sábado, 28 de setembro de 2013

A III REPÚBLICA DE PORTUGAL EM PERIGO


Factualmente, foi a Revolução de 25 de Abril de 1974 que criou a III República de Portugal.
O enquadramento Constitucional da III República portuguesa resultou de um compromisso histórico entre três líderes políticos, Mário Soares do PS, Sá Carneiro do PPD/PSD e Álvaro Cunhal do PCP e entre estes três políticos e os representantes do MFA (Movimento das Forças Armadas) que organizou e executou a Revolução de 25 de Abril de 1974. O CDS votou contra a Constituição de 1976. Dos partidos actuais (2013) votaram a favor o PS, o PPD/PSD e o PCP. O Bloco de Esquerda em 1976 ainda não existia.
O general Costa Gomes, militar de topo do salazarismo, traiu Salazar, que tentou depor, devido à questão do império colonial, em primeiro lugar. Mesmo assim, teve muito apoio da ala esquerda do fascismo salazarista-marcelista e chegou ao mais alto cargo militar (Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas). «Em 1972 foi nomeado chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, em substituição do general Venâncio Deslandes. A 2 de Novembro desse ano foi Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito». (In «Wikipedia»)
Costa Gomes tirou o tapete a Marcelo Caetano, ao recusar-se a apoiá-lo publicamente,  e assim facilitou bastante a Revolução de 25 de Abril de 1974. Viria a tornar-se o 15º Presidente da República de Portugal, no contexto da Revolução iniciada em 25 de Abril de 1974. Teve o alto mérito de conseguir evitar uma guerra-civil generalizada entre as diversas facções do MFA. Viria a ser elevado à patente de marechal.
Mário Soares foi o homem chave da entrada de Portugal para a União Europeia, abertamente apoiado pelo PS e pelo PPD/PSD.
Há textos antigos contra a União Europeia, mas os problemas da Zona Euro resultaram de erros graves legislativos da França e da Alemanha. Paris e Berlim é que criaram o monstro actual chamado Zona Euro. E a França já está a ser vítima dos seus próprios erros legislativos na construção da Zona Euro.
François Hollande é um duplo traidor, traidor ideológico dos ideais socialistas e humanistas e do respeito pelo Direito Internacional, e traidor nacional ao obedecer a Berlim.
Em Portugal o perigo da III República é sintetizado pelo caso BPN, um caso de alta corrupção que envolve o PSD e o PS. Altos quadros do PSD fizeram desfalques no banco BPN e o PS de José Sócrates nacionalizou os prejuízos do BPN, nacionalização altamente suspeita e obscura.
O chamado Centrão dos Interesses que é constituído pelo PSD, pelo PS e ainda pelo CDS/PP, constitui o cerne da corrupção na III República.
A Troika («BCE», «Comissão Europeia» + FMI) quer pôr os portugueses a passarem fome por muitos anos. O plano da Troika visa empobrecer a maioria dos portugueses colocando muitos deles na situação de semi-escravos. O plano da Troika, assinado pelo PS + PSD + CDS/PP visa a aplicação da agenda neoliberal em Portugal, que tem provocado falências de empresas, desemprego, baixa de salários, de reformas e de pensões sobretudo dos funcionários públicos, e aumento dos horários de trabalho, por menos dinheiro e precarização do trabalho, paralelamente ao enriquecimento ainda maior da alta burguesia, que vai até pagar os impostos à Holanda «legalmente», aprofundando ainda mais as injustiças sociais e a ruína do país.
E também cresce a economia paralela, uma economia que não paga impostos, com a cumplicidade do governo PSD-CDS-Troika-Cavaco-Swaps.
Dois anos de plano da Troika arruinaram Portugal e tornaram a dívida pública impagável.
A Troika quer mesmo destruir Portugal, a mando de Berlim.
A III República de Portugal está a destruir Portugal…
Passos Coelho e Portas querem mesmo governar em Ditadura, ignorando a Constituição da III República.

A III República está mesmo em perigo.

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