terça-feira, 23 de julho de 2013

UMA MAIORIA, UM GOVERNO E UM PRESIDENTE DE DIREITA = ESPIRAL RECESSIVA


O massacre, nos órgãos de comunicação social tradicionais, da Direita portuguesa continua com os capatazes e os lacaios e lacaias da alta burguesia a defenderem a espiral recessiva – mais desemprego, mais falências de empresas, mais cortes nos rendimentos, excepto nos da alta burguesia.
Este tempo de decadência é terrível.

Até nos blogs de Esquerda aparecem textos com parágrafos tipicamente neofascistas, com uma análise aos partidos políticos igualzinha à que Oliveira Salazar fazia da I República.


A omissão do contexto que é a explicação da legislação errada e perversa da moeda euro e do falso «BCE» é, sistematicamente, omitida.


«É extraordinário como uma coisa de que se fala tanto é tão mal entendida. Refiro-me à democracia. Nos últimos anos, por defender um acordo dos partidos que assinaram o memorando da troika, muita gente me tem dado lições de democracia. Neste fim de semana li e ouvi muitas opiniões - das mais interessantes às mais imbecis, como uma que afirmava que intervenção de Cavaco era um gesto autoritário, como se fosse autoritário pedir a atores políticos para se entenderem. Muitas tinham o seguinte traço comum: se eles se entenderem todos, como se assegura a democracia? Não ficamos com uma espécie de União Nacional?

Pois bem, a democracia não é o reino do conflito. A democracia não pressupõe desentendimentos. A democracia, que se baseia no poder que resulta do voto universal em representantes eleitos para um Parlamento que faz as leis e legitima governos, pressupõe alternâncias no poder mas, ao mesmo tempo, implica um chão comum, com regras iguais para todos e que todos se comprometem a seguir. A ideia de que a democracia acaba porque há um entendimento alargado é absurda.» (Henrique Monteiro in jornal «Expresso»)

Este texto do reaccionário pouco subtil Henrique Monteiro define «democracia orgânica» tal como era considerado o fascismo salazarista, que era auto-classificado de «democracia orgânica». Há muitos textos sobre isto, mas pode encontrar-se, numa biblioteca, nos manuais liceais da disciplina salazarista de OPAN (Organização Política e Administrativa da Nação) a detalhada explicação de «democracia orgânica».

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