terça-feira, 17 de setembro de 2013

MENTIROSA OU ALDRABONA? POUCO IMPORTA, VIVEMOS TEMPOS DE MENTIRAS, INJUSTIÇAS ASSASSINAS E EMPOBRECIMENTO AO LADO DO ENRIQUECIMENTO DA MINORIA MUITO PEQUENA QUE É A ALTA BURGUESIA


Uma mulher aldrabona é a Ministra das Finanças de Portugal.
As injustiças sobre os reformados e pensionistas e sobre os funcionários públicos são revoltantes.
Mas o dinheiro roubado aos reformados vai pra pagar o desfalque do BPN e os swaps.
O caso BPN é um exemplo trágico de corrupção do PSD, apoiada pelo PS.
Os PSDs fizeram os desfalques no BPN. José Sócrates obrigou os contribuintes a pagar esses desfalques, em vez de deixar falir o BPN.
O regime da III República não cai, embora a corrupção atinja os altos democratas do PSD e do PS, porque em Portugal há uma desorientação colectiva.

"Hoje, o antigo presidente da Estradas de Portugal, Almerindo Marques, declarou no parlamento que Maria Luís Albuquerque, enquanto técnica do IGCP, deu um parecer favorável a um swap da EP. Porém, há dois meses, a ministra garantiu que nunca tocou no assunto dos swaps quandop trabalho no Instituto de Gestão do Crédito Público.

Para além das declarações de Almerindo Marques, o DN teve acesso a um parecer do IGCP, de Julho de 2009 (ver ficheiro em anexo) sobre um swap da CP proposto pelo Citigroup. Ora, a autora desse parecer foi, precisamente, Maria Luís Albuquerque enquanto técnica do IGCP. (...)

As contradições entre as declarações e o documento revelado pelo DN com as palavras da ministra são bem evidentes. Ouvida a 25 de Junho, ainda como secretária de Estado das Finanças, Maria Luís Albuquerque declarou (ver ficheiro em anexo): "Gostaria apenas de esclarecer - e não é que tenha particular relevância para esta conversa - que no IGCP as minhas funções nunca passaram por esta matéria mas pelas emissões de dívida. Portanto, enquanto estive no IGCP não tive qualquer contacto com swaps, nem do IGCP nem de natureza nenhuma".

Posteriormente, a 30 de Julho, já como ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque insistiu: "Estive afastada desse tema em concreto durante os anos em que estive no IGCP, porque enquanto estive no IGCP não era minha responsabilidade tratar de temas relacionados com swaps, nem do IGCP, nem de empresas públicas, mas apenas os temas relacionados com o financiamento. No entanto, ouvia, de vez em quando, conversas entre os colegas que se dedicavam a essa matéria sobre uma ou outra transação - muito poucas - que lá apareciam para pedido de parecer".


Terá a ministra mentido ou apenas se tratará de uma falha de memória? O DN tentou contatar a assessora de imprensa do Ministério das Finanças, mas a chamada não foi atendida."» (In «DN»)

Foram os altos cérebros do PSD e do PS que nos enredaram neste Inferno, chamado União Europeia... Mas a ideia era colocar-nos no Paraíso Terrestre.


«Portugal é hoje palco de um jogo de bilhar amoral. Nele, a União Europeia segura um taco (o Governo de Passos Coelho) e com a bola do dinheiro consegue uma carambola: toca nos portugueses, representados pelas duas outras bolas, e continua a jogar sozinha.

É um jogo sinistro e que revela aquilo que a União Europeia deseja para Portugal: que sejamos um protectorado semelhante ao que foi Cantão até há pouco tempo ou que ainda é o Bangladesh. (...)


No fundo do túnel, a UE promete-nos o Inferno. E em tudo isto o Governo serve de "compère". Com esta austeridade como se voltará ao crescimento para a dívida ser sustentável? Só com os portugueses todos ao nível do limite mínimo de sobrevivência? É para isto, para este "não futuro", que queremos estar na União Europeia?» ( Fernando Sobral, in «Jornal de Negócios», cit. no blog «Entre as brumas da memória»)

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