quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

JANEIRO DE 2015 - PODE SER O ANO DO SYRIZA E DE UM TERRAMOTO NA ZONA EURO


A situação tal como está na Zona Euro está mal. O status quo da Zona Euro é muito mau.

É preciso que a Zona Euro seja abalada, para que este domínio pornográfico da alta burguesia seja posto em causa.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

UMA BOA NOTÍCIA DO FINAL DE 2014 É A DE QUE VAI CAIR O GOVERNO PASSOS-PORTAS EM 2015


Tudo indica que nas eleições legislativas de 2015 o governo PSD-CDS sofra uma pesada derrota, pelo menos é o meu sincero desejo.
Espero que os portugueses não virem masoquistas nas eleições de 2015. O governo PSD-CDS beneficiou, objectivamente, a alta burguesia, que corresponde a 1% da população. Se não houvesse muitas pessoas a votarem na elite grande-burguesa, sem a ela pertencerem PSD e CDS juntos teriam 1% dos votos.

A evolução da Humanidade ainda não é suficiente para fazer cair a ordem económica-social, que corresponde a uma DITADURA SOCIAL da alta burguesia.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

CHEGOU A HORA DOS PARTIDOS QUE NÃO OBEDECEM A BERLIM (CE + BCE) E A WASHINGTON (FMI) NA GRÉCIA OU A HORA DO SYRIZA



A Grécia é um país governado por traidores às ordens de Berlim e de Washington. A Grécia é um país sob ocupação estrangeira, está a ser governada segundo ordens de Berlim, via Bruxelas e via Frankfurt e de Washington via FMI.


Nas próximas eleições o Syriza pode vencer  e formar governo.
A União Europeia vem sendo dominada pela religião neoliberal, por imposição de Berlim e por traição dos partidos do chamado «arco da governação». 
A Direita europeia impõe a religião neoliberal por convicção e a Internacional Socialista por implosão ideológica e consequente capitulação diante dos neoliberais.

domingo, 28 de dezembro de 2014

O EMPOBRECIMENTO DA MAIORIA DOS PORTUGUESES POR PASSOS COELHO, PORTAS E CAVACO


O empobrecimento da maioria dos portugueses foi o maior sucesso político do trio Coelho-Portas-Cavaco.
Não têm dinheiro para comer, que passem fome, é esta a palavra de ordem, factual do trio Coelho-Portas-Cavaco.

Depois quase todos os jornalistas e comentadores dos mídia dominantes tentam convencer os eleitores que a pobreza é muito boa, que as pessoas agora pobres quando estavam bem, afinal estavam bem de dinheiro mas estavam mal, agora pobres é que estão bem…

sábado, 27 de dezembro de 2014

«A SOLUÇAO FINAL» PARA OS NEOLIBERAIS SERIA A RESTAURAÇÃO DA ESCRAVATURA


O neoliberalismo tem por objectivo tornar a vida dos assalariados um inferno: empobrecimento em cima de empobrecimento, insegurança laboral, baixos salários, facilitação dos despedimentos.

O objectivo dos neoliberais é aproximar o trabalho assalariado o mais possível do trabalho escravo.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A RELIGIÃO DOMINANTE NA EUROPA É O NEOLIBERALISMO


De joelhos grande parte dos europeus curva-se diante dos deuses falsos do neoliberalismo.
O neoliberalismo, todo ele, é falsidade e hipocrisia.
A alta burguesia rejubila, o factor Trabalho está a ser atacado por todos os lados.
A religião neoliberal é classificada de religião científica.
«A mão invisível do mercado» imaginada pelo escocês Adam Smith lá vai dirigindo um retrocesso civilizacional de grande magnitude.

É assim 2014, retrocesso civilizacional é o que se pede.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

A TROIKA E OS SEUS LACAIOS QUEREM DESTRUIR OS LAÇOS DE FAMÍLIA PELA RUÍNA DE MUITAS FAMÍLIAS



A Troika e os seus lacaios internos com o empobrecimento generalizado estão a destruir os laços de família.
Passos Coelho aconselhou os portugueses a emigrar. Foi pena que ele próprio o não tivesse feito.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

CANÇÃO DE NATAL – QUEM DIRIA QUE A CIVILIZAÇÃO QUE PRODUZIU ESTA CANÇÃO VIRIA A CONSTRUIR O CAMPO DE AUSCHWITZ





Foi declarada «uma herança cultural sublime» pela UNESCO em Março de 2011.

O COLAPSO ÉTICO DA UNIÃO EUROPEIA E A DIVINIZAÇÃO DA ALTA BURGUESIA E DA SUA PALAVRA DE ORDEM PRINCIPAL: PRIVATIZAR


Reformar é privatizar, é dar tudo o que dá lucro à alta burguesia.
Não me surpreende a ganância (de ética nazi) da alta burguesia. Choca-me o estatuto de impunidade que o neoliberalismo dá à divina alta burguesia, especialmente à financeira, cuja ganância está acima de qualquer controlo. A crise de 2008 começou com a colocação da alta burguesia acima de qualquer controlo, e, claro, a ganância sem controlo é  a ganância criminosa sem controlo, é a oportunidade, obviamente, de cometer os mais variados crimes. Os neoliberais chamam a este tipo de contexto criminoso de «desregulamentação». Os neoliberais querem legalizar o direito à criminalidade financeira com a palavra «desregulamentação».
E depois, em cima desta criminalidade chamada «desregulamentação» há a imposição de salários de fome. A chamada «União Europeia» quer proibir a subida do salário mínimo em Portugal, porque quer impor a muitos portugueses salários de fome.
A «União Europeia» transformou-se num território de guerra de classes sociais em que a alta burguesia está a ganhar e a impor os seus conceitos criminosos de maximização do lucro, sem qualquer controlo, e da exploração intensiva do factor Trabalho: privatizar tudo o que dá lucro, desregulamentar para facilitar as falcatruas da alta burguesia, baixar ao máximo os salários, facilitar ao máximo os despedimentos.
Para a alta burguesia divinizada a DITADURA DA ALTA BURGUESIA É INDISCUTÍVEL, só se discutem os mecanismos de execução desta ditadura social.
A comunicação social dominante é dominada pela alta burguesia e espalha a ideia de que a DITADURA DA ALTA BURGUESIA é divina (talvez porque os deuses da Grécia Antiga tenham ressuscitado).

Surpreende-me é que os mecanismo de domesticação social da alta burguesia sejam tão eficientes.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A UNIÃO EUROPEIA É GOVERNADA POR CRIMINOSOS COMO ERA GOVERNADA POR CRIMINOSOS A ALEMANHA NAZI


Os Julgamentos de Nuremberga de 1946 – 1947 tiveram o mérito de julgar o Estado, de julgar o poder do Estado, de julgar quem fazia as leis, de julgar quem as aplicou e de julgar ainda quem exerceu as funções de juiz. Os dirigentes nazis foram julgados, porque perderam a guerra. Dois crimes marcantes dos nazis foram a tortura e o assassinato, ora os dirigentes da União Europeia também cometeram e cometem os crimes de tortura e de assassínio. Relativamente a estes crimes de tortura e assassinato a diferença entre os dirigentes da União Europeia e os dirigentes da Alemanha nazi está na quantidade.

A crise da União Europeia tem sido uma oportunidade, para os dirigentes da União Europeia torturarem muitos cidadãos com a tortura da fome, tão do gosto dos nazis, e assassinarem muitos cidadãos pela ausência de cuidados médicos.

O BALLET ROSE DO SALAZARISMO E A IMPUNIDADE DOS DIRIGENTES DA DIREITA PORTUGUESA


O «BALLET ROSE» do salazarismo foi um conjunto de bacanais pedófilas realizadas por altos quadros do fascismo. Salazar mandou abafar o caso.
O poder judicial dos Tribunais Plenários fascistas ficou impune.
Esta ideia de que os dirigentes da Direita portuguesa ficam impunes continua de pé.
A prisão de José Sócrates deu origem ao elogio místico do poder judicial da III República, quer por vastos sectores da Direita, quer por muitos sectores da Esquerda.

Este misticismo medieval à volta do poder judicial da III República é um sinal dos tempos que correm. O poder legislativo é corrupto, o poder executivo é corrupto e o poder judicial é o quê?

