com o dobro da intensidade. Hoje, confrontado com o que se escreve sobre o Meco, não desejo nem deixo de desejar rigorosamente nada, mas não perdi o habito de virar as costas a quem, sem uma arma apontada à cabeça e com deleite, se entrega, desprovido de inteligência, à acefalia da obediência.» (In blog «L' OBÉISSANCE EST MORTE»)

A TRANSFERÊNCIA DE RIQUEZA DO TRABALHO PARA O CAPITAL

Pregar uma moral aos portugueses, que devia ser pregada aos holandeses, é a hipocrisia de Alexandre Soares dos Santos do «Pingo doce», que paga os impostos na Holanda, tal como Belmiro Azevedo, ambos líderes da Direita portuguesa.
Um dos segredos de Estado de Passos Coelho são as contas da ADSE, que são secretas. Há quem diga que a ADSE dá lucro e não prejuízo. Onde está a contabilidade da ADSE? Onde estão as contas da ADSE? Esta opacidade mafiosa é um sinal dos tempos que correm.
E a hipocrisia da alta burguesia faz parte do folclore do século XXI.

«Beneficiários

O nosso problema é dinheiro. Somos tesos e estamos falidos. O Estado está demasiado presente na vida dos portugueses e das empresas. Esta é uma das minhas minha preferidas: os portugueses vão ter que decidir se querem uma sociedade socialista ou capitalista. Sempre Alexandre Soares dos Santos, claro: “A Sociedade Francisco Manuel dos Santos SGPS foi a empresa privada que recebeu mais benefícios fiscais relativos ao ano fiscal de 2012, com 79,9 milhões de euros.”

Entretanto, ficámos a saber que o Estado garante 53,8% das receitas da Espírito Santo Saúde, liderada por Isabel Vaz, a que um dia reconheceu que melhor negócio do que a saúde só mesmo a indústria de armamento. Recupero a pertinente análise recente de Manuel Esteves: “O que levou o Governo, sempre tão diligente no cumprimento do memorando da troika, a evitar cortes nos benefícios prestados pela ADSE não foi a saúde dos funcionários, mas sim a saúde financeira dos grupos privados de saúde.” Os grandes grupos económicos estão sempre seguros, de facto.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A PISCINA INTEROR DO COLÉGIO PRIVADO DO AMÉRICO AMORIM SUSTENTADA PELO ESTADO E OUTRAS COISAS PARECIDAS

Amanhã vou abrir uma empresa privada, se o governo me pagar as despesas de manutenção, como faz com o colégio privado do Américo Amorim, e de outros mafiosos semelhantes.
«Ciência, educação e desperdício


1. Em recentes declarações à Antena 1, a secretária de Estado da Ciência, Leonor Parreira, afirmou que as pessoas deveriam estar informadas «de todos os mecanismos possíveis de atividade» e que, nesse sentido, não ficassem «estritamente concentradas num único mecanismo, que era o que existia até agora, que era a bolsa, que em boa verdade era um pseudo emprego». O que a governante não diz é que os cortes no financiamento da ciência, dos centros de investigação e de projectos científicos, levados a cabo pelo governo nos últimos dois anos, tiveram como consequência óbvia o afunilar dos ditos «mecanismos possíveis de actividade», empurrando os investigadores para as bolsas de formação avançada (o tal «pseudo emprego»), que acabaram de sofrer a amputação que se conhece. De facto, uma parte do acréscimo recente da «procura» (só entre 2011 e 2012 o número de candidatos a bolsas de doutoramento e pós-doutoramento aumentou 42%), reflecte os impactos da asfixia financeira imposta ao financiamento de centros e de projectos de investigação.


2. Para se ter uma ideia do desinvestimento que está em marcha - e do seu significado em termos de desperdício de potencial humano e de prejuízo para a capacitação do sistema científico português - basta olhar para o numerus claususdo último concurso de bolsas individuais de formação avançada (doutoramento e pós-doutoramento). Em média, na escala de notação de candidaturas (1 a 5), apenas os candidatos com classificações superiores a 4,4 obtiveram bolsa. E em nenhuma das áreas científicas consideradas essa média de notações inclui, para concessão de bolsa, valores que não superem os 4,3. O que explica a violenta redução do número de bolsas atribuído não é, de facto, uma suposta diminuição da qualidade das candidaturas, mas sim o torniquete financeiro aplicado na formação avançada de recursos humanos.
Não se pense, contudo, que o Ministério de Nuno Crato se encontra desprovido de «soluções técnicas» que lhe permitam apresentar este estrangulamento como sendo natural. Basta-lhe, na verdade, transpor para o domínio da formação avançada o procedimento adoptado no último concurso de projectos científicos, em que para se conseguir aprovação poderia já não bastar uma classificação de «excelente», sendo necessário atingir uma de duas novas categorias entretanto criadas: «marcante ou notável» e «excepcional».


