quinta-feira, 29 de agosto de 2013

OS SELVAGENS DE GUANTÁNAMO E DAS CARNIFICINAS NO CAIRO

    
Os selvagens da Rede Guantánamo e Sucursais, duas delas na União Europeia, na Polónia e na Roménia, chamados Obama, Ângela Merkel, Hollande, Cameron e respectivos súbditos mafiosos nada estão preocupados coma TORTURA em Guantánamo e nas suas Sucursais. Estes selvagens também nada estão preocupados com as carnificinas da Ditadura militar selvagem do Egipto, que exterminou mais de 500 pessoas num único dia.

Estes selvagens ocidentais nada estão preocupados com as matanças com carros bomba em atentados terroristas em Damasco, realizados pela oposição a Assad. Alguém tem que travar Obama, Ângela Merkel, Hollande e Cameron, nem que seja a Rússia fazendo lançamentos preventivos de mísseis nucleares intercontinentais. Estes selvagens têm que ser ameaçados com mísseis intercontinentais de última geração, portadores de bombas de hidrogénio. Só assim estes selvagens acalmarão e rapidamente, porque uma terceira guerra mundial não lhes agrada. Há que travar o imperial-colonialismo da NATO, nem que seja com bombas atómicas de última geração. Há que travá-los com armas de destruição maciça a sério, para bem da Humanidade. E que tal a meaça de uma bomba de Hidrogénio sobre Berlim, outra sobre Londres e outra sobre Paris? E ameaça de uma chuva de bombas atómicas sobre Washington? Ameaçados, eles recuam.


«O submarino nuclear Tula, da Armada do Norte da Rússia, lançou pela primeira vez, a partir do Mar Branco, um míssil balístico Sineva contra um alvo no Oceano Pacífico, uma acção presenciada pelo presidente russo, Dmitri Medvedev.

"Pela primeira vez na história da Marinha da Rússia, o lançamento foi feito não para o habitual polígono Kura, na Kamtchatka, mas para a região equatorial do Oceano Pacífico. Trata-se de verificar o nível de preparação das forças nucleares navais com o lançamento de um míssil balístico a uma distância aumentada, no quadro das manobras estratégicas Stabilnost-2008", anunciou Igor Digalo, porta-voz da Marinha russa. Segundo o responsável, "todas as medidas de segurança foram respeitadas e foram encerradas à navegação aérea e naval regiões do Oceano Pacífico durante o lançamento do míssil".



"Durante um dos episódios das manobras, realizou-se o lançamento de um míssil intercontinental Sineva de longo alcance. Devido ao êxito do lançamento, foi fixada a distância de 11.547 quilómetros. É o melhor resultado alcançado por um míssil balístico deste tipo", considerou o presidente.» (In «JN» net)





"«A ARTE DA GUERRA»

A nova confrontação militar Leste-Oeste

Barack Obama denuncia a arrogância de Vladimir Putin e os seus tiques de Guerra fria, mas não caberá, talvez, mais aos Russos denunciar o comportamento militar agressivo dos Americanos ? Manlio Dinucci retoma o cerco da Rússia pela Otan.

