domingo, 6 de outubro de 2013

TEMPOS DE DECADÊNCIA GALOPANTE

Portugal está a viver uma decadência galopante, imposta pela União Europeia, mais objectivamente, imposta por Berlim. A famigerada Troika é dominada pela União Europeia (falso «Banco Central Europeu» e falsa «Comissão Europeia»). O FMI, o terceiro elemento da Troika, tem sido especializado em arruinar países.
A decadência da classe política no poder é cómica, mas trágica para a maioria dos portugueses e portuguesas. O poder actual é constituído por «irrevogáveis» mentirosos e mentirosas.
Vivemos tempos de penúria para a maioria dos portugueses e portuguesas e de explicações altamente mentirosas para as contradições da chamada Troika, que quer empobrecer «custe o que custar» a maioria dos portugueses e portuguesas, ao mesmo tempo que alguns capitalistas pagam os impostos na Holanda, numa fuga ao Fisco imoral e criminosa que leis criminosas permitem…

«Sadismo antipatriótico


As declarações de Cavaco, acusando os que defendem nacionalmente que a dívida é insustentável, e que por isso tem de ser reestruturada, de masoquismo, são sádicas, ou melhor, sadomonetaristas. Servem para preparar mais sacrifícios, que recairão sobre os mesmos de sempre. A autoavaliação da troika está aí e as exigências de austeridade pelo lado mais recessivo - o da despesa - também. As declarações confirmam, pela enésima vez, que, para Cavaco, a autoridade política reside na troika: afinal de contas, se os credores e os seus representantes políticos dizem que a dívida é sustentável, então a dívida é sustentável, considera um dos principais responsáveis pela perda de independência do país no decisivo campo da política económica, um dos principais responsáveis pela adesão à UEM, o princípio da acumulação de uma dívida externa, pública e privada, recorde. Para Cavaco, não importa a trajectória de uma dívida pública que não é soberana, o seu crescimento, a obra de uma austeridade necessariamente recessiva.

Reparem que os credores têm todo o interesse em dizer que a dívida é sustentável, em intensificar a punção dos devedores, garantindo que estes pagam o máximo que conseguirem, quaisquer que sejam os sacrifícios envolvidos. Evitar, adiar e minimizar perdas com reestruturações é do seu interesse, como estamos fartos de saber. Os devedores têm interesses contrários. Também estamos fartos de saber que, de Belém a São Bento, a direita tem usado a pressão externa, num país que perdeu os instrumentos de condução de uma política minimamente soberana, para operar uma decisiva e estrutural alteração da correlação das forças sociais, impossível de obter noutras circunstâncias. Percebem que transferir cada vez mais recursos de baixo para cima exige que sejam também transferidos cada vez mais recursos de dentro para fora.

Por isso, é verdadeiramente confrangedor ver os intelectuais engraçados da direita, como João Miguel Tavares, ensaiar uma defesa do patriotismo e da independência nacional à Portas ontem no Público. Por favor. No euro, sem soberania monetária, com este colete-de-forças, das enviesadas regras do mercado interno aos tratados da austeridade permanente, sem centros de decisão económica, o que pressupõe propriedade do Estado sobre empresas vitais, sem instrumentos de política económica, numa região a que só por hábito enraizado podemos ainda chamar de país neste campo? A direita portuguesa não tem condições objectivas para tal passo patriótico, dado que a sua política atenta contra os interesses da maioria dos que aqui vivem e contras as instituições, dos correios ao SNS, que fazem uma comunidade política digna desse nome, dado que a sua política depende da tutela externa permanente, chame-se troika ou não.

A defesa da soberania democrática, a recuperação dos instrumentos de política, económica e não só, que lhe dão densidade material, a protecção das instituições de que um país é feito, a sua constituição, o patriotismo consequente, exigem uma política ancorada à esquerda e que una os mais amplos sectores sociais. Exigem uma política que comece por recusar os ditames da troika. A oportunidade está aí para quem a saiba aproveitar. Mais objectivamente antipatriótico do que Cavaco e a sua tropa-fandanga governamental é difícil.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

1 comentário:

  1. A mama dos ravioli-mafiosi tem de acabar!!!
    -> De facto, os políticos são eleitos é para gerir o bem público!...
    -> Toda a gente pôde ver: políticos incompetentes (fazendo jeitinhos a certos lobbys) ao contraírem dívida... conduziram o país rumo a uma espirar espiral recessiva e rumo à falência!
    -> Quando um qualquer ravioli-mafiosi começa a falar em deficit e dívida pública... a resposta do contribuinte deverá ser: «o quê!? o quê!? o quê!?... os políticos foram eleitos TÃO E SOMENTE para gerir o bem público!...»
    Explicando melhor, quando um político quer contrair dívida... tal terá de passar por um outro 'crivo'!... Leia-se: o contribuinte terá de reconhecer que o político em causa possui competência para tal!!!
    Ora, de facto, quando uma entidade qualquer contraí dívida das duas uma:
    - ou vai recuperar o investimento... ou... vai afundar-se ainda mais!...
    Resumindo: o Estado só poderá contrair dívida... mediante uma autorização expressa do contribuinte - obtida através da realização de um REFERENDO.
    .
    .
    .
    P.S.
    -> O contribuinte não pode andar constantemente a correr atrás do prejuízo: BPN, PPP's, etc, etc, etc.
    !!!...DEMOCRACIA SEMI-DIRECTA...!!!
    -> Há que apoiar os 'Políticos Disponíveis para serem Fiscalizados' (pelo contribuinte): "O Direito ao Veto de quem paga".
    .
    ---> É uma 'regra' da democracia:
    - Um ministro das finanças que dê abébias a certos lobbys tem a vida facilitada... pelo contrário, um ministro das finanças que queira ser rigoroso, tem de enfrentar uma (constante) tempestade política.
    ---> Mesmo depois de já terem sido estoirados mais de 200 mil milhões em endividamento... os 'Políticos Carta Branca' querem estoirar mais: eles continuam a falar em mais e mais despesa... “não enquadrada” na riqueza produzida!?!?!
    .
    ---> Por um sistema menos permeável a lobbys, os 'Políticos Disponíveis para serem Fiscalizados' (pelo contribuinte) deverão fazer uma gestão transparente para/perante cidadãos atentos... leia-se, são necessários melhores mecanismos de controlo... um exemplo: "O Direito ao Veto de quem paga" (vulgo contribuinte): ver blog 'fim-da-cidadania-infantil'.
    .
    O CONTRIBUINTE TEM QUE SE DAR AO TRABALHO!!!
    -> Leia-se: o contribuinte tem de ajudar no combate aos lobbys que se consideram os donos da democracia!
    .
    .
    .
    Anexo:
    LOBBYS PATRONAIS E LOBBYS SINDICAIS UNIDOS:
    - ambos, nas suas negociações com os governos, QUEREM MANTER O CONTRIBUINTE DE FORA… de facto, os mafiosos dos lobbys patronais (e dos lobbys sindicais) não querem que QUEM PAGA (vulgo contribuinte) possua o Direito de Vetar negociatas…
    [os lobbys poderão negociar normalmente com os governos… só que… depois… a coisa terá que passar pelo ‘CRIVO’ do contribuinte: "O Direito ao Veto de quem paga"]

    ResponderEliminar