3. A destruição dos progressos alcançados por Portugal nos últimos anos, em matéria de investigação científica, não resulta de nenhuma imposição da Troika: é apenas uma opção ideológica deste governo (e que contraria, aliás, o programa eleitoral com que Passos Coelho se alçou ao poder). De facto, a sintonia entre Nuno Crato e o ministro da Economia é, neste âmbito, perfeita: há ciência a mais para a economia retrógrada e subdesenvolvida que se deseja, assente em sectores de baixa intensidade tecnológica e condenada ao fracasso na arena da competitividade internacional. O investimento em ciência e na qualificação de recursos humanos é, para a actual maioria - e para a «economia real» de que falava Pires de Lima - um enorme desperdício.
Não fosse assim e seria muito fácil, para o ministro Nuno Crato, preservar a prossecução dos níveis de investimento, registados até aqui, na formação avançada de recursos humanos: bastaria cortar nas verdadeiras gorduras da educação, nomeadamente nas transferências orçamentais para os colégios e escolas privadas do ensino básico e secundário, que não servem, na esmagadora maioria das situações, nenhuma espécie de interesse público, muito pelo contrário.


De facto, como mostra o gráfico anterior, pode estimar-se que entre 2011 e 2013 o governo da maioria de direita gastou bastante mais em contratos com colégios e escolas privadas do ensino básico e secundário do que com bolsas individuais de doutoramento e pós-doutoramento. Aliás, bastaria uma redução substantiva nos encargos com os mais que dispensáveis Contratos de Associação para assegurar a ausência de cortes na formação avançada de recursos humanos. O governo poderia ter optado por evitar este obsceno desperdício? Sim, claro que podia, mas não era a mesma coisa.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

SCARLETT JOHANSSON VENDEU-SE À BARBÁRIE SIONISTA


Em 2014 tudo se vende, ou quase tudo. Neste caso a actriz norte-americana Scarlett Johansson vendeu-se a ela própria à selvajaria sionista, fazendo publicidade a uma empresa de judeus implantada em território roubado aos palestinianos com o apoio da NATO, especialmente dos Estados Unidos.

Os judeus foram buscar ao «Mein Kampf» de Adolf Hitler a teoria do espaço vital, que significa roubar territórios a outros povos por meios militares.


O presidente Carter dos Estados Unidos deu um golpe mortífero à teoria do espaço vital sionista ao obrigar os judeus a abandonarem o Sinai, acabando de vez com a ideia do Grande Israel. Depois de Carter, nenhum presidente dos Estados Unidos tentou manter na ordem os judeus.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

UMA ANÁLISE DA EUROPA PELA NOVA ESQUERDA TEÓRICA


«[…] Se olharmos para a Europa depois da Segunda Guerra Mundial, sem Turquia e Rússia, em 1945 a Europa foi cortada em duas por uma grande linha ideológica e política até 1989. Esta divisão entre Leste e Oeste determinou todo esse período da história do continente. Hoje a Europa está cortada também em dois, não é uma divisão ideológica com muros, espiões e exércitos, mas é uma divisão social, económica e cultural, em que o Norte da Europa drena os recursos do Sul da Europa. É, em termos marxistas, um desenvolvimento desigual, um processo ruinoso para a construção europeia. É óbvio que os pressupostos da construção europeia são também ideológicos, mas o princípio que se pressupõe, nessa reunião de povos tão diversos, é um mínimo de convergência em relação aos diversos interesses. Este processo não é feito de uma só vez, mas a partir do Tratado de Maastricht foi inscrito o princípio da livre concorrência sem entraves, e a Europa dotou-se de um princípio ideológico que tem um carácter tão totalitário como o que existia na União Soviética - é uma ideologia que se impõe sem discussão. Esta ideologia, como era momentaneamente do interesse dos países mais fortes como a Alemanha, foi imposta a todos - os franceses jogaram aí um papel catastrófico - até às suas mais extremas consequências.


Que tipo de consequências?

O postulado de partida está hoje em dia em ruínas: a construção europeia não aproxima os povos que fazem parte dela, mas tende a opô-los cada vez mais. Produz uma espécie de gigantesco corte que é legitimado por justificações e preconceitos: as pessoas dos países do Norte defendem que as do Sul viveram acima das suas possibilidades e as do Sul sublinham que as do Norte drenaram os seus recursos e funcionam como conquistadores. Se continuar desta forma, a Europa explode, sejam quais forem os meios usados para a sua continuidade. […]» (Étienne Balibar, in jornal «i» net)