A UNIÃO EUROPEIA QUER DESTRUIR A DEMOCRACIA NA GRÉCIA



A União Europeia começa a mostrar que odeia a Democracia, quer fazer tudo o que for possível para evitar que o povo grego se manifeste em eleições livres.

domingo, 21 de dezembro de 2014

PORTUGAL NA CRISE DA UNIÃO EUROPEIA E «A MÃO INVISÍVEL DO MERCADO» A CHICOTEAR OS TRABALHADORES PORTUGUESES


No século XXI a Direita procura espalhar a ideia de que o racionalismo aplicado à política tem que empobrecer as classes mais desfavorecidas e as classes médias.
A implosão do marxismo-leninismo-estalinismo na Rússia / União Soviética e no resto da Europa levou os ditos defensores do chamado socialismo democrático a deixarem-se influenciar pelas correntes neoliberais. A explicação sobre a implosão do marxismo-leninismo-estalinismo na Rússia / União Soviética teve muitos parâmetros e um deles foi o de que os trabalhadores se tivessem muitos direitos eram menos eficientes e menos produtivos, logo era preciso retirar direitos ao factor Trabalho e reforçar os meios legais para os abusos do Capital.
Os abusos do Capital foram considerados racionais e o empobrecimento dos assalariados foi considerado também racional. Nesta perspectiva surgiu um avanço da indústria farmacêutica, que viu na insegurança dos assalariados um factor impulsionador de doenças, melhorando muito o negócio dos medicamentos.
O retrocesso civilizacional de grande magnitude em curso na União Europeia é considerado uma obra do «racionalismo».
«A mão invisível do mercado» empunha um chicote que chicoteia os trabalhadores portugueses. É preciso empobrecer os trabalhadores, é preciso tornar o trabalho cada vez mais precário, é preciso criar uma «nova normalidade» que considere que a obrigação dos trabalhadores é o sofrimento e o medo do futuro. O sofrimento dos trabalhadores sustenta o bem-estar da alta burguesia.
Em Portugal a ideia de que a alta burguesia deve explorar, cada vez mais e mais as classes assalariadas, ganha terreno, e aponta-se o cemitério como o local onde os trabalhadores podem ter paz, depois de mortos, não como visitantes.

No plano teórico é necessária uma ofensiva das ideias alternativas à exploração desenfreada feita pela burguesia aos trabalhadores.

sábado, 20 de dezembro de 2014

A DÚVIDA METÓDICA CARTESIANA E O AFUNDAMENTO DE DOIS SUBMARINOS ALEMÃES


Parece que se afundaram dois submarinos alemães em águas territoriais portuguesas.

O problema é que aqueles que deviam saber muita coisa sobre os submarinos resolveram assumir que não conseguiram saber nada de relevante sobre os tais submarinos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O PRESIDENTE BARACK OBAMA E CUBA


Barack Obama quer restabelecer relações diplomáticas com Cuba. O regime dos Estados Unidos é presidencialista, mas o Parlamento tem muito poder. O Parlamento dos Estados Unidos tem poder suficiente para bloquear as iniciativas do presidente. Neste momento, nos Estados Unidos a Direita é representada pelo Partido Republicano e enquanto este partido dominar o Parlamento ou Congresso, a iniciativa de Obama de normalizar as relações com Cuba será seriamente prejudicada e o fim do embargo dos Estados Unidos a Cuba, não parece à vista.

Estou convencido que o Parlamento dos Estados Unidos irá impedir a tentativa do presidente Barack Obama de acabar a guerra-fria com Cuba.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A REQUISIÇÃO CIVIL NA TAP – DOIS PESOS DUAS MEDIDAS NO CONCEITO INTERESSE NACINAL, PORQUE É CONTRA O INTERESSE NACIONAL A PRIVATIZAÇÃO DA TAP


Quando há greves é comum responsabilizar os trabalhadores pelos danos. Mas muitas vezes a responsabilidade da greve é, claramente, da entidade patronal, por abuso de poder.

No caso da TAP, na minha opinião, a privatização prejudica, acentuadamente, o interesse nacional. Há muitíssimo maior prejuízo do interesse nacional na privatização da TAP do que na greve convocada para o final de Dezembro de 2014.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O PLANO DA UNIÃO EUROPEIA É EMPOBRECER AS CLASSES MAIS DESFAVORECIDAS E AS CLASSES MÉDIAS, POR OUTRAS PALAVRAS É EMPOBRECER O FACTOR TRABALHO


Para a Grécia a União Europeia tornou-se um monstro devorador da qualidade de vida dos gregos, empobrecê-los, pô-los a passar fome, pô-los a morrer por ausência de cuidados médicos.
Depois, a mesma receita para Portugal, para a Irlanda, para Chipre, para a Espanha, para a Itália, para a França, para a Bélgica.
Sempre que há uma oportunidade, surge logo a União Europeia a sugerir e a impor empobrecimento.
Fala-se em relançar a União Europeia, mas o que se vê aplicado é muito mau.
O chamado Tratado Orçamental é uma brutalidade que pretende destruir o futuro.

A pequena minoria da alta burguesia, cerca de 1% da população, lá vai aproveitando estes tempos de obscurantismo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A UNIÃO EUROPEIA E OS SEUS LACAIOS INTERNOS QUEREM DESTRUIR PORTUGAL


A Troika é, fundamentalmente, a União Europeia e a «solução final» para Portugal, na perspectiva da União Europeia é destruir, selvaticamente, a qualidade de vida dos portugueses e acabar com a independência de Portugal.

A ONU está a esforçar-se por defender os países com problemas com dívidas soberanas. Portugal é governado por traidores que se recusaram a votar, favoravelmente, na ONU, uma medida que só traria benefícios a Portugal.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O RETROCESSO CIVILIZACIONAL DA UNIÃO EUROPEIA ATINGIU A BÉLGICA


Pouco habituados a serem maltratados os trabalhadores assalariados da Bélgica fizeram uma greve geral, com grande adesão.

Cada vez se clarifica mais o domínio social da alta burguesia na União Europeia. A União Europeia é caracterizada por cada vez maiores injustiças sociais que beneficiam a pequena minoria da alta burguesia.

domingo, 14 de dezembro de 2014

O RETROCESSO NA QUALIDADE DE VIDA DA GRANDE MAIORIA DOS PORTUGUESES É UM FEITO DE PASSOS, PORTAS E CAVACO


Sem eleições e sem a formação de um novo governo, liderado por António Costa, continuará a ausência de esperança, Passos Portas e Cavaco tentaram destruir a esperança dos portugueses em algo melhor. E, parcialmente, conseguiram, porque, embora a maioria dos eleitores vá votar contra o PSD e o CDS em 2015, já quase ninguém acredita no futuro.

A União Europeia, que foi a esperança de melhoria da qualidade de vida para muita gente, impõe e quer continuar a impor aos portugueses um retrocesso civilizacional de grande magnitude.

sábado, 13 de dezembro de 2014

PASSOS COELHO VIU NA CRISE UMA OPORTUNIDADE PARA ARRUINAR PORTUGAL


Passos Coelho, apoiado por Paulo Portas e Cavaco tem lançado muitos milhares de pessoas para o desemprego, muitas empresas para a falência, baixou os salários no sector público e no privado, piorou a qualidade do trabalho, aumentou a precariedade laboral e arruinou muitos reformados. E aumentou brutalmente a dívida do Estado.
É este país arruinado que ele vai deixar no próximo ano, mas anda apressado a fazer mais patifarias, como privatizar a TAP.

Passos Coelho, Portas e Cavaco comportaram-se como inimigos de Portugal e súbditos da Alemanha.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O NEOLIBERALISMO TEM SIDO A RELIGIÃO DOMINANTE NO SÉCULO XXI


Privatizar tudo o que dá lucro e nacionalizar os prejuízos de algumas empresas privadas – é isto que nos ensina esta nova religião que diviniza a alta burguesia.

A alta burguesia ganhou projecção divina quando o neoliberalismo a colocou como sendo a classe social ungida divinamente para salvar a vida na Terra.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

GUANTÁNAMO É UMA ESCOLA DE DIREITOS HUMANOS. A CIA DEFENDE A TORTURA COM OS MESMOS ARGUMENTOS DA INQUISIÇÃO CATÓLICA.


