terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O DESCARAMENTO E A PERIGOSIDADE DOS TRAIDORES

«O Miguel Vasconcelos dos estarolas “fez de alemão”


Causou enorme espanto o conjunto de declarações que o meninote investido nas funções de secretário Estado dos Assuntos Europeus fez numa mesa-redonda em Atenas sobre “Governância económica e crise europeia”. Bruno Maçães, o meninote em causa que já foi assessor político de Passos Coelho, identificou-se de tal forma com os pontos de vista alemães que os jornais gregos escreveram que o governante português “fez de alemão”.

Com “bastante surpresa”, os jornais gregos registaram as declarações de Maçães, designadamente quando “se mostrou resolutamente contra uma frente europeia do Sul na zona euro”. Eis o desabafo de um jornalista grego, depois de ter confrontado Maçães com os esforços para mudar o curso da política europeia por parte de François Hollande e Enrico Letta, que se tinham reunido na véspera da passagem do meninote por Atenas: “Ficámos verdadeiramente desiludidos, porque tínhamos a expectativa de encontrar um amigo da periferia europeia que se revelou um rigoroso académico sem qualquer solidariedade com um país com problemas semelhantes ao seu.

Bruno Maçães mais não fez do que repetir, talvez de forma nua e crua por ter sido interpelado sem a suavidade dos media portugueses, o que o Governo defende. Ainda recentemente, numa entrevista ao Jornal de Negócios em que se esfalfava em defesa da introdução da regra de ouro na Constituição, o meninote opôs-se à concertação de esforços dos países da periferia:


Dizia-me um amigo esta manhã, enquanto tomávamos café, que, em tempo de guerra, o meninote arriscava-se a ser considerado traidor à pátria. Não me respondeu quando o questionei se os tempos que vivemos não são, de facto, tempos de guerra.» (In blog «Câmara Corporativa»)

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