domingo, 3 de novembro de 2013

A FIFA, TAL COMO A UEFA, SÃO ORGANIZAÇÕES MAFIOSAS QUE GEREM O FUTEBOL OU O RETRATO DE UMA ÉPOCA INFELIZ


A época em que vivemos, se a Humanidade mudar para melhor, no futuro, sob o ponto de vista ético (o que não é certo que venha a acontecer), daqui por cem anos será vista com grande desprezo.
A política dominada por pessoas estúpidas ou traidoras na União Europeia, o prémio Nobel da Paz uma vergonha das civilizações escandinavas, o interesse super-hipócrita do Parlamento dos Estados Unidos pelos «Direitos Humanos», quando os EUA ostentam a tortura em Guantánamo e nas suas sucursais e o respectivo presidente da República faz condenações à morte sem julgamento e ordena as respectivas execuções.
Falo da civilização a que pertenço que é a chamada «civilização ocidental». Mas há mais…
O futebol é o desporto que mais dinheiro movimenta e é algo fora do Estado de Direito é algo, assumidamente, fora da lei. Toda a gente sabe, mas no estádio de desenvolvimento da nossa civilização, se os dirigentes da FIFA e da UEFA fossem honestos, parece que «acabava o Mundo»...

«Tristes figurinhas
Sepp Blatter é um economista suíço que, desde 1998, preside à FIFA – tendo responsabilidades nesta organização desde 1975. Concomitantemente com o seu percurso de dirigente desportivo, Blatter joga um campeonato que em Portugal apenas Cavaco Silva consegue disputar. O seu nome aparece em quase todos os grandes escândalos financeiros das últimas décadas de futebol, passando sempre entre os pingos da chuva das investigações, mesmo quando são presos todos os que estão à volta dele.
Ciente do seu poder, Blatter achou-se no direito de ridicularizar publicamente um futebolista, Cristiano Ronaldo. Numa primeira fase satirizou a sua imagem e mais tarde declarou no Twitter um sobranceiro “temos muitos jogadores talentosos, incluindo tu”.

Ronaldo respondeu muitíssimo bem. Fazendo o seu trabalho. Jogando e marcando três golos.

Tal como quando Cavaco despreza Saramago ou ridiculariza os pensionistas quando se lamenta pelas suas posses, as pessoas sentiram-se revoltadas. Entre qualquer jogador de futebol profissional e o dirigente feudal que tutela as suas competições, a escolha não é difícil. Mas esta indignação não é uma questão de Estado, nem Cristiano Ronaldo é um símbolo do país.

A intervenção do ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, que declara o “total repúdio” pela “triste figura” do presidente da FIFA, não pode passar em claro.

Perante as ameaças de Durão Barroso e Christine Lagarde ao Tribunal Constitucional, nem uma palavra. Perante os contínuos atropelos da troika à nossa soberania, nem uma palavra. Perante a quebra do segredo de justiça de um ministro em visita a outro estado soberano, nem uma palavra. De pin com a bandeira nacional ao peito vão passeando as tristes figurinhas.» (Tiago Mota Saraiva in jornal «i» net)

1 comentário:

  1. Parece que em Portugal as prioridades estão muito mal definidas... O assunto "Ronaldo" é mais importante que as questões económicas e outras que tais. O jogador do real madrid tem respondido em campo, e muito bem pelos vistos, agora seria boa ideia o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares se preocupar com o realmente interessa, e, definitivamente, não é o futebol.

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