Portugal pelos serviços prestados na Rede de Crime Internacional Guantánamo e Sucursais tem sido promovido em comissões de «Direitos Humanos», como o DIREITO A PRATICAR A TORTURA.

A CIA defende, abertamente, a TORTURA dos alegadamente alegados de serem suspeitos de serem maus. A Inquisição católica também defendia a TORTUTURA dos suspeitos de serem rotulados de maus. Em 2014 a ética dominante é a ética da Inquisição católica. E assim vai 2014

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

FRANCISCO DE ASSIS E A ALA DIREITA DO PS E A VENERAÇÃO DA ALTA BURGUESIA

«Imaginemos que três simples palavras desapareciam do nosso léxico político: neoliberalismo, valores, populismo. Se assim sucedesse, a nossa esquerda proclamatória ficava condenada ao silêncio. Isto traduz a imensa vulnerabilidade doutrinária de uma retórica onde a grande eloquência dos lugares-comuns não consegue esconder um imenso vazio de ideias. Talvez por isso mesmo alguns dos principais representantes desta linha de não-pensamento tenham recentemente encontrado uma curiosa vocação inquisitorial». (Francisco de Assis in jornal «Público»)

O problema é que existem conceitos, duramente, inconvenientes: classes sociais, estrutura social, desigualdades sociais, opressão social, fome.
Francisco de Assis, um político profissional do PS, licenciado em Filosofia, lembrou-se do italiano Girolamo Savonarola (1452 – 1498) um fanático defensor do grande obscurantismo religioso no século XV, que até acabou mal, porque foi enforcado em Florença, para atacar a Esquerda à esquerda do PS.
No entanto, o político profissional Francisco de Assis defende um dogmatismo de carácter religioso em relação ao poder, em 2014, que para ele tem que estar ao serviço da alta burguesia, defende o carácter divino da estrutura social que permite à alta burguesia ter o poder económico, financeiro, social e político e oprimir, brutalmente, as outras classes sociais.
Na imaginação do político profissional Francisco de Assis são os conceitos neoliberalismo, valores e populismo que sustentam ideologicamente a Esquerda à esquerda do PS, mas não é verdade, são sim os conceitos classes sociais, estrutura social, desigualdades sociais, opressão social, precariedade laboral e fome.
É certo que o marxismo-leninismo-estalinismo, alicerçado no conceito «ditadura do proletariado» de Marx e Engels nunca permitiu a liberdade de expressão de pensamento e deu origem a grandes abusos do poder, e por isso implodiu na Europa. Mas, fez um ataque à alta burguesia, que desapareceu como classe social, nos regimes comunistas da Europa.

Deixando de lado o conceito perigoso «ditadura do proletariado» elaborado por Marx e Engels, há grande parte da Esquerda à esquerda do PS que quer acabar com a DITADURA SOCIAL da alta burguesia, que o político profissional Francisco de Assis venera, religiosamente, e que, dogmaticamente quer preservar, custe o que custar, às classes sociais oprimidas.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O DESILUMINISMO OU O OBSCURANTISMO NEOLIBERAL


O século XVIII foi um século de luta contra o obscurantismo. O século XVIII foi o século das Luzes, metaforicamente, que iluminaram a Humanidade, oprimida pela escuridão obscurantista imposta pelo clero e pela nobreza.
Muitos iluministas da primeira fase esperavam aproveitar o poder do rei para o influenciarem, para actuar contra o obscurantismo religioso e da nobreza. Podemos enquadrar Voltaire neste grupo, visto que ele se tornou, oficialmente, conselheiro do rei da Prússia Frederico II, mas deu-se mal. Ainda quando Voltaire estava na Prússia Frederico II mandou queimar em público um livro do próprio Voltaire. E Frederico II acabou por dispensar os serviços de Voltaire, que se estavam a tornar incómodos. Voltaire era um grande opositor do fanatismo religioso, defendia a tolerância e a liberdade de pensamento.
Os iluministas mais avançados como Montesquieu, que como vimos, no livro «O Espírito das Leis» defendia a separação os poderes do Estado, legislativo, executivo e judicial e a supremacia do poder legislativo, já faziam propostas que se fossem aplicadas implicavam uma ruptura revolucionária com o regime em que viviam. Mas, as propostas de Jean Jaques Rousseau no «Contrato Social» implicavam uma ruptura muito mais profunda, com a República a substituir a Monarquia, com o conceito SOBERANIA POPULAR , expressa através do voto universal em eleições livres, num contexto de liberdade de expressão de pensamento, e com a proibição da escravatura e a imposição da igualdade de todos os homens perante a lei.
A ideia de Montesquieu da separação dos poderes legislativo, executivo e judicial com a supremacia do poder legislativo foi uma das traves mestras das Constituições, assim como o conceito SOBERANIA POPULAR de Jean-Jacques Rousseau.
Em Portugal, a 1ª Constituição, a de 1822, consagra a separação dos poderes legislativo, executivo e judicial e a supremacia do poder legislativo e a SOBERANIA POPULAR, expressa através do voto universal, em eleições livres, num contexto de liberdade de expressão de pensamento.
A 2ª Constituição de Portugal, oficialmente chamada de «Carta Constitucional de 1826», outorgada pelo rei D. Pedro IV, que tinha abdicado do cargo de imperador do Brasil (D. Pedro I imperador do Brasil), perverte, parcialmente as ideias de Montesquieu (ao impor um quarto poder do Estado, chamado de poder moderador, que competia ao rei) e perverte o conceito de SOBERANIA POPULAR de Jean-Jacques Rousseau, ao impor o chamado voto censitário, que excluía do direito de voto quem não tivesse, no mínimo, um rendimento anual de cem mil reis.
Enquanto o século XVIII foi um século de luta contra o obscurantismo, o século XXI está a ser um século de vitória do obscurantismo. No século XVIII os iluministas lutavam contra a ideia obscurantista da inevitabilidade, imposta pelo clero, do tem que ser, do não há alternativa.
Foi o ministro de Hitler Joseph Goebbels que estabeleceu as normas base da manipulação da comunicação social ao afirmar que «uma mentira de tantas vezes ser repetida acaba por se tornar verdade» e que «um facto não noticiado não aconteceu». Joseph Goebbels suicidou-se em 1945 quando estava cercado em Berlim pelo exército da Rússia / União Soviética. No entanto, a alta burguesia do século XXI utiliza o poder que tem sobre os meios de comunicação social dominantes, para aplicar as ideias de Joseph Goebbels, para difundir mentiras chave em larga escala e para omitir verdades inconvenientes.
Os neoliberais no século XXI difundem as suas mentiras tão repetidamente, que se tornam «verdades». E silenciam as verdades inconvenientes através das Censuras Privadas.
As mentiras mais difundidas pelos neoliberais são as da «inevitabilidade» de tornar o trabalho assalariado, cada vez mais precário e cada vez mais mal pago. Os neoliberais defendem a ideia de que são precisas ditas «reformas» que tornem o trabalho assalariado cada vez mais precário, cada vez mais mal pago, cada vez mais inseguro, uma «reforma» dita «inevitável» pelos neoliberais é facilitar ao máximo os despedimentos.