 | ROMA (ITÁLIA)  
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Desde que Putin ascendeu à presidência, a « retórica anti-americana » aumentou por parte da Rússia, servindo-se de « velhos estereótipos da Guerra fria » : foi o que declarou o presidente Obama, após ter anulado o encontro previsto para Setembro. A gota que fez transbordar o copo foi o asilo, concedido pela Rússia, a Edward Snowden, culpado de ter posto às claras as provas que os serviços secretos americanos espiam (espionam -Br) o mundo inteiro.
Mas, há sobretudo uma outra razão. Moscovo opõe-se ao «escudo anti-míssil », que permitiria aos EUA lançar um first strike (primeiro ataque) nuclear sabendo, de antemão, que poderão neutralizar a resposta. Além do que, Moscovo se opôs depois à ulterior expansão da Otan para leste, e ao plano USA/Otan de destruição da Síria e do Irão, no quadro de uma estratégia que visa a região Ásia/Pacifico.
Tudo isto é percebido em Moscovo como uma tentativa de adquirir uma nítida vantagem estratégica sobre a Rússia (e, além disso, sobre a China). Nada mais portanto, que os « velhos estereótipos da Guerra fria » não é verdade ?
Não parece, visto o programa anunciado pela Otan a 8 de Agosto. Ele prevê « manobras militares mais ambiciosas e frequentes » sobretudo nas regiões encostadas à Rússia. De 25 de Agosto a 5 de Setembro caça-bombardeiros da Otan (incluindo italianos e franceses), com dupla capacidade convencional e nuclear, participarão na Noruega nas manobras «Brilliant Arrow »(Flecha Brilhante, ndT) [1] do Comando aéreo aliado, à cabeça do qual acaba de ser nomeado o general Frank Gorenc, que chefia também as Forças aéreas dos EU na Europa. Depois em Novembro terá lugar o exercício aéreo « Steadfast Jazz »(Música a sério, ndT), que trará evolução de caçabombardeiros da Otan na Polónia, Lituânia e Letónia, junto à fronteira russa. Em Setembro-Outubro navios de guerra da Otan participarão na grande manobra « Brilliant Mariner » (Brilhante Marinheiro, ndT) no mar do Norte e no mar Báltico. Está também previsto o envio de outros navios de guerra da Otan para o mar Negro, onde se tinha desenrolado em Julho as manobras « Sea Breeze 2013 » (Brisa Marinha, ndT), na qual participaram as marinhas de dez países [2], (Itália incluída) (a França esteve presente a título de observadora com o Catar, os Emiratos árabes unidos, e a Líbia), ás ordens do Comandante das Forças navais dos EU na Europa, que comanda simultaneamente a Força conjunta aliada em Nápoles.
Os EUA e os seus aliados, membros da Otan, estão pois em vias de aumentar a pressão militar sobre a Rússia, a qual, evidentemente, não se fica por aquilo que Obama chama de «retórica anti-americana ». Após os EUA terem decidido instalar um « escudo » de misseis até na ilha de Guam, no Pacífico ocidental, o Comando das forças estratégicas russas anunciou estar a caminho de construir um novo míssil de 100 toneladas, «com capacidade para ultrapassar qualquer sistema de defesa antimíssil ». Daqui até ao fim do corrente ano, o Comando efectuará 16 lançamentos experimentais de misseis balísticos intercontinentais de diversos tipos. E o primeiro submarino nuclear da nova classe Borey está já no activo : com o comprimento de 170 metros, capaz de descer a 450 metros de profundidade, armado de misseis Bulava com um raio de acção de 9 000 kms e 10 ogivas nucleares múltiplas independentes, podendo manobrar para evitar os misseis de intercepção. O novo submarino faz parte dos oito que a marinha russa receberá daqui até 2020, (para substituir os precedentes), com 16 submarinos multi-tarefa e 54 unidades de superfície.
Nisto, e não sómente, os médias europeus, em particular os médias italianos campeões de desinformação (em competição cerrada com os Franceses, aliás), praticamente nem piam. Assim, a grande maioria do publico tem a impressão que a guerra só ameaça as regiões « turbulentas », como o Próximo-Oriente e o Norte África, sem se aperceber que a « pacífica » Europa está em vias, de novo, de se tornar, a reboque dos Estados-Unidos, na primeira linha de uma confrontação militar não menos perigosa que a da passada Guerra fria.
Tradução
Alva
[1Site oficial de Brillant Arrow 2013.
[2] Azerbaijão, Bulgária, Canada, Geórgia, Alemanha, Itália, Roménia, Turquia, Ucrânia e Estados-Unidos." (In «Red Voltaire»)

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