sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A CRISE DA ZONA EURO E A PORTA DE SAÍDA

«A Europa obriga à austeridade interminável e sair do euro tem riscos. Dilema leninista: que fazer?
É um livrinho vermelho, mas não é um panfleto. Não faz demagogia num terreno minado por ela, à esquerda e à direita: a origem da crise económica e a fórmula para sair dela. Silva Lopes elogia a sua "elevada qualidade técnica" e "melhor fundamentação do que a maioria dos que advogam posições semelhantes".
Os autores são oito e alguns são militantes partidários (Bloco de Esquerda e PS). Estão juntos no Congresso Democrático das Alternativas, mas nenhum reflecte a posição oficial dos respectivos partidos.
Para quem sonha que derrubar o governo em funções ou "regressar aos mercados" serve para pôr fim à austeridade, fica rapidamente elucidado. "O regresso aos mercados, a acontecer, não constituirá o princípio do fim do programa da troika". Com os actuais instrumentos existentes na Europa, a espiral da austeridade sem fim está instalada, qualquer que seja o governo. Afinal, "o apoio das instituições europeias estará sempre sujeito à assinatura - mais ou menos publicitada - de um novo memorando, cujos ingredientes essenciais serão semelhantes aos do actual programa de ajustamento".
Que alternativas existem? Optar por "algum grau de confronto" com a troika, sim, mas não está de todo "garantido o desfecho desse processo negocial". Os autores defendem que "a possibilidade de regressar a uma trajectória de crescimento mantendo intactos os aspectos essenciais do enquadramento institucional da política económica europeia e da estratégia do Memorando de entendimento é, no mínimo, remota".
Apesar da redução das taxas de juro pelo BCE para responder à crise, como ontem voltou a fazer, "o investimento não parece responder a esses estímulos". Para sair do círculo da austeridade, os autores têm várias propostas, mas duvidam que elas tenham o consenso de todos os Estados-membros. Por exemplo, "um aumento significativo do orçamento comunitário, tornando-o bastante superior ao actualmente existente e atribuindo-lhe a responsabilidade de promover o investimento e a correcção das assimetrias no espaço europeu, bem como de apoiar o relançamento de economias que sofrem choques adversos" ou "a revogação do tratado orçamental e alteração do Pacto de Estabilidade e Crescimento, no sentido de aumentar a margem de manobra para a política orçamental de curto prazo".
Isto é impossível, já o sabemos.
Os autores defendem que "uma estratégia que imponha uma ruptura com a política de austeridade e uma reestruturação de dívida não pode deixar de considerar a saída do euro como um desfecho possível". Mas admitem que o debate é "difícil porque levanta questões de enorme complexidade e incerteza no que diz respeito às suas consequências". Mas dentro do euro nenhum partido pode ter um programa: "A permanência no euro depende crucialmente da evolução da zona euro e das suas instituições e políticas". Os autores afirmam que a saída do euro "deixaria, com grande probabilidade, os bancos nacionais insolventes", o que "obrigaria a uma reestruturação da dívida bancária e/ou uma recapitalização dos bancos". Acresce o risco da "fuga de capitais" e as perdas para os depositantes.



Mas o que vivemos é "a perpetuação do estado de excepção". A austeridade "é, em última análise, incompatível com a democracia". Para os autores, um governo que tenha uma alternativa real tem de "ter uma estratégia para sobreviver fora da zona euro, se necessário for". Até aqui, ninguém a tem.» (Ana Sá Lopes in jornal «i» net)


Relativamente à Zona Euro muita gente acha que este poder virtual que a Alemanha tem na Zona Euro será de longa duração. Ora, o poder virtual da Alemanha só existe, porque, actualmente, a França, a Itália e a Espanha são países governados por TRAIDORES.

Destes traidores o que tem mais peso é François Hollande, mas se a Itália ameaçasse com a saída imediata da Zona Euro, então a Zona Euro mudava ou implodia, porque a Itália, se saísse da Zona Euro iria arruinar a indústria automóvel da Alemanha. O que está a acontecer é o oposto, devido ao facto de a Itália estar a ser governada por traidores a Alemanha está a arruinar a indústria automóvel da Itália, devido à perversidade da Zona Euro.

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