O obscurantismo neoliberal é a característica mais marcante do século XXI até 2014. O neoliberalismo com  a sua ideia obscurantista da inevitabilidade tornou-se mais uma teologia.

domingo, 7 de dezembro de 2014

AS ORIGENS TEÓRICAS DA DEMOCRACIA CAPITALISTA E O RETROCESSO CIVILIZACIONAL IMPOSTO PELO NEOLIBERALISMO NA EUROPA EM 2014


Não foi por acaso que a I República da França realizou uma grandiosa cerimónia de trasladação dos restos mortais de Jean-Jacques Rousseau para o Panteão da França, em Paris, em 1794. No «Contrato Social» Jean-Jacques Rousseau defendeu a República contra a Monarquia e a SOBERANIA POPULAR, expressa através do voto universal em eleições livres, num contexto de liberdade de expressão de pensamento, numa sociedade sem escravos em que todos os homens deviam ser iguais perante a lei.
Referi o chamado iluminismo mais avançado, revolucionário, que já não se contentava com reformas do regime, mas que queria destruir o chamado Antigo Regime e criar um novo.
O iluminismo da primeira fase era pragmático-reformista. Alguns iluministas da primeira fase, acharam, por pragmatismo, que o mais fácil era aproveitar o poder do rei e influenciar esse poder, para que fossem feitas reformas que promovessem o progresso, nomeadamente no Ensino, retirando o poder ao clero de dominar o Ensino numa perspectiva obscurantista, retrógrada, que bloqueava a investigação científica, nomeadamente através dos jesuítas, adversários da investigação científica.
As monarquias europeias para sobreviverem aceitaram a perda de poder do rei, deixando triunfar, de facto, o conceito SOBERANIA POPULAR, expresso através do voto universal em eleições livres, num contexto de liberdade de expressão de pensamento, na segunda metade do século XX.
A democracia capitalista estruturou-se, num processo de longa duração, com início teórico com o iluminismo revolucionário do século XVIII. As críticas marxistas aos abusos dos capitalistas e as lutas sindicais e as lutas das mulheres contribuíram para a evolução da democracia capitalista. O aparente sucesso do marxismo-leninismo-estalinismo foi um factor que levou os capitalistas a fazerem cedências aos trabalhadores.
A implosão dos regimes marxistas-leninistas na Europa, encorajou, acentuadamente, os capitalistas e os políticos ao seu serviço, para procederem a um retrocesso civilizacional de grande envergadura. É esse retrocesso civilizacional que a União Europeia quer fazer, a União Europeia está empenhada em reforçar os abusos dos capitalistas e a sua riqueza, a troco da diminuição dos direitos dos trabalhadores.

A ideologia que está por detrás deste retrocesso civilizacional que pretende enriquecer, cada vez mais, a alta burguesia e empobrecer os trabalhadores, é o neoliberalismo. Este avanço do neoliberalismo é um processo implacável para os trabalhadores, que têm que empobrecer, segundo a alta burguesia e os seus lacaios. É este ambiente de retrocesso civilizacional, imposto pelo neoliberalismo, que se vive em Portugal. O neoliberalismo, em Portugal, tem beneficiado a alta burguesia e penalizado as classes médias e as outras abaixo.

sábado, 6 de dezembro de 2014

A «MÃO INVISÍVEL DO MERCADO» SEGURA UM CHICOTE COM QUE CHICOTEIA OS TRABALHADORES


A ideia do escocês Adam Smith de que «a mão invisível do mercado» regularia os preços e os salários com justiça não se comprova no século XXI.

Essa «mão invisível do mercado» em 2014, em Portugal, privatiza tudo o que dá lucro e baixa os salários dos trabalhadores até à fome, em alguns casos. Essa «mão invisível do mercado» impõe o trabalho precário e mal pago e facilita ao máximo os despedimentos dos trabalhadores. Este liberalismo ressuscitado serve os interesses de uma pequena minoria e lesa os interesses da maioria da população.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O CONGRESSO DO PS E O FATALISMO HISTÓRICO


O programa de Passos Coelho, de Vítor Gaspar, de Paulo Portas e da Troika às ordens de Berlim foi empobrecer a grande maioria dos portugueses. Por razões de propaganda chamaram ao empobrecimento, de facto, da grande maioria dos portugueses, de «austeridade».
Muito conveniente este empobrecimento para a pequena minoria da alta burguesia, que constitui cerca de 1% da população, que enriqueceu globalmente, salvo algumas excepções devidas a má gestão.
Passos Coelho e a Troika apresentaram o seu programa de empobrecimento como sendo de inspiração divina e por isso a única via possível, um fatalismo histórico.
António Costa tem mais hipóteses de vencer a Direita do que tinha António José Seguro. Ora, para que a situação da maioria dos portugueses melhore António Costa tem que se libertar do fatalismo histórico imposto pela Troika às ordens de Berlim e pelos seus apoiantes internos.
Esse fatalismo histórico leva-nos ao «tem que ser» do obscurantismo medieval. Não tem que ser como Berlim quer, há alternativas a esse fatalismo histórico imposto pela Alemanha.
A implosão do marxismo-leninismo na Rússia/União Soviética e no resto da Europa, entusiasmou os neoliberais adeptos das grandes desigualdades sociais. Consideram os neoliberais que os deuses querem grandes desigualdades sociais, porque as tentativas de reduzirem acentuadamente as desigualdades sociais com base nas ideias de Marx, Engels e Lenine não tiveram sucesso, na Europa.
A União Europeia está em pleno retrocesso civilizacional, a União Europeia é dominada pela alta burguesia, que quer enriquecer ainda mais, empobrecendo as outras classes sociais. Este retrocesso civilizacional tem sido mais rápido e mais intenso nos países «ajudados» pela Troika, que é uma falsa ajuda de falsos amigos, que querem o empobrecimento da maioria da população desses países, custe o que custar, porque os deuses assim tal decidiram.

Os portugueses (a grande maioria dos portugueses) só podem ver melhorias nas suas vidas se for aplicada uma nova política, contra as ideias da Troika às ordens da Alemanha.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