O DELÍRIO DOS TRAIDORES


Os traidores que governam Portugal fizeram um plano de investimento estatal até 2020. Estes traidores esquecem-se que muito antes de acabar 2015 já terão desaparecido do governo, porque não acredito que os portugueses, na sua maioria, sejam tão estúpidos nem tão masoquistas como esses traidores pensam.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A ALEMANHA ACIMA DE TUDO


No dia 27 de Janeiro de 1945 o Exército Vermelho, às ordens de Estaline, libertou os prisioneiros da fábrica de matar pessoas alemã em Auschwitz, homens, mulheres e crianças de todas as idades, na sua maioria de religião judaica. Os alemães trabalhavam em Auschwitz com a mesma naturalidade com que trabalham numa fábrica de automóveis.
Os traidores que governam Portugal, às ordens de Berlim, sabem que enquanto os portugueses não estiverem como os prisioneiros de Auschwitz, Ângela Merkel e o SPD acham que a fome em Portugal pode continuar e ainda deve aumentar.


domingo, 26 de janeiro de 2014

NÃO HÁ UMA DEMOCRACIA OU UMA DITADURA, MAS HÁ DITADURAS E DEMOCRACIAS

Não sou adepto de qualquer tipo de ditadura, sou adepto da Democracia, mas não de qualquer tipo de democracia.



Actualmente há vários tipos de Democracia, desde a democracia dos Estados Unidos que exibe como exemplo «urbi et orbi» a tortura em Guantánamo e nas respectivas sucursais e que pratica a pena de morte com julgamento a nível interno e também pratica a pena de morte, sem julgamento, como no tempo da barbárie anterior à invenção do Direito pela República Romana, e as execuções são feitas de moto, segundo o modelo da Máfia da Sicília, e com aviões sem piloto chamados drones.
Há democracias onde as desigualdades sociais são maximizadas como em Portugal. No caso de Portugal o governo paga as despesas da piscina aquecida do colégio privado do Américo Amorim da cortiça e diz que não tem dinheiro (!!!), vai buscar os 155 milhões de euros, com que paga as despesas criminosas dos colégios privados dos acompadres, criminosamente indo ao bolso dos reformados.
Criminosamente, Teixeira dos Santos nacionalizou os prejuízos do BPN, mas não nacionalizou os activos da SLN, proprietária do BPN.
Os criminosos do BPN continuam impunes.

Na Grécia Antiga as pessoas acreditavam nos deuses Zeus, Hera, Apolo, Afrodite e outros. Hoje vemos que a mitologia da Grécia Antiga era uma fraude. A Democracia portuguesa em 2014 tem a sua mitologia, que é uma fraude, como era a mitologia da Grécia Antiga.

sábado, 25 de janeiro de 2014

SADISMO E MASOQUISMO


A MITOLOGIA NEOLIBERAL


A mitologia neoliberal é tão verdadeira como a mitologia da Grécia Antiga.
A degradação dos noticiários e comentários das televisões pressupõe que as pessoas que ligam as televisões se deixam domesticar ao ponto de se tornarem masoquistas.

Um casal em que ambos os elementos estão desempregados passa fome e os seus filhos também passam fome. Para Passos Coelho a pobreza, a miséria e a fome são um sucesso. E maior sucesso ainda a morte devida à pobreza e à miséria. Não há dinheiro para medicamentos e aí vem a morte resolver os problemas. É macabra a mitologia neoliberal.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O DESCALABRO DA ZONA EURO E OS AVANÇOS DE MARINE LE PEN

François Hollande deixou-se dominar pela Alemanha de Ângela Merkel e parte das pessoas que votavam na Esquerda francesa vai votar na extrema-direita de Marine Le Pen.


A extrema-direita é caracterizada por um moralismo semelhante ao da Inquisição católica, mas em França diz umas verdades inconvenientes sobre a submissão da França à Alemanha. Como as eleições para o «Parlamento Europeu» não são para governar a França, parte do eleitorado da Esquerda só consegue encontrar um verdadeiro voto de protesto em Marine Le Pen.

«Um novo rumo sem ilusões



A recente conferência de imprensa de François Hollande deu a machadada final nas ilusões dos que ainda alimentavam a ideia de um possível braço-de-ferro entre a França e a Alemanha para travar aquilo que Passos Coelho designa "nova normalidade" - o progressivo desmantelamento do Estado social, qualquer que seja o partido eleito. Perante a pressão política dos interesses económicos e financeiros globais, e seus aliados internos, Hollande declarou a sua convicta adesão à "austeridade expansionista". Como ele próprio em tempos tinha lembrado, "foi François Mitterrand - com Pierre Bérégovoy - que desregulamentou a economia francesa e a abriu amplamente a todas as formas de concorrência. [...] Deixemos, portanto, de vestir roupagens ideológicas que não enganam ninguém" (Serge Halimi, "Le Monde diplomatique", Janeiro de 2014).

