sábado, 28 de dezembro de 2013

2013 – UM ANO DO DESEMPREGO E DA EMIGRAÇÃO EM GRANDE ESCALA


Passos Coelho, um mentiroso compulsivo, sugeriu que a criação de emprego líquida foi de mais de 120 mil postos de trabalho. Omitiu, hipocritamente, os mais de 98 mil postos de trabalho que se perderam. A criação e perda de postos de trabalho são dois temas interligados. Se tivessem sido criados 500 mil postos de trabalho e se perdessem outros 500 mil, a situação, na prática, era de estagnação no emprego.

Depois há aqueles e aquelas que emigram e não pensam voltar. Acham que Portugal é um caso perdido e que a sua independência está sendo posta em causa pelos traidores que governam Portugal para servirem os interesses da Alemanha. E em 2013 houve também uma transferência de riqueza da maioria dos portugueses para a muito pequena minoria da alta burguesia.

«O ano de 2013 registou a criação de 21,8 mil empregos líquidos entre Janeiro e Setembro, segundo os dados disponíveis mais recentes. O valor fica bem longe dos "120 mil novos empregos líquidos" que Passos Coelho garantiu terem sido criados até Setembro deste ano na mensagem de Natal desta semana. Para o valor do primeiro-ministro ser correcto, o ano de 2013 teria de ter começado em Março, ignorando-se assim a sua parte mais negativa: entre Janeiro e Março perderam-se 100 mil empregos.
(…)

A 31 de Dezembro de 2012, Portugal contava com 4,53 milhões de pessoas com emprego. Este valor no final do terceiro trimestre de 2013, ou seja, 30 de Setembro, evoluiu até aos 4,55 milhões de pessoas empregadas, um ganho líquido de 21,8 mil postos de trabalho desde 1 de Janeiro. Foi precisamente no primeiro trimestre do ano, o período que ficou de fora dos cálculos apresentados por Passos Coelho na mensagem de Natal, que a destruição de emprego se fez sentir com mais força no país. Entre o primeiro dia do ano e o último dia de Março, a economia portuguesa destruiu 98,6 mil postos de trabalho.» (In jornal «i» net)


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