AS TRÊS IDEOLOGIAS QUE MAIS MARCARAM A EUROPA NO SÉCULO XX – III A DEMOCRACIA CAPITALISTA


Foram os gregos que inventaram a Democracia. Na cidade-estado de Atenas foi onde a Democracia mais se desenvolveu, na Grécia Antiga. Considerando a época (século V a.C.) foi um grande avanço para a Humanidade. No entanto, a Democracia grega era incompatível com o conceito Direitos Humanos, era uma Democracia esclavagista.
O pensamento iluminista europeu do século XVIII é muito diversificado, estando grande parte dele disperso por artigos da «Enciclopédia», pelo que recorro muito ao «Contrato Social» de Jean-Jacques Rousseau, que sintetiza os principais aspectos políticos do iluminismo e do conceito Direitos Humanos. Jean-Jacques Rousseau defendeu a República contra a Monarquia, a soberania popular, através voto livre universal (masculino) num ambiente de liberdade de expressão de pensamento, e definiu alguns aspectos fundamentais do conceito Direitos Humanos, ao condenar total e absolutamente a escravatura, isto em pleno século XVIII, quando a escravatura só acabou nos finais do século XIX.
Jean-Jacques Rousseau foi um entre muitos iluministas que tinham as ideias que ele expôs no «Contrato Social», mas por ser um livro denso e de síntese foi considerado «a Bíblia da Revolução Francesa de 1789», ou por outras palavras a síntese do pensamento político iluminista europeu do século XVIII mais avançado, que foi a ideologia da Revolução Francesa de 1789, que foi fundadora da Democracia Contemporânea em oposição à Democracia grega esclavagista e ao Parlamentarismo da Inglaterra também esclavagista e ainda em oposição ao iluminismo deturpado da fundação dos Estados Unidos, deturpado numa questão fulcral, porque o iluminismo norte-americano, importado da Europa, também era esclavagista.
E também não podemos esquecer o livro do iluminista mais antigo Montesquieu (1689-1755) «O Espírito das Leis» (1ª ed. 1748) que ao defender a separação dos três poderes do Estado legislativo, executivo e judicial, e a supremacia do poder legislativo, foi também decisivo na Revolução Francesa de 1789. Esta ideia em 2014 é quase universal.
Durante a Revolução Francesa de 1789-1799 Jean-Jacques Rousseau foi considerado um herói nacional da França e em 11 de Outubro de 1794, pela Convenção, foi realizada uma cerimónia grandiosa de trasladação dos seus restos mortais para o Panteão da França, em Paris.
Ora, J-J Rousseau foi um dos fundadores da Democracia Contemporânea não esclavagista, em oposição à Democracia Grega esclavagista, ao Parlamentarismo da Inglaterra esclavagista e à Democracia dos Estados Unidos também esclavagista. É também um dos criadores do conceito Direitos Humanos.
A escravatura foi proibida pela I República da França (também conhecida por Convenção na 1ª fase), em 4 de Fevereiro de 1794, em França, e também em todas as colónias francesas.
Os três conceitos síntese da Revolução Francesa de 1789 Liberdade, Igualdade, Fraternidade, falharam todos no curto prazo, porque esta foi uma revolução fracassada no curto prazo.
Montesquieu, Jean-Jacques Rousseau e outros filósofos iluministas, nomeadamente em artigos na «Enciclopédia» (1750 – 1772), como atrás foi referido, dirigida por d'Alembert e Diderot lançaram as bases teóricas da Democracia Contemporânea. O pensamento iluminista, aqui referenciado,o mais avançado, foi de tal maneira inovador, que deu origem à Revolução Francesa de 1789 – 1799.
A Revolução Francesa de 1789 – 1799 foi uma revolução falhada. Acabou com um golpe de Estado dirigido por Napoleão Bonaparte, que viria a criar um novo tipo de monarquia, em que ele foi o imperador. Napoleão Bonaparte é dos personagens mais extraordinários da História da Europa e do Mundo. Foi a Revolução Francesa de 1789 – 1799, que criou condições para a ascensão de Napoleão Bonaparte. Depois de implantada a I República na França, em 1792, e da execução na guilhotina do rei Luís XVI e da rainha Maria Antonieta, em 21 de Janeiro de 1793, praticamente toda a Europa entrou em guerra com a França, nomeadamente a Inglaterra parlamentarista-monárquica. Neste ambiente de guerra, os chefes militares competentes eram essenciais. Em 1793 Napoleão Bonaparte venceu os ingleses em Toulon, mostrando capacidades de chefia militar invulgares, que lhe permitiram uma ascensão rápida no exército da França revolucionária.
O conceito liberalismo é utilizado para definir a Revolução Francesa de 1789 – 1799. Liberalismo é o «conjunto de ideias e doutrinas que defendem a liberdade de consciência e procuram garantir as liberdades individuais, no campo da política, da moral, da religião, da economia…» (segundo o «Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea» da Academia das Ciências de Lisboa», Ed. Verbo, Lisboa, 2001). É muito usual dizer a Revolução Liberal Francesa de 1789 – 1799.
O escocês Adam Smith (1723 – 1790) foi o principal teórico do liberalismo económico, com a sua obra «Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações» (1776). Afirmava Adam Smith que «a mão invisível do mercado» regulamentaria correctamente os preços e os salários.
No século XVIII o conceito liberalismo era um conceito revolucionário, que se opunha ao absolutismo monárquico e à economia bloqueada por privilégios feudais, que beneficiavam o clero e a nobreza, assim como nas primeiras décadas do século XIX. O liberalismo foi apresentado como correspondendo às aspirações da burguesia e das chamadas classes populares. A sua prática, porém, veio a demonstrar que beneficiava, preferencialmente, a burguesia.
Os historiadores europeus mais consagrados consideram que o acontecimento mais importante de 1789 a 2014 na História da Humanidade foi a Revolução Liberal Francesa de 1789, pelo que inaugurou uma nova Idade ou Era na qual ainda estamos que é a Idade Contemporânea.
A Revolução Liberal Francesa de 1789 foi uma revolução falhada na perspectiva dos interesses globais das classes populares e na questão dos Direitos Humanos, porque a proibição da escravatura (1794) foi episódica, porque foi restaurada nas colónias da França, em 1802, por Napoleão Bonaparte, mas foi bem-sucedida na liquidação dos privilégios feudais do clero e da nobreza, na criação de um Sistema Público de Ensino [articulado em Primário, Liceal (ou Secundário) e Universitário] e na criação do Código Civil, que considerava todos os cidadãos iguais perante a lei.
A Revolução Liberal Francesa e o desenvolvimento da Revolução Industrial acabaram por dar origem a um tipo de capitalismo que beneficiava, abertamente, a burguesia, o liberalismo evoluiu e tornou-se um meio de opressão da burguesia sobre as classes assalariadas. A tal «mão invisível do mercado», tão elogiada pelo escocês Adam Smith, acabou por segurar um chicote, que chicoteava o proletariado.
Em 1848 a Europa Ocidental e Central foi abalada por um conjunto de revoluções transnacionais, que começaram em França.
Nesta altura estavam em actividade os filósofos alemães Marx (1818-1883) e Engels (1820-1895) que viriam a marcar, profundamente, o século XX. Exactamente em 1848 Marx e Engels publicaram a obra conjunta «Manifesto do Partido Comunista».
Lenine dizia que a Revolução Liberal Francesa de 1789, a que ele chamou «a Grande Revolução» tinha dois objectivos fulcrais que eram a Liberdade e a Igualdade, oficialmente eram três: Liberdade, Igualdade, Fraternidade.
Ora, para Lenine a Revolução Liberal Francesa de 1789 falhou totalmente no objectivo Igualdade.
Para Marx e para Lenine a Igualdade era mais importante que a Liberdade, e a Fraternidade só era possível depois da Igualdade.
(Karl Marx fez a melhor crítica de sempre às desigualdades do sistema capitalista, mas a alternativa que propôs, foi aplicada na Rússia Soviética e não resistiu ao teste da prática).
Pessoalmente, acho que a Liberdade é tão importante como a Igualdade.
A ideia de Democracia desenvolveu-se no sistema capitalista. É certo que não foi por decisão filantrópica da burguesia, mas fruto das lutas dos trabalhadores assalariados, organizados em sindicatos, que forçaram a burguesia a fazer cedências. Os direitos políticos das mulheres foram ignorados pelos iluministas mais avançados, mas estes iluministas ao defenderem a Liberdade criaram o ambiente teórico em que as mulheres, usando a Liberdade, reivindicaram com sucesso os seus direitos políticos.
A implantação do marxismo-leninismo na Rússia e noutros Estados da Europa Oriental, que proclamava uma sociedade sem classes, foi um factor de pressão para que a burguesia nos países capitalistas da Europa, aceitasse a diminuição das desigualdades sociais.
 O modelo de Democracia que poderemos considerar mais desenvolvido concretizou-se na Europa Ocidental, na segunda metade do século XX, nomeadamente na Suécia e na Noruega. Ao lado da liberdade de expressão de pensamento e da soberania popular expressa através do voto em eleições livres, desenvolveu-se o chamado Estado Social, com um Serviço Nacional de Saúde universal e gratuito, um Sistema Público de Ensino universal e gratuito, e com um serviço social de apoio aos desempregados e com direitos laborais significativos para os assalariados.

Em 2014, parece-me que o objectivo da Esquerda não deve ser ressuscitar a ideia de «ditadura do proletariado», mas inventar um novo conceito de democracia, que ao lado da liberdade de expressão de pensamento e do respeito pelos Direitos Humanos, exija uma grande redução das desigualdades sociais. Parece-me necessária uma democracia política, baseada no conceito de Jean-Jacques Rousseau de soberania popular, expressa através do voto em eleições livres, num contexto de liberdade de expressão de pensamento, associada a uma democracia económica e a uma democracia social.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

AS TRÊS IDEOLOGIAS QUE MAIS MARCARAM A EUROPA NO SÉCULO XX – II MARXISMO-LENINISMO OU COMUNISMO


A origem das ideias do igualitarismo comunista, muito remota, parece estar no chamado Cristianismo inicial ou Cristianismo primitivo. Engels escreveu o livro «Contribuição para a História do Cristianismo Primitivo».
Uma origem mais próxima é o livro do pensador inglês Tomás More «Utopia» (1516), publicado inicialmente em latim, no contexto do chamado Renascimento, em que é imaginada uma sociedade ideal, sem opressores e oprimidos e com propriedade colectiva, numa ilha imaginária, que teria sido descoberta pelo navegador português Rafael Hitlodeu.
As três fontes reconhecidas por Marx e Engels para a sua ideologia comunista são o socialismo utópico (sobretudo francês), cujo nome tem as suas raízes na «Utopia» de More; a Filosofia Clássica alemã, nomeadamente Hegel (dialéctica) e Feuerbach (materialismo / ateísmo) e a Economia Política britânica, sobretudo do escocês Adam Smith e do inglês David Ricardo.
No século XIX Karl Marx (1818 – 1883) e Friedrich Engels (1820 – 1895) inventaram uma nova ideologia que tinha por objectivo a construção de uma sociedade sem classes. A obra mais assustadora para a burguesia foi escrita por Marx e Engels, o «Manifesto do Partido Comunista» e publicada em 1848.
A obra mais importante de Marx é considerada «O Capital» (1º volume 1867), em que é feita a crítica mais profunda às desigualdades sociais provocadas pelo capitalismo.
Marx e Engels, tal como Jean-Jacques Rousseau foram apenas teóricos, nunca exerceram o poder.
Lenine (1870 – 1924) aplicou as ideias de Marx e Engels na Revolução de Outubro de 1917 na Rússia (segundo o calendário juliano, em Novembro segundo o calendário gregoriano, que vigora na Europa Ocidental).