Como é do conhecimento comum, a "austeridade expansionista" é uma teoria errada, mas isso pouco importa porque o capital global e a UE continuam a adoptá-la, como sempre fizeram desde que se impôs a liberalização dos movimentos de capitais especulativos. Importa lembrar que no mandato de François Mitterrand, eleito em 1981 com o apoio das esquerdas, o relançamento da economia vinha associado a uma ambiciosa política industrial apoiada por um importante sector empresarial do Estado. Contudo, num ambiente internacional recessivo, o modesto crescimento da procura interna acabou por fazer aumentar os défices público e externo. Estando a França amarrada ao sistema monetário europeu, os capitais especulativos não perderam tempo a dar uma lição ao novo governo socialista. O ataque ao franco obrigou a uma intervenção de larga escala para segurar a cotação da moeda, com a consequente redução das reservas em divisas. Naquele quadro institucional, a política dos socialistas era insustentável. Por isso, no dia 23 de Março de 1983, à noite, Mitterrand tinha pela frente uma escolha com enormes implicações para o futuro da Europa: manter a política económica que tinha sido legitimada em eleições, o que implicava abandonar o SME, contando com a política cambial e o financiamento interno, incluindo o do Banco de França ou, aderir à "desinflação competitiva" (rigor monetário, orçamental e salarial), na expectativa de que uma futura moeda única, eliminando a especulação cambial e reduzindo o poder da Alemanha, viesse a permitir o crescimento com emprego numa Europa social.

Mitterrand preferiu a segunda opção, a conselho de Jacques Delors e contra a opinião de Jean-Pierre Chevènement. Não foi uma escolha inconsequente, já que, ainda antes da derrota de 1986, os socialistas franceses avançaram para a liberalização dos mercados financeiros. De seguida, o Acto Único Europeu concedeu a liberdade de circulação aos capitais, permitindo-lhes a especulação com a dívida dos estados. Como lembra Liêm Hoang-Ngoc, professor de Economia e deputado socialista francês no Parlamento Europeu, a interpretação liberal dos critérios de Maastricht "generalizou-se na década de 90 entre os 13 governos social-democratas e depois entre os conservadores que lhes sucederam, todos felicitados pelos governadores monetaristas dos bancos centrais e pelos comissários que não paravam de impor "reformas estruturais" liberais no que toca à protecção social e aos serviços públicos através de múltiplas directivas" (Refermons la parenthèse libérale, p. 77).

Revisitar a história da substituição do socialismo democrático pelo social-liberalismo europeísta é importante para percebermos o que hoje se está a passar. De facto, Holande não capitulou frente à finança e ao ordoliberalismo, apenas deu continuidade à história do seu partido e da sua família política europeia nas últimas décadas. Em Portugal, também o PS será coerente com a sua identidade. Talvez para eliminar quaisquer dúvidas, afirma em "Um Novo Rumo para Portugal" a fidelidade a "uma Europa política, social e económica com uma dimensão federal" e a necessidade de construir uma alternativa política, mas "Sem demagogias. Sem ilusões".
(O meu artigo no jornal i)» [Jorge Bateira in blog «Ladrões de Bicicletas»]

PORTUGAL HOJE É, NA PRÁTICA, UMA COLÓNIA DA ALEMANHA, SITUAÇÃO QUE PRODUZ EMPOBRECIMENTO, DESEMPREGO, FOME E MORTE

Passos Coelho inspira-se em Adolf Hitler. Ambos ganharam eleições livres e ambos desejaram depois de chegarem ao poder, devido a circunstâncias extraordinárias, governar em Ditadura.

Ambos eram apoiados por uma corja de deputados.

Uma das imposições da Alemanha é a regra da fome e da morte, por falta de dinheiro e de assistência médica, muito hipocritamente, muito cinicamente chamada «regra de ouro», ouro dos portugueses para os alemães, entenda-se.

«Défice e desigualdade, estas duas palavras encerram em si as causas, as explicações e, possivelmente, as soluções para a crise que vivemos actualmente em Portugal. Necessitamos não de uma “regra de ouro” mas sim de duas: uma para obrigar governos a limitar défices orçamentais e outra para os obrigar a limitar a desigualdade de rendimentos. (...)

A curiosidade do fenómeno da assertividade do “não haver alternativas” advém precisamente de a afirmação não ser produto de uma exaustiva procura e da consequente conclusão de que, efectivamente, "não podemos fazer senão o que estamos a fazer”. (...) A conclusão parece pois evidente: “não há alternativas” porque os que acham “não as haver” se encontram ideologicamente autolimitados em as procurar. (...)

Se tivéssemos de escolher um único, e simples, instrumento de gestão política para começar a equilibrar os nossos orçamentos e, ao mesmo tempo, lidar com o exagero psicológico que foi atribuir à “redução do défice” o papel de objectivo social último, esse deveria ser a inscrição em legislação nacional de um valor máximo de desigualdade que estamos dispostos a aceitar em Portugal e na Europa. (...)


