quarta-feira, 17 de julho de 2013

A PLUTOCRACIA PORTUGUESA


Os verdadeiros donos de Portugal são os plutocratas da alta burguesia. Eles mandam no PSD e no CDS e querem também mandar no PS.

«A história volta a repetir-se. Como aconteceu em 2011 a seguir ao chumbo do PEC IV, o poder económico e financeiro movimenta-se para pressionar o poder político e assim assegurar que as coisas não mudam demasiado. Agora de forma mais modesta, mas as movimentações são evidentes. Nas últimas semanas, vários banqueiros manifestaram-se contra o funcionamento regular da democracia, opondo-se a eleições; Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, tem-se multiplicado em intervenções públicas, avisando para o perigo da instabilidade - como se as eleições representassem maior instabilidade do que aquela que existe na sociedade, a instabilidade provocada pela política de transferência de recursos do trabalho para o capital a que temos assistido nos últimos dois anos.

Hoje, mais um conjunto de "personalidades" assina um manifesto a pedir um acordo entre os três partidos mais à direita da Assembleia. E quem são essas "personalidades"? Os mesmos de sempre. Dois "Mellos", um van Zeller, vários empresários e banqueiros, testas de ferro de grandes empresas. As corporações que se alimentam do Estado há décadas, os donos de Portugal, que parasitam o poder político desde o Estado Novo e que apenas se mantiveram afastadas da esfera de influência durante o período do PREC. Se tivessem pedido as assinaturas de Oliveira e Costa, Duarte Lima, Dias Loureiro ou Vale e Azevedo ninguém se escandalizaria.

Não surpreende esta posição da elite económica e financeira: durante os dois anos que a intervenção externa leva, as maiores empresas portuguesas viram os seus lucros crescer e os bancos foram alimentados a soro pelo dinheiro dos contribuintes. O desemprego crescente permitiu que os salários baixassem e o seu peso relativo nos custos empresariais fosse reduzido. Se há alguém a ganhar dinheiro com as políticas de austeridade é esta elite. Enquanto a classe média vai desaparecendo e os pobres vão ficando cada vez mais pobres, as grandes empresas crescem e o número de milionários aumenta em Portugal.» (Sérgio Lavos in blog «Arrastão»)

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