quinta-feira, 28 de novembro de 2013

TRANSFERÊNCIA DE RIQUEZA PARA A ALTA BURGUESIA, POR ORDEM DE BERLIM

«A crise dos pobres aumentou a fortuna dos ricos
1º – Américo Amorim | 2013: 4.503,6 milhões de euros  | 2012: 1.955,9 milhões de euros»
Este Amorim da cortiça mandou construir uma Escola Privada. O governo não tem dinheiro para as Escolas Públicas, mas paga a conta da água da piscina da Escola de Américo Amorim, paga a conta da electricidade, a do gás e os ordenados dos professores e dos outros funcionários.
O governo obrigou os contribuintes a darem 150 milhões de euros às Escolas Privadas dos seus compadres, em 2013. Em 2014 serão 152 milhões de euros.
«2º – Soares dos Santos | 2013: 2.190,3 milhões de euros | 2012: 2.070 milhões de euros
3º – Guimarães de Mello | 2013: 1.673 milhões de euros | 2012: 700,1 milhões de euros
4º – Belmiro de Azevedo | 2013: 1.210,7 milhões de euros | 2012: 680,9 milhões de euros
5º – António da Silva Rodrigues | 2013 – 642,9 milhões de euros (primeira vez no top 10)

Segundo a insuspeita Exame “os tempos podem ser de crise, mas as maiores fortunas nacionais continuam a crescer”. Se esta frase fosse escrita por qualquer marxista este seria imediatamente descredibilizado na praça pública. Mas os tempos estão de tal modo que já nem sequer é preciso mentir e não há grande problema de se esfregar na cara dos pobres que é a sua pobreza a razão para tanta acumulação de capital.

Nas contas da publicação, o total das 25 maiores fortunas equivalia, em 2012, a 8,4% do produto interno bruto (PIB) nacional, ao passo que este ano esse valor chega a  10%. Em termos absolutos esse ganho é também relevante e, tomando como exemplo a oscilação dos quatro mais ricos, facilmente se conclui que os ricos ganharam mais dinheiro com o galope da crise. Somados, angariaram mais 4171 milhões de euros em 2013 do que em 2012.

Os números da obscenidade capitalista estão a ser divulgados pela Exame (aqui, via Sol), revista que o ano passado explicou, melhor que qualquer marxista da praça, que as grandes riquezas não tem origem no salário.

O relatório de estatísticas de 2012 das declarações de imposto de renda das 400 pessoas mais ricas dos EUA, divulgado pela Receita Federal Americana, mostra que os ganhos de capital – a valorização de seus activos – são a principal fonte de riqueza dos milionários sendo que a renda salarial não chega sequer aos a 10% dos seus rendimentos.


Como é bom de ver, os ricos ficam mais ricos à custa da maximização dos lucros das grandes empresas, algo que, sobretudo em tempo de crise, é feito à custa do despedimento em massa e da pauperização generalizada dos trabalhadores.» (In blog «L' OBÉISSANCE EST MORTE»)

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