Precisamos de crescimento económico junto com bem-estar e não de crescimento, desigualdade e mal-estar.» (Gustavo Cardoso in jornal «Público», cit. in blog «Entre as brumas da memória»)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A TROIKA É UM BANDO DE ASSASSINOS


Christine Lagarde, Ângela Merkel, Mário Draghi, Durão Barroso e Olli Rehn são um bando de assassinos, um bando de ladrões, torturadores e assassinos.
Passos Coelho e Vítor Gaspar são dois ladrões, torturadores  e assassinos.
A coligação Ângela Merkel + SPD é puro nazismo de segunda geração. O lema de Hitler era a Alemanha acima de tudo, o lema da coligação Ângela Merkel + SPD é a Alemanha acima de tudo.
Foi a Alemanha que provocou a guerra civil na Jugoslávia, através do dinheiro, dos tanques, dos canhões, das metralhadoras e das espingardas de alta precisão para matar crianças e mulheres na rua, por atiradores furtivos, que deu à Croácia. Foi a Croácia, pressionada pela Alemanha, que deu início à guerra-civil na Jugoslávia.
O pugilista que desencadeou a guerra-civil na Ucrânia é pago pela coligação Ângela Merkel + SPD. Não consigo imaginar os aviões franceses e ingleses a bombardearem Kiev, nem os aviões de Obama e muito menos os alemães. Não os imagino a imporem «uma zona de exclusão aérea» na Ucrânia. Têm medo. Numa guerra na Ucrânia tipo II Guerra Mundial os alemães seriam novamente derrotados, apesar do apoio que têm de Hollande, da Inglaterra e de Obama.

O papel da Troika é roubar, torturar e matar pessoas, como tem feito na Grécia e em Portugal.



A ANORMALIDADE NEOLIBERAL A QUE OS NEOLIBERAIS CHAMAM «NOVA "NORMALIDADE"»

A selvajaria neoliberal passa-se diante dos nossos olhos, e pouca gente se importa com ela. A selvajaria neoliberal é uma Ditadura da alta burguesia e dos seus lacaios que querem impor uma nova servidão.

«Segundo o Público, o governo propõe um corte de 12,5% nos salários e pensões dos trabalhadores do Metro de Lisboa e da Carris para pagar complementos de reforma a mais de 5.600 aposentados e pensionistas daquelas empresas, que decidiram aceitar reformas antecipadas precisamente com base na garantia dos complementos de reforma em questão.

Ou seja: a entidade que não cumpre o contrato quer ir ao bolso dos afectados, e dos colegas destes, para resolver um problema que criou.» (In blog «Entre as brumas da memória»)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O OBSCURANTISMO NEOLIBERAL EM PORTUGAL - POLÍTICA DE SALÁRIOS BAIXOS E DE ATAQUE À MODERNIZAÇÃO ATRAVÉS DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA


155 milhões de euros dados pelo criminoso Nuno Crato a empresas privadas. É preciso empobrecer os funcionários públicos e os reformados para pagar a conta da piscina do colégio privado do Amorim da cortiça e de outros no género. A contragosto o Ministério Público lá investiga crimes brutais de roubo aos contribuintes por empresas privadas da área do ensino. O Estado não devia dar nem um cêntimo aos colégios privados, se são privados têm que se auto-sustentar.
Dinheiro para a investigação científica? Vai é para pagar as despesas de empresas privadas de ensino, o que é uma aberração.
Passos Coelho não quer competitividade baseada na investigação científica, quer competitividade baseada no obscurantismo e nos salários baixos.

«A 16 de Janeiro, o ministro da Economia, Pires de Lima, sugeriu que os cortes nas bolsas de doutoramento e pós-doutoramento seriam um prenúncio da necessária ruptura com «um modelo que permite à investigação e à ciência viverem no conforto de estar longe das empresas e da vida real». No dia seguinte, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, negou a existência de cortes nas bolsas de doutoramento (com base no princípio matemático de que 729 é um valor superior a 1198), e assegurou que o governo «não desinvestiu na ciência, nestes anos, apesar da crise». A 18 de Janeiro, o presidente da FCT, Miguel Seabra, somou as verbas dos programas-quadro (alocadas directamente pela UE a cientistas nacionais e que não dependem por isso de opções governamentais) aos fundos da instituição a que preside e defendeu que não se pode falar «num desinvestimento em ciência a nível global». Ontem, o secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Pereira Gonçalves, retoma o mote de Pires de Lima e sustenta que a saída de pessoas qualificadas para o estrangeiro (em resultado da ausência de oportunidades de fazer investigação no nosso país), «é positiva» e «traz coisas boas para Portugal». E numa entrevista ao Canal Q, o historiador Rui Ramos, membro de um dos conselhos científicos da FCT (juntamente com a mulher de César, perdão, de Nuno Crato), disse que o investimento feito em ciência nas últimas décadas constitui uma «política golpista», da qual não resultou «uma sociedade mais esclarecida», mas antes «uma sociedade mais obscurantista».

