sábado, 16 de novembro de 2013

O CARÁCTER SOCIAL DA «INTERNACIONAL SOCIALISTA»

«A Internacional Socialista actual é uma organização mundial dos partidos políticos social-democratas, socialistas e trabalhistas. Foi formada em 1951.
A Segunda Internacional, que foi formada em 1889 e dissolvida em vésperas da Primeira Guerra Mundial em 1914 e a Internacional Trabalhista e Socialista, que se dissolveu em 1940, com a ascensão do nazismo e fascismo, do início da Segunda Guerra Mundial, foram constituídas por alguns dos mesmos partidos que mais tarde iriam formar a Internacional Socialista, diferente da Comunista. Entre as acções mais famosas da Segunda Internacional foi a sua declaração em 1889 de 01 de Maio como Dia Internacional dos Trabalhadores e  a sua declaração em 1910 de 08 de Março como Dia Internacional da Mulher.
Enquanto a Segunda Internacional foi dividida pela eclosão da Primeira Guerra Mundial em forma de esqueleto, sobrevivendo através da Comissão Internacional Socialista. A Internacional foi reformada em 1923 (como a Internacional Trabalhista e Socialista), e foi novamente reconstituída, na sua forma actual, após a Segunda Guerra Mundial (durante a qual muitos partidos social-democratas e socialistas tinham sido suprimidos na Europa ocupada pelos nazis).» (In «Wikipedia»)

Sob o ponto de vista social, na segunda metade do século XX a Internacional Socialista tem por objectivo defender o poder social (de origem ‘divina’) da alta burguesia. Para que este poder fosse mais seguro seria bom que a alta burguesia fizesse algumas concessões ao chamado factor Trabalho.
O PS em Portugal, logo a seguir ao 25 de Abril de 1974, procurou, a todo o custo, que a alta burguesia, que era dona de Portugal com Salazar e Marcelo Caetano, voltasse a ser dona de Portugal, mas que tolerasse algumas concessões ao factor Trabalho.
O PS de Mário Soares e de Manuel Alegre aliou-se à Direita fascista, representada simbolicamente pelo terrorista Cónego Melo, para realizar o golpe de Estado de 25 de Novembro de 1975. Se as coisas lhes tivessem corrido mal as tropas inglesas interviriam, com base nos acordos de Ialta e Potsdam, firmados pela União Soviética, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido.
Melo Antunes, o líder do chamado «Grupo dos Nove», e Ramalho Eanes não tinham qualquer objectivo moral ou ético, viram apenas uma oportunidade dourada de tomarem o poder e serem eles a mandar, com o golpe de Estado  de 25 de Novembro de 1975. Fome de poder, fome de mandar foi o que os moveu. O mesmo se passou com Mário Soares e Manuel Alegre, o que os levou a aliarem-se à extrema-direita foi a fome de poder, a fome de mandar, nenhum imperativo ético ou moral. Uma característica da maioria dos políticos é a ausência de consciência moral, são movidos por interesses.
Isto vem a propósito da comemoração do golpe de Estado de 25 de Novembro de 1975, que devolveu Portugal à alta burguesia, em 2013, com uma homenagem ao general Ramalho Eanes.
Dizem, em 2013, que Portugal não tem dinheiro, mas teve dinheiro para oferecer um banco ao capitalista António Champallimaud.
Para a Internacional Socialista actual o poder da alta burguesia é de origem ‘divina’ e por isso inquestionável, como era de origem ‘divina’ o poder de Luís XVI, em 1789.

O carácter ‘divino’ da alta burguesia está bem expresso na Legislação da União Europeia, especialmente na da Zona Euro.

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