terça-feira, 27 de agosto de 2013

CAVACO SILVA MANIFESTA DESPREZO PELOS BOMBEIROS QUE MORRERAM A DEFENDER BENS DE TERCEIROS


A crueldade de Cavaco Silva inspira-se no cardeal-patriarca de Lisboa e na Nossa Senhora de Fátima..
por Sérgio Lavos
Sinto nojo de viver num país onde o Presidente da República mantém-se em silêncio durante semanas, não proferindo qualquer declaração pela morte de três bombeiros no combate aos incêndios, e vem lamentar a morte de um dos filhos de puta do nosso ajustamento, António Borges de seu nome, o homem que se regozijava com o abaixamento dos salários e com a pobreza geral dos portugueses. Ter um presidente da República abaixo de cão dá nisto.» (In blog «Arrastão»


«Incêndios – Não resisto à tentação...


A evidente tragédia que constitui a tremenda sequência de incêndios, com o que têm implicado – e vão implicar – de perdas materiais, de feridos e vítimas mortais, impede-me de fazer o exercício demagógico das culpas, dos crimes e da exploração do sofrimento alheio.
Ainda assim, fica a tristeza de ver um país que todos os anos se deixa “surpreender” pela falta de limpeza nas florestas, pela falta de acessos, pela falta de material, pelo planeamento medíocre.
Ainda assim, fica a tristeza de ver um indigente como Marques Mendes, agrafando um ar indignado na TV, para dizer que os proprietários devem ser obrigados a limpar as matas... e se o não fizerem, deve o Estado fazê-lo, apresentando-lhes as contas para pagamento coercivo. Parece que não sabe, o indigente, que as grandes florestas privadas, detidas pelas grandes empresas, como por exemplo a Portucel, são cuidadas, vigiadas e poucos incêndios sofrem. Parece que não sabe, o indigente, que a esmagadora maioria da floresta que arde, ou pertence ao Estado, ou não tem donos conhecidos, ou pertence a pessoas que abandonaram o interior, ou, finalmente, pertence a gente idosa, rara e pobre... que se fosse obrigada a pagar as limpezas das suas parcelas miseráveis de floresta... nem as reformas de um ano chegariam para o fazer.
Sei que nestas alturas se deve evitar a todo o custo a demagogia... mas não resisti a fazer umas contas de “mercearia”, que me disseram que os mil milhões de euros dos submarinos do “irrevogável” Portas dariam, feita uma consulta ao preço médio de um avião Canadair, para comprar quarenta unidades destes excelentes meios aéreos de combate a fogos florestais. No caso de se optar pelos helicópteros equipados com aquele balde gigante... estaríamos a falar de um pequeno “enxame”.
Dir-me-ão:
E o pessoal que é necessário para cuidar dos aviões e dos helicópteros?
Ao que eu respondo:
E os submarinos? Têm tripulações de quantos marinheiros a tempo inteiro?
Dir-me-ão ainda:
Os aviões e helicópteros de combate a incêndios só são precisos de vez em quando... quando há incêndios... quase sempre só no verão...
Ao que eu respondo:

  1. Pois... e os submarinos são precisos... quando?!!!» (in blog «Cantigueiro»)

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