Lenine e Estaline dividiram a Rússia em repúblicas unidas a que Lenine chamou União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Foram os criadores da República Socialista Soviética da Ucrânia (sem a Crimeia).
Lenine deixou o seu trabalho por completar na especificação dos critérios para a criação das repúblicas soviéticas. Lenine criou a República Socialista Soviética da Transcaucásia, sem grande sentido, porque englobava três etnias muito distintas, da Arménia, da Geórgia e do Azerbaijão. Estaline corrigiu esta contradição criando as Repúblicas Soviéticas da Arménia, da Geórgia e do Azerbaijão. No entanto, Estaline omitiu o factor étnico na questão da República Soviética da Ucrânia (sem a Crimeia) dentro da qual colocou populações de etnia russa, que em 2014 se revoltam contra a decisão de Estaline.
No aspecto económico Lenine com a NEP criou um sistema misto de empresas estatais (as de maior dimensão) e privadas.
Estaline aplicou à letra as teorias económicas de Marx, com a nacionalização e colectivização de toda a economia. Estaline foi bem-sucedido na chamada indústria pesada, o que lhe permitiu vencer a II Guerra Mundial.
Com Estaline a Rússia (denominada União Soviética) atingiu o apogeu do seu poderio e influência a nível planetário. Mesmo a Rússia czarista que derrotou Napoleão Bonaparte teve uma influência no Mundo muito inferior à da Rússia (denominada União Soviética) estalinista, que se tornou uma das duas superpotências globais, a par dos Estados Unidos.
Foi com Estaline, com o seu sucesso militar contra a Alemanha nazi, que a Rússia/União Soviética mudou o percurso da Humanidade ao lado dos Estados Unidos e do Reino Unido. Não devemos esquecer que a Rússia/União Soviética aguentou o primeiro embate da Alemanha nazi, apenas aliada com o Reino Unido bastante fragilizado, até à entrada dos Estados Unidos na II guerra Mundial, mais concretamente de 22 de Junho de 1941 (ataque da Alemanha nazi à Rússia/União Soviética) a 7 de Dezembro de 1941 (entrada, de facto, dos Estados Unidos na II Guerra Mundial).
Foi, porém, com Estaline que o conceito ditadura do proletariado, teorizado por Marx e Engels, se mostrou, na prática, muito perigoso, com tremendos abusos do poder.
Na minha opinião, o regime marxista-leninista na Rússia / União Soviética não implodiu por qualquer pressão externa, mas sim pela flagrante contradição entre as teorias de Marx e Engels e a prática das suas tentativas de aplicação. Houve uma grande diminuição das desigualdades sociais com o marxismo-leninismo-estalinismo na Rússia /União Soviética, mas ao mesmo tempo houve abusos brutais em nome da ditadura do proletariado teorizada por Marx e Engels. Mas não foram só os abusos do poder em nome do conceito de Marx e de Engels «ditadura do proletariado», que levaram à implosão do regime, foram os fracassos da economia totalmente estatizada e colectivizada. Houve diminuição das desigualdades sociais, houve a criação de um Serviço Nacional de Saúde gratuito e a criação de um Sistema Público de Ensino gratuito, mas o nível de vida da maioria da população manteve-se significativamente inferior ao dos países mais desenvolvidos da Europa capitalista, que também criaram um Serviço Nacional de Saúde gratuito e um Sistema Público de Ensino gratuito.

Em 2014, sabemos que a Revolução comunista na Rússia foi uma revolução falhada, como tinha sido uma revolução falhada a Revolução Francesa de 1789 – 1799.
Em 2014, parece-me evidente que o capitalismo continua com as suas brutais desigualdades sociais. Mas, a ideia de «ditadura do proletariado», teorizada por Marx e Engels, na prática, tornou-se uma ideia bastante perigosa.
Ora, o fracasso, na Europa, dos regimes inspirados em Marx e Engels, não significa que a luta contra as desigualdades sociais tenha terminado, essa luta continua, só que os caminhos para criar uma sociedade mais justa exigem ideias novas e a reformulação das ideias que surgiram com o objectivo de criarem menos desigualdades sociais.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

AS TRÊS IDEOLOGIAS QUE MAIS MARCARAM A EUROPA NO SÉCULO XX – I

FASCISMO / NAZISMO

Durante boa parte do século XX existiram colónias e os povos colonizados tiveram que lutar pela sua independência.
Na Europa, o século XX foi muito marcado por três regimes políticos, que foram o fascismo/nazismo, o marxismo-leninismo (também chamado de comunismo) e a democracia capitalista.
O fascismo foi inventado por Mussolini na Itália, mas foi a sua variante alemã mais conhecida por nazismo que foi mais marcante. O livro mais significativo do fascismo/nazismo foi «Mein Kampf» («A Minha Luta») de Hitler, editado em 1925. O fascismo/nazismo tem as suas origens na monarquia absoluta e na Inquisição católica. Sob o ponto de vista social o fascismo representa uma ditadura da alta burguesia. No caso do nazismo a alta burguesia judaica foi destruída como classe social e muitos dos seus elementos, que não fugiram a tempo, foram executados. O fascismo alemão, chamado de nacional-socialismo ficou conhecido por nazismo, dirigido pelo partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Naziationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP), mais conhecido como partido nazi, simplificação com origem no nome em alemão de Nacional-Socialismo, Nationalsozialismus.
Mussolini inventou o conceito fascismo baseado na língua latina e fundou o Partido Nacional Fascista, em 1922.
O fascismo alemão tem uma origem equívoca, porque nasce da evolução do Partido dos Trabalhadores Alemães (Deutsche Arbeiterpartei, DAP), fundado em 1919 e para o qual Hitler entrou ainda em 1919. Em 24 de Fevereiro de 1920, o DAP mudou seu nome para o Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães).
A cor vermelha da bandeira nazi tem origem na cor vermelha dos socialistas, a cor branca simboliza o nacionalismo e a cruz suástica simboliza a supremacia da raça ariana. A bandeira nazi foi desenhada pelo próprio Hitler.
Todos os fascismos se enquadraram no sistema capitalista e foram caracterizados por uma ditadura pessoal, todos os fascismos foram contra a liberdade de expressão de pensamento, contra a liberdade política, contra todas as ideias democráticas e contra todas as ideias de Esquerda. Todos os fascismos foram e são expressão da chamada extrema-direita.

De todos os fascismos, o fascismo alemão ou nazismo é o mais marcante na História da Humanidade, porque conduziu uma sociedade industrializada muito desenvolvida a praticar o Mal absoluto, sintetizado na fábrica de matar pessoas de Auschwitz. As principais vítimas do nazismo foram os judeus, de todas as classes sociais, homens, mulheres e crianças de todas as idades assassinados em massa, à escala industrial, cerca de seis milhões. Depois foram os ciganos que tiveram sorte semelhante à dos judeus. Selectivamente, foram presos e assassinados os eslavos, os comunistas, os socialistas e outras minorias como os homossexuais.
Os livros de Friedrich Nietzsche (1844 – 1900) «Para Além do Bem e do Mal» (1886) e «Assim Falava Zaratustra» (1883-85) constituem fundamentos filosóficos do nazismo. Nietzsche foi o filósofo oficial do nazismo.
A vontade de poder tão salientada por Nietzsche conduziu o nazismo à ideia de a Alemanha ter poder sobre todo o Mundo, desencadeando a II Guerra Mundial (1939 – 1945) e colapsando perante o poder demolidor da Rússia / União Soviética e dos Estados Unidos do mesmo lado, aliados entre si e do Reino Unido.

