Pedro Lomba é um dos
mais repugnantes neofascistas emergentes na III República.
Repugnantes os seus
textos na blogosfera pt, repugnante o indivíduo em si. Poiares Maduro é outro
neofascista emergente.
Há muito que penso
isto, mas agora parece-me que já não sou o único.
«Poiares Maduro e Lomba
são tão-somente o fascismo a bater-nos ao de leve à porta
Os dois, Poiares Lomba e Pedro Maduro, são herdeiros - com pouco jeito
- de Miguel Relvas, que, com muito menos estudos do que eles, lhes deu lições
de como fazer política nestes tempos.
Pois os colegas de Portas, Machete e Branquinho - e aprendizes de Relvas
- deram-se à missão de gerir a informação ao povo, através dos jornalistas,
prometendo briefings diários que duraram dois dias e que retomaram agora, com a
honradez da palavra que os caracteriza, em encontros diários duas vezes por
semana, não sei se o leitor entende. (Como é aquela palavra que tu utilizaste,
Miguel Sousa Tavares? Palha-de-aço? Não era bem isto, mas andava lá perto. No
plural, na circunstância.)
Aqui é que estes grandes educadores dos jornalistas aldrabaram.
Começaram por dizer - ponho no plural porque tão aldrabão foi o secretário de
Estado que disse, como o ministro que mandou dizer ou, pelo menos, não o
desautorizou - que os briefings com os jornalistas seriam umas vezes em on -
isto é, podia dizer-se quem disse o quê - outras vezes em off (que na sabedoria
analfabeta do secretário de Estado e do ministro não sei de quê nem interessa
se convertia numa figura nova em que suas excelências expenderiam umas quantas
patacoadas espremidas dos seus notáveis bestuntos e os jornalistas papagueá-las-iam,
mas sem dizer quem esvurmou tais pústulas de sabedoria). E disseram, ex
cathedra, que era assim que se fazia em Inglaterra. Aldrabaram. (Vês, Pedro
Tadeu, que há uma palavra ainda mais forte do que "mentiram"? Quando
a falta à verdade é rasca e torpe, a palavra é "aldrabice".) Os
briefings em Inglaterra são sempre atribuídos ao PMS (Prime Minister
Spokesperson), isto é, ao porta-voz oficial do primeiro-ministro, pessoa
conhecida e identificada - e as respostas são sempre factuais, nada de divagações
onanistas de ministros ou secretários de Estado fala-barato armados em
palestrantes.
E, com esta aldrabice, intrujaram: no segundo dia de briefing, levaram
uma conceituada jornalista da rádio a reproduzir todos os vómitos e
regurgitações opinativas do ministro ou do secretário de Estado, atribuindo-os
sempre a "fonte do Governo". Intrujaram a jornalista, que,
eventualmente, por temor reverencial ou mau conselho, se esqueceu dos seu dever
deontológico de não reproduzir comentários sem identificar a autoria. E
intrujaram o público, fazendo passar uma mensagem da maneira que Don Basilio,
em O Barbeiro de Sevilha, explicava o que era uma calúnia: È un
venticello,un"auretta assai gentile, che insensibile, sottile,
leggermente, dolcemente, incomincia a sussurrar.
(Estou para saber porque é que fui gastar o meu escasso italiano com
tão toscos governantes. Ainda lhes inspiro uma ideia mais fascizante...)» (
Óscar Mascarenhas in «DN» net)
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