sábado, 2 de novembro de 2013

ZONA EURO - ZONA MUITO PERIGOSA

Aonde estava a inteligência das pessoas que assinaram as leis da moeda euro e do chamado «Banco Central Europeu»? Até foi a França que tomou a iniciativa da criação da moeda euro, mas está a dar-se mal com ela.
Uma moeda comum exige em primeiro lugar parte da dívida dos Estados que a usam mutualizada, os chamados «eurobonds», e de um Banco Central que empreste dinheiro directamente aos Estados e que apoie os Estados em momentos de crise.
Por incompetência, os políticos que criaram as leis da moeda euro e do falso «Banco Central Europeu», avançaram sem estes pressupostos. Se estes pressupostos não estivessem acordados não deveria entrar em circulação a moeda euro. Ou havia euro capaz de enfrentar, positivamente, crises ou seria perigoso criar uma Zona Euro incompetente. Optaram por criar uma Zona Euro com leis incompetentes e perigosas. A Zona Euro nasceu torta e está armadilhada. Há que corrigir os erros ou a Zona Euro, tal como é, em Novembro de 2013, será um fracasso perigoso.

«Aprender com os anos 30


Notícias preocupantes mas que, infelizmente, não surpreendem:
«O medo regressou à Grécia com a notícia da morte de dois militantes do Aurora Dourada, alvejados por desconhecidos à porta de um edifício do partido neonazi num subúrbio de Atenas.» (Público)
«Os mercados entraram em pânico e o Banco Central Europeu tem de tomar medidas urgentes. A razão é grave: a inflação na zona euro desacelerou para uma zona de perigo de deflação. A taxa de inflação anual na zona euro atingiu 0,7% em Outubro, o que representa uma desaceleração face ao valor de 1,1% verificado em Setembro, segundo a estimativa rápida do gabinete de estatística da União Europeia divulgada na quinta-feira.» (i online)

Como tenho dito, os anos 30 do século passado são uma referência útil para entender o que estamos a viver:
«Em Berlim, a polarização eleitoral reflectia-se nas lutas de rua entre milícias nazis e comunistas. … Brüning manteve-se como Chanceler, apoiado no Reichstag pelos Sociais-Democratas, mas a sua autoridade tinha sido enfraquecida e a opinião política e financeira, no estrangeiro, estava cada vez mais alarmada. Em Dezembro de 1931 foram ordenados mais cortes … Brüning e os seus conselheiros sentiam uma imperiosa necessidade de restaurar a abalada confiança na Alemanha.» (Barbarism and Civilization, p. 177)
«Várias lições da desastrosa experiência entre as duas guerras são directamente relevantes para a Europa dos nossos dias ... A deflação ajudou a aprofundar a Depressão; ... os países começaram a recuperar da Grande Depressão logo que abandonaram o padrão-ouro.» (O'Rourke e Taylor, p. 176)» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)
«A Holanda e a Alemanha mantiveram superávites substanciais na balança corrente desde 2012, enquanto os défices das balanças correntes de Itália, de Espanha e das economias periféricas mais pequenas foram significativamente contraídos, em resultado sobretudo do colapso da procura interna e da queda dos salários (...) O resultado liquido foi um enviesamento deflacionário na Zona Euro, bem como na economia mundial (...) Em 2012, a Zona Euro, em termos agregados, foi sujeita a uma das mais agressivas consolidações orçamentais das economias avançadas apesar de ter um dos mais pequenos défices orçamentais ajustados do ciclo e uma perspectiva de crescimento fraca. » (Idem, excerto de relatório do Tesouro dos EUA) 

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