Nos chamados Julgamentos de Nuremberga de 1946 – 1947 ficaram provados os horrores do nazismo e os principais responsáveis, que não se suicidaram e que não conseguiram fugir foram condenados.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

EM 1 DE DEZEMBRO DE 1640 PORTUGAL CONQUISTOU PELA SEGUNDA VEZ A INDEPENDÊNCIA


Em 1143 D. Afonso Henriques foi reconhecido rei de Portugal pelo imperador de Leão e Castela, mas no contexto do feudalismo era vassalo do imperador de Leão e Castela. Em 1179, pela bula Manifestis Probatum, D. Afonso Henriques tornou-se vassalo directo do papa Alexandre III, ficando assim Portugal totalmente independente.
Em 1580 o exército de Portugal, comandado por D. António Prior do Crato, foi derrotado na batalha de Alcântara, frente à cidade de Lisboa, do lado Oeste, pelas tropas invasoras da Espanha, às ordens do rei de Espanha Filipe II. Portugal perdeu a sua independência.
Aproveitando a revolta da Catalunha, houve em Lisboa a Revolução de 1 de Dezembro de 1640, dirigida pela alta nobreza, com grande apoio popular, restaurando a independência de Portugal, com a escolha do Duque de Bragança para rei de Portugal, com o título de D. João IV.

A consolidação da independência só foi possível através de vitórias militares posteriores. Muitos portugueses morreram a lutar pela independência de Portugal.


As tropas portuguesas venceram a batalha de Montijo em 1644, sob o comando de Matias de Albuquerque; a batalha das Linhas de Elvas, em 1658, sob o comando do Conde de Cantanhede, que depois se tornou o Marquês de Marialva; a batalha de Ameixial, em 1663, sob o comando do Conde de Vila Flor e do Conde de Schomberg; a batalha de Castelo Rodrigo, em 1664, sob o comando de Pedro Jacques de Magalhães e a batalha final de Montes Claros, em 1665, sob o comando do Marquês de Marialva.

domingo, 30 de novembro de 2014

A IDEIA DE QUE O PODER JUDICIAL PODE FAZER O QUE LHE APETECE, EM PORTUGAL, É UMA IDEIA DO ESTADO POLICIAL DO FASCISMO SALAZARISTA-MARCELISTA


Salazar se não gostava dum político mandava-o prender. A pouca clareza da detenção de José Sócrates e o recurso a ilegalidades graves por parte de quem o prendeu faz lembrar as detenções políticas do fascismo salazarista.

Foi gente muito importante no processo de detenção de José Sócrates que chamou a televisão para o humilhar, contra as leis em vigor.

sábado, 29 de novembro de 2014

JOSÉ SÓCRATES VERSUS PODER JUDICIAL NO CENTRO DA ACTUALIDADE


Foram os gregos que inventaram a Democracia. Na cidade-estado de Atenas a Democracia atingiu o seu apogeu, na Grécia Antiga. Considerando a época (século V a.C.) foi um grande avanço para a Humanidade. No entanto a Democracia grega era incompatível com o conceito Direitos Humanos, era uma Democracia esclavagista.
No livro «O Contrato Social» (1762) o filósofo iluminista franco-suíço Jean-Jacques Rousseau lançou as bases da Democracia Contemporânea, ao exigir o respeito pelos Direitos Humanos. Neste livro, cuja primeira edição foi queimada em público, mas depois de muitos exemplares terem sido comprados, J-J Rousseau condena violentamente a escravatura, defende a República contra a Monarquia e a soberania popular, expressa através do voto em eleições livres, num ambiente de liberdade de expressão de pensamento. Antes dele o filósofo iluminista francês Montesquieu, no livro «O Espírito das Leis» (1748) defendeu a separação dos três poderes do Estado, legislativo, executivo e judicial e defendeu a supremacia do poder legislativo sobre o poder executivo e sobre o poder judicial.
Montesquieu, Jean-Jacques Rousseau e outros filósofos iluministas, nomeadamente em artigos na «Enciclopédia» (1750 – 1772), dirigida por d'Alembert e Diderot lançaram as bases teóricas da Democracia Contemporânea. O pensamento iluminista, aqui referenciado, foi de tal maneira inovador, que deu origem à Revolução Francesa de 1789 – 1799, para a maior parte dos intelectuais actuais, o acontecimento mais importante no percurso da Humanidade nos últimos quatro séculos. É por isso que é aceite o início da Idade Contemporânea em que estamos, com a Revolução Francesa de 1789 – 1799.
No século XIX Karl Marx (1818 – 1883) e Friedrich Engels (1820 – 1895) inventaram uma nova ideologia que tinha por objectivo a construção de uma sociedade sem classes. A obra mais assustadora para a burguesia foi escrita por Marx e Engels, o «Manifesto do Partido Comunista» e publicada em 1848.
A obra mais importante de Marx é considerada «O Capital» (1º volume 1867), em que é feita a crítica mais profunda às desigualdades sociais provocadas pelo capitalismo.
Marx e Engels, tal como Jean-Jacques Rousseau foram apenas teóricos, nunca exerceram o poder.
Lenine (1870 – 1924) aplicou as ideias de Marx e Engels na Revolução de Outubro de 1917 na Rússia (segundo o calendário juliano, em Novembro segundo o calendário gregoriano, que vigora na Europa Ocidental).
Lenine e Estaline dividiram a Rússia em repúblicas unidas a que Lenine chamou União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Foram os criadores da República Socialista Soviética da Ucrânia (sem a Crimeia).
Em 2014, sabemos que a Revolução comunista na Rússia foi uma revolução falhada, como tinha sido uma revolução falhada a Revolução Francesa de 1789 – 1799.
Em 2014, parece-me evidente que o capitalismo continua com as suas brutais desigualdades sociais. Mas, a ideia de ditadura do proletariado, teorizada por Marx e Engels, na prática tornou-se uma ideia perigosa.
Em 2014, parece-me que o objectivo da Esquerda não deve ser ressuscitar a ideia de ditadura do proletariado, mas inventar um novo conceito de democracia, que ao lado da liberdade de expressão de pensamento e do respeito pelos Direitos Humanos, exija uma drástica redução das desigualdades sociais.
O caso José Sócrates abalou muito quer o PS, quer a Direita, quer a Esquerda marxista. Eu acho que quando não se gosta de um político não se deve prendê-lo ilegalmente. E lamento que na Esquerda à esquerda do PS haja muita gente que despreze os Direitos Humanos e a liberdade de expressão de pensamento, e que tenha aproveitado o caso da prisão ilegal de José Sócrates, para evidenciar esse desprezo pelos Direitos Humanos e pela liberdade de expressão de pensamento.

O PODER JUDICIAL NÃO PODE FAZER O QUE LHE APETECE.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A DETENÇÃO ILEGAL DE JOSÉ SÓCRATES, O CATACLISMO QUE FOI E OS CATACLISMOS QUE PROVOCOU


Horrorizados com o que viram todos os deuses fugiram de Auschwitz deixando os prisioneiros entregues ao Mal absoluto.
Direitos Humanos o que é isso?
O «Ballet Rose», um conjunto de bacanais pedófilas da elite fascista foi abafado por ordem de Salazar. A elite da Direita portuguesa estava acima das leis durante o fascismo salazarista-marcelista e continuou acima das leis durante a III República.
José Sócrates foi detido ilegalmente e uma onda de delirante euforia percorreu quase toda a Direita e parte da chamada Esquerda à esquerda do PS.
Mário Soares criticou o poder judicial e foi quase, metaforicamente, assassinado pelos eufóricos inimigos de José Sócrates, atrás referidos.

O que me chamou mais a atenção foi o desprezo pela liberdade de expressão de pensamento e pelos Direitos Humanos, pelos atrás referenciados inimigos de José Sócrates.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A PRISÃO ILEGAL DE JOSÉ SÓCRATES E A IMPUNIDADE DOS ACUSADORES E DOS JUÍZES DOS TRIBUNAIS PLENÁRIOS FASCISTAS


Há uma continuidade entre o poder judicial do fascismo salazarista-marcelista e o poder judicial da III República. O abuso do poder e a humilhação pública dos acusados têm uma continuidade do fascismo para a III República. A Revolução de 25 de abril de 1974 passou ao lado do poder judicial. O poder judicial fascista escapou à Revolução de 25 de Abril de 1974. Permaneceu impune, embora tenha cometido crimes muito graves nos Tribunais Plenários fascistas.

