quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O EXPRESSO É UM JORNAL DA ALA ESQUERDA DO FASCISMO DE MARCELO CAETANO QUE SÓ ENGANA QUEM TEM POUCO ESPÍRITO CRÍTICO

«Gente séria no governo, jornalismo de referência (capa do Expresso a 30 dias das eleições autárquicas)


Num país normal, a direcção do Expresso pedia desculpas públicas por esta capa.» (In blog «5 Dias net»)

O semanário «Expresso» é a expressão da ala esquerda do fascismo de Marcelo Caetano, que se adaptou à Revolução de 25 de Abril de 1974 e à III República, mas mantendo a sua matriz inicial de doutrinação de parte da classe média, nas ideias paternalistas com origem nos reformadores do fascismo marcelista. Para pessoas apressadas, passa a ideia errada de «jornal de referência», mas referência de quê? De referência sim, mas da ideologia da ala reformadora do fascismo marcelista, que achava que a Direita precisava de um regime democrático para se manter no poder por mais tempo. O semanário «Expresso» nasceu dentro do fascismo e tem sobrevivido como meio de propaganda da Direita portuguesa. O jornal «Expresso» sempre foi um meio de propaganda da Direita portuguesa.


Num slogan publicitário este semanário português ajuda a explicar o papel da CENSURA em Democracia: «EXPRESSO O JORNAL QUE FAZ OPINIÃO». Este jornal assume que o seu objectivo é doutrinar os seus leitores, como fazem os talibãs no Afeganistão. O objectivo da doutrinação é doutriná-los nas ideias do PSD, isto é, logicamente, nas ideias do patrão do jornal Francisco Pinto Balsemão. Há muitos exemplos de doutrinação política, considerada fulcral. É interessante um texto de Vasco Pulido Valente sobre a doutrinação pró-PSD deste jornal.



«Pensem bem

Nunca vi o Expresso defender uma causa com tanto zelo.

Ontem, a manchete proclamava”Durão 1- RTP 0” e, por baixo, zunia – em grande destaque – a seguinte ementa:
“Indemnização de Rangel é de 147 mil contos” (...por azar?) “ilíquidos”, “SIC processa antigo director geral”, “Carrilho pede intervenção do Presidente da República” e “O PS reforma Arons de Carvalho”.



Também na primeira página vinha um editorial – “O fim do saque à RTP?” – em que se “aplaudia o governo e se recomendava silêncio e “pudor” à oposição.







Na quarta página, Fernando Madrinha apoiava a política de Morais Sarmento e, de caminho, ia lamentando que desde quinta-feira o Telejornal abrisse com as manifestações dos trabalhadores da casa, seguindo uma orientação “guerrilheira e umbiguista”.






Na página seis, com a história do despedimento da administração da RTP (informada e neutra), aparecia o interessante currículo de um dos sucessores, Luís Marques, o “único com carreira nacomunicação social, jornalista, actual colunista do Expresso” e “ex-subdirector de Informação da SIC, de onde saiu há um ano, por discordâncias com Rangel”.




Na página sete, continuava a dança, com três notícias triunfais: “Rangel pode ficar sem nada”; Rangel não conseguiu aumentar a audiência da RTP 1; e o Tribunal de Contas condena a gestão da televisão do Estado.




Na habitual coluna do “sobe e desce”, Morais Sarmento estava evidentemente no “alto”, com suaves louvores, e Rangel no “baixo”, com uma descompostura em forma,


como, de resto João Carlos Silva no “sobe e desce” do 2º caderno.


Na página 13, Henrique Monteiro exigia o fim da publicidade na RTP.



Na página 28, um segundo editorial tornava a defender a política de Morais Sarmento.



E, na última, caso alguém não tivesse ainda percebido, José António Lima repetia o sermão.


Que dizer disto?...»

(Vasco Pulido Valente in «Diário de Notícias», excepto foto)

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