Perante esta profusão de justificações para os cortes efectuados nas bolsas de doutoramento (-40%) e pós-doutoramento (-65%), não se pense que o governo navega propriamente à deriva ou que foi tomado por um surto de contradições internas e desorientação geral. Os cortes efectuados respondem a diferentes objectivos, que vão desde a simples e cega «consolidação orçamental» até à prossecução da agenda ideológica de retrocesso económico, social e cultural do país, a coberto das pretensas imposições do Memorando de Entendimento e dos credores. Ao contrário do conhecido sketch dos Monthy Phyton (retirado do filme «O Sentido da Vida»), a diversidade de explicações, por parte de membros do governo, para os cortes das bolsas da FCT, não é propriamente um exercício de nonsense. Aliás, aentrevista de Rui Ramos ao Canal Q, na passada terça-feira, é neste sentido muito esclarecedora quanto à miserável ideia de futuro e de país que está verdadeiramente em causa. Ou, dito de outro modo, é uma espécie de decalque - para o universo da ciência e da investigação - das teses do «eduquês», do «facilitismo» e da «década perdida» (com os equivalentes relatórios PISA a desmentir, implacavelmente, as conclusões obscurantistas, infundadas e ressabiadas que se pretendem propagar).» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

REGIME SÍRIO DE ASSAD ACUSADO DE IMITAR OS ESTADOS UNIDOS, A UNIÃO EUROPEIA E OUTROS PAÍSES DA NATO


O regime sírio de Assad recebeu a acusação gravíssima de praticar a tortura, segundo o modelo dos Estados Unidos e da União Europeia e de outros países da NATO e aliados na Rede Guantánamo e Sucursais, sem ter pago direitos de autor.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A «NOVA ORDEM» NEOLIBERAL E A «NOVA NORMALIDADE» NEOLIBERAL



Os anormais defensores do neoliberalismo querem impor a sua anormalidade como uma «nova normalidade» gerida por anormais.

domingo, 19 de janeiro de 2014

NOVOS TRAIDORES QUEREM ENGANAR QUEM? QUEM CONFIA NOS TRAIDORES? MAS NÃO ESQUEÇAMOS QUE SÃO TRAIDORES DESUMANOS


A ética do traidor é sempre duvidosa. François Hollande apoiou a guerra imperial colonial contra a Síria. Agora apoia a guerra financeira e económica da Alemanha contra a maioria do povo francês. Agora apoia a guerra social da alta burgesia contra as classes trabalhadoras, apoia a guerra do Capital contra o Trabalho.

«Perante um Hollande retoricamente algures entre o liberalismo económico clássico de um Jean-Baptiste Say e oordoliberalismo alemão, só mesmo Vital Moreira para exclamar, em previsível apoio, “viva a social-democracia!” Enfim, deixemos por um momento Vital Moreira e a sua aposta no sucesso do “ajustamento” ou no sucesso do projecto político, patrocinado pelas fracções transatlânticas da burguesia europeia, de reforço da integração económica, tudo grandes contributos para a destruição dos Estados sociais e para os sucessos das Frente Nacionais, e voltemo-nos para a realidade de quem está atento à história das ideias económicas e à política económica, de quem se lembra, mesmo que não esteja necessariamente à esquerda.

Ambrose Evans-Prichard, por exemplo, sublinha que as dificuldades recentes da França são, entre outros factores, o resultado de uma austeridade orçamental de 1,8% do PIB, o que, dado o que se sabe sobre multiplicadores, não só impediu qualquer recuperação económica, como ajudou a colocar o desemprego no valor mais alto dos últimos 16 anos. Isto para já não falar, ponto sublinhado por economistas da banca ou da academia, respectivamente Patrick Artus ou Jacques Sapir, dos efeitos desindustrializadores de aderir a uma, e insistir numa, moeda estruturalmente forte, um dos maiores erros geoeconómicos e geopolíticos das elites francesas do pós-guerra.

Como seria de esperar, muitos historiadores económicos convencionais ficaram horrorizados com a invocação de Jean-Baptiste Say por Hollande. Kevin O’Rourke foi só um exemplo. O’Rourke é coautor, com Alan Taylor, num dos últimos números de uma revista académica para economistas muito sérios, o Journal of Economic Perspectives, de mais um artigo, “cruz de euros”, sobre os paralelismos entre a desgraça do padrão-ouro entre as Guerras e as desgraças do Euro. De resto, Taylor adulterou ironicamente uma das formulações dos críticos norte-americanos do padrão-ouro no final do século XIX – “não crucificarás a humanidade numa cruz de ouro”: “não crucificarás a humanidade num croissant de ouro”.

O ponto histórico com relevância contemporânea é o seguinte: a austeridade está inscrita num sistema cambial rígido e esta é uma combinação absolutamente destrutiva, por exemplo, para qualquer projecto social-democrata de combinação de liberdades democráticas, justiça social e pleno emprego. A França dos anos trinta, um dos países a ficar desgraçadamente mais tempo no padrão-ouro, e a França de hoje são exemplos da miopia das ideias e dos interesses de classe.

Regressemos a Vital Moreira para rematar. Ao apoiar as presentes conjuntura e estrutura europeias, está na realidade a declarar: morte à social-democracia!» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

A «NOVA ORDEM» NEOLIBERAL É TRAZER PARA O SÉCULO XXI O CAPITALISMO SELVAGEM DO SÉCULO XIX

O governante nazi Joseph Goebbels dizia que uma mentira de tantas vezes ser repetida acaba por se tornar verdade. É esta a estratégia de Passos Coelho e daqueles que o apoiam, é esta a estratégia dos neoliberais.



Os neoliberais querem transformar em verdade a sua mentira base, agora com o apoio de François Hollande. A sua mentira base é que é «inevitável» privatizar os lucros e nacionalizar os prejuízos.
Outra «inevitabilidade» dos neoliberais é enriquecer ainda mais a alta burguesia e empobrecer as classes médias e as outras abaixo. Este enriquecimento da alta burguesia faz-se através da transferência de riqueza das classes atrás referidas para a alta burguesia. Outra «inevitabilidade» para os neoliberais é que as vítimas devem votar nos seus carrascos...

sábado, 18 de janeiro de 2014

CRÍTICA DEMOLIDORA À TRAIÇÃO POLÍTICA DE HOLLANDE

Ia escrever um texto sobre a traição política do falso socialista francês François Hollande. Ia dizer mais ou menos o que li noutro blog, logo aqui vai o texto.



«O discurso triunfal de François Hollande na terça-feira, anunciando que "não tem ideologia", é um "realista" e um "patriota" é um marco simbólico da inutilidade em que se transformaram os socialistas europeus. O programa contra a austeridade com que Hollande ganhou as eleições francesas já tinha sido enfiado num saco e atirado ao rio. Desde terça-feira, o Sena está cheio de cadáveres de socialistas. Morreram todos às mãos do pensamento único da inevitabilidade emitido a partir de Berlim, com grandes apoios em importantes capitais, no sistema financeiro que nos levou à crise e na Comissão Europeia. A conferência em que Hollande se proclamou "sem ideologia" mostrou ao mundo para que serve um socialista a governar o segundo país mais forte da União Europeia: é igual a um tonitruante zero.»

Ana Sá Lopes» (Cit. no blog «Entre as brumas da memória»)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A MITOLOGIA PARLAMENTAR


Salazar tinha o seu parlamento, a Assembleia Nacional.
Hitler, com o partido nazi, ganhou eleições livres, segundo a Constituição alemã conhecida por Constituição de Weimar, que era uma Constituição democrática.
Não sou adepto de qualquer tipo de Ditadura.
No entanto não há uma Democracia, há vários tipos de Democracia.

A Democracia não  é só e exclusivamente a existência de eleições periódicas e livres, mas é também um conjunto de valores, é um conjunto de DIREITOS da maioria da população, é um conjunto de Direitos Humanos. 
O neoliberalismo, inspirado no fascista praticante Milton Friedman, no governo do ladrão torturador e assassino Pinochet, propõe um a «Nova ordem», que é o regresso ao capitalismo selvagem do século XIX.
O criminoso Passos Coelho, chefe da quadrilha que tem arruinado a maioria dos portugueses, diz que quer estabelecer a «Nova ordem» neoliberal.

O traidor francês François Hollande do P«S»F assumiu-se como defensor do patronato, contra as classes trabalhadoras.
A «Internacional “Socialista”» obedece aos neoliberais como Ângela Merkel. A traição do SPD na União Europeia é evidente. O SPD já não tem qualquer projecto construtivo para a União Europeia.

O VIETNAME FOI O PAÍS MAIS MASSACRADO COM ARMAS QUÍMICAS, ESPECIALMENTE COM O AGENTE LARANJA



Agora que se fala tanto em armas químicas é bom recordar o massacre do Vietname com armas químicas feito pelos Estados Unidos, especialmente com o agente laranja. E também a oposição a essa guerra imperial-colonial.

«Guerra do Vietname – a cantiga como arma




Em El País de hoje, pode ler-se um interessante artigo sobre o papel da música rock no protesto contra a guerra do Vietname. Mais concretamente, recordam-se «dez hinos», uns mais conhecidos do que outros, que corporizaram esse protesto e se transformaram em verdadeira forma de luta.

Mais: foi há meio século, a partir de 1964 e sobretudo nos Estados Unidos, que o «rock de causas» nasceu, precisamente com a guerra do Vietname em pano de fundo, para explodir na segunda metade dessa década como bandeira do movimento hippy«Nunca como há 50 anos se pensou que a música podia não só parar uma guerra como começar a mudar o mundo» – bem verdade, até em Portugal (em meios muito restritos, é certo).

Ficam alguns desses «hinos», os outros podem ser vistos aqui.



Wait until the war is over / And we're both a little older / The unknown soldier / Breakfast where the news is read / Television children fed / Unborn living, living, dead Bullet strikes the helmet's head / And it's all over / For the unknown soldier.



Come you masters of war. You that build all the guns / You that build the death planes. You that build all the bombs / You that hide behind walls. You that hide behind desks / I just want you to know I can see through your masks.



Where have all the flowers gone? Young girls have picked them everyone / Where have all the young girls gone? Gone for husbands everyone / Where have all the husbands gone? Gone for soldiers everyone / Where have all the soldiers gone? Gone to graveyards, everyone / Where have all the graveyards gone? Gone to flowers, everyone.



We starve, look at one another short of breath / Walking proudly in our winter coats / Wearing smells from laboratories / Facing a dying nation of moving paper fantasy / Listening for the new told lies / With supreme visions of lonely tunes.» (In blog «Entre as brumas da memória») 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

PASSOS COELHO APOSTA NO RETROCESSO CIENTÍFICO DE PORTUGAL

Passos Coelho quer empobrecer e embrutecer a maioria dos portugueses. As televisões são o veículo principal de difusão apologética da teologia neoliberal do empobrecimento dos assalariados («desvalorização interna») e também do obscurantismo.

«"A mudança no perfil estrutural da nossa economia é já um facto incontornável"

Diz Passos Coelho que "A mudança no perfil estrutural da nossa economia, que era uma mudança indispensável, é já um facto incontornável".

A julgar pelo gráfico abaixo (retirado daqui), só espero que a mudança em causa seja tão incontornável quanto irrrevogável foi a demissão de Paulo Portas em Julho de 2013. É que, segundo os dados oficiais, o peso dos sectores de média-alta e alta tecnologia nas exportações de bens caiu de 41,3% em 2008 para 36,7% em 2013.




Tem, pois, razão o Primeiro-Ministro. A crise e o programa de ajustamento têm vindo a alterar a  estrutura produtiva portuguesa - tornando-a ainda mais frágil do que era.»
 (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

«O Estado a criar desempregados na ciência


Os resultados reduzidos do número de bolsas de doc e pos-doc não correspondem a uma estratégia de desinvestimento na ciência, porque «teríamos cientistas a mais». Trata-se antes de criar uma bolsa de desempregados para pressionar os salários dos actuais bolseiros, investigadores e docentes para baixo.
Quando há um ano despediram 47 estivadores, o porto de Lisboa não ficou com menos trabalho de carga e descarga, ficou foi com um fila de estivadores à espera de trabalho. Nas universidades, quem ainda trabalha, sabe que não falta trabalho para todos estes investigadores – quem ficou a trabalhar vai dar mais aulas, ter mais alunos, publicar mais ou trabalhar pior. Até que todos fiquem a trabalhar pelos 660 euros, como já estão alguns colegas no sector privado. Isto não é ausência de estratégia, é política estratégica de financiar a dívida pública e a banca transferindo valor dos salários da educação e a formação científicas para a rentabilidade dos capitais investidos por estes sectores que hoje dominam o Estado e o Orçamento de Estado.
Ausência de estratégia tem quem pensa que os estivadores, os enfermeiros, os bancários, os professores do secundário são outra realidade diferente dos universitários – as especificidades próprias e necessárias de cada profissão não eliminam a necessária organização solidária.
Apesar de tudo celebro aqui a convocação partilhada da Plataforma Plataforma em Defesa da Ciência e do Emprego Científico em Portugal do SNESUP, da FENPROf, da OTC de umencontro nacional de docentes, investigadores e bolseiros, para maio de 2014. Veremos qual o grau de efectiva participação das pessoas, até onde estão dispostas a ir efectivamente, ou se vamos continuar a encher as páginas do facebook de lamentos.Se estamos dispostos – e não é claro que estejamos – a uma clara inflexão, bloqueando este esquema de distribuição geral da miséria.
Pergunto-me: que país queremos deixar aos nossos filhos? O que lhes vamos deixar? Casas a cair de podre?
Deixo o link de dois artigos que publiquei sobre este tema, mais desenvolvidos