As pessoas à esquerda do PS, em grande número, dão-se muito mal com a liberdade de expressão de pensamento. Nesta área, muita gente acha que Mário Soares não devia dar a opinião de Mário Soares! Então devia dar a opinião de quem?

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

AS CRÍTICAS DO SINDICATO DOS MAGISTRADOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO A MÁRIO SOARES SÃO VERGONHOSAS, PARECEM UM COMUNICADO DA PIDE/DGS, OS MAGISTRADOS NÃO FORAM VACINADOS COM A VACINA DA HONESTIDADE, PORQUE ESTA NÃO EXISTE

Mário Soares, que lutou pela liberdade de expressão de pensamento em Portugal, e que esteve preso por isso, usou essa liberdade que ele próprio ajudou a conquistar, e tanto incomodou aqueles que não fizeram nada de nada pela liberdade de expressão de pensamento em Portugal.

O poder judicial português dá-se muito mal coma liberdade de opinião.


O filósofo iluminista francês Montesquieu no livro «O Espírito das leis» (1748), defendeu, acerrimamente a separação dos três poderes do Estado, legislativo, executivo e judicial, debaixo da ditadura ‘inspirada por Deus’ que era a monarquia absoluta.
Podemos considerar os filósofos iluministas Jean-Jacques Rousseau com «O Contrato Social» (1762) e Montesquieu com «O Espírito das Leis», como os principais fundadores teóricos da Democracia contemporânea.

Ora, a separação dos três poderes do Estado não implica que o poder judicial aja fora da Lei, como aconteceu com a detenção ilegal e filmada de José Sócrates. Os elementos do poder judicial estão sujeitos às leis, mas não as cumprem, na maior impunidade.

O PODER JUDICIAL É TÃO POLÍTICO COMO O PODER LEGISLATIVO E O EXECUTIVO. OS QUE PRENDERAM JOSÉ SÓCRATES, INCLUINDO O JUIZ SÃO TÃO POLÍTICOS COMO ELE. O BALLET ROSE SALAZARISTA FICOU IMPUNE E OS ‘BALLETS ROSES’ DA DIREITA PORTUGUESA NA III REPÚBLICA FICARAM IMPUNES


Mário Soares já foi preso pelo poder judicial, durante o fascismo. Mário Soares visitou Sócrates, ambos foram presos pelo poder judicial, pelo mesmo poder judicial.


JOSÉ SÓCRATES É ACUSADO DE TER DESVIADO 7 MIL MILHÕES DE EUROS COM A ELITE DO PS ATRAVÉS DO BANCO BPN E DE TER VENDIDO O PAVILHÃO ATÂNTICO AO MOTORISTA A PREÇO DE SALDO.


Tem havido e há muitos ‘Durões Barrosos’ e ‘Duronas Barrosas’ de passagem pela Esquerda marxista. Presumo que são ‘Durões Barrosos’ e ‘Duronas Barrosas’ de passagem pela Esquerda, actualmente, que têm a mesma posição da extrema-direita sobre a prisão ilegal de José Sócrates.

O SITE DA EXTREMA-DIREITA NEOFASCISTA E NEOCONSERVADORA «OBSERVADOR» É UMA ABERRAÇÃO DA DIREITA ABERRANTE DOS TACHOS



O site neofascista «Observador» desperta-me ódio. É a escória da extrema-direita dos tachos onde pontifica a pura desonestidade, desde a neofascista admiradora de Salazar Helena Matos ao neoconservador dos tachos de Bruxelas José Manuel Fernandes. É a escória da escória da Direita portuguesa.

domingo, 23 de novembro de 2014

A PRISÃO DE JOSÉ SÓCRATES FOI ILEGAL, FOI POR MOTIVOS POLÍTICOS, COMO ERAM AS DETENÇÕES FEITAS PELA PIDE/DGS ILEGAIS E POR MOTIVOS POLÍTICOS

A prisão de José Sócrates ilegal e por claros motivos políticos significou, de facto, um golpe de estado da Direita Portuguesa e o fim do regime saído da Revolução de 25 de Abril de 1974. Voltámos, de facto, às detenções de 24 de Abril de 1974, voltámos às detenções fascistas, realizadas por motivos políticos pela PIDE/DGS.
O Ballet Rose da elite fascista ficou impune por ordem de Salazar. O ‘Ballet Rose’ de Cavaco Silva e dos seus compadres do BPN ficou impune. O ‘Ballet Rose’ de Passos Coelho e Miguel Relvas ficou impune. O ‘Ballet Rose’ de Paulo Portas ficou impune.
Os crimes muito graves dos procuradores e juízes dos Tribunais Plenários fascistas ficaram impunes. Esses acusadores e esses juízes dos Tribunais Plenários fascistas nunca foram julgados pelos seus crimes, nuns julgamentos que seriam semelhantes aos julgamentos de Nuremberga de 1946 – 1947.
Os polícias da PIDE/DGS que assassinaram o general Humberto Delgado e a sua secretária ficaram impunes. Os polícias da PIDE/DGS que fuzilaram civis na rua António Maria Cardoso, no dia 25 de Abril de 1974, não foram devidamente julgados e condenados. Os crimes de rapto, prisão arbitrária, tortura e assassinato, praticados pelos polícias da PIDE/DGS, foram objecto de penas irrisórias.
Cavaco Silva chegou a condecorar um torturador da PIDE/DGS.
Os antifascistas foram, parcialmente, responsáveis pela ausência de processos e julgamentos do fascismo português semelhantes aos Julgamentos de Nuremberga de 1946-47 em que foram julgados os crimes do fascismo alemão, mais conhecido por nazismo.
Mário Soares e o chamado «Grupo dos Nove» tiveram grandes responsabilidades na ausência do julgamento do fascismo português, de modo semelhante aos Julgamentos de Nuremberga de 1946 – 1947.
A sede da PIDE/DGS em Lisboa, na rua António Maria Cardoso, em vez de ser transformada num museu dos crimes do fascismo português tornou-se um condomínio privado de luxo.
Em Novembro de 2014, houve um golpe de Estado da Direita portuguesa, que pôs fim, sejamos claros, de facto, à III República portuguesa.
A ausência da dúvida metódica cartesiana aplicada ao poder judicial foi o suicídio da III República portuguesa.

A questão de fundo não é o facto de José Sócrates ser ou não ser culpado de ilícitos criminais. E os outros da Direita? A questão de fundo foi a selecção de José Sócrates, enquanto políticos da Direita semelhantes ficam impunes.

APLICO A DÚVIDA METÓDICA A TODA A GENTE E ASSIM COLOCO ESTA QUESTÃO: OS QUE PRENDERAM JOSÉ SÓCRATES SÃO MAIS HONESTOS QUE ELE? HÁ PROVAS DESSA HONESTIDADE? QUE DEUS GREGO LHES DEU O DOM DA HONESTIDADE SEM A PROVAREM?

                                                                           

«SÁBADO, 22 DE NOVEMBRO DE 2014


Abuso de autoridade (2)

Não basta à PGR anunciar em abstrato os tipos delituais de que Sócrates é suspeito, dando pasto às mais mirabolantes, odientas e assassinas especulações, como está a suceder. É obrigatório saber-se em que tipo concreto de atuações consistem as suspeitas, a que tempo se reportam e nomeadamentese envolvem responsabilidades como governante ou não.
Num  Estado de direito, os suspeitos têm pelo menos o direito a não serem expostos a condenação e lapidação sumária em público, antes mesmo de haver acusação.

Abuso de autoridade

É evidente que num Estado de direito ninguém está acima da lei penal, incluindo ex-primeiros-ministros. Mas também todos têm direito a igual proteção da lei. Era mesmo necessário ir deter José Sócrates à saída do avião? Não era possível esperar que chegasse a casa? E era preciso avisar previamente todas as televisões e arranjar aquele "estardalhaço" no aeroporto de Lisboa?» (Vital Moreira in blog «